Câncer / Notícias

Publicado em 29/06/2022

Revisado em 29/06/2022

Novidades para tumores de próstata apresentados na ASCO 2022

Novidades para tumores de próstata apresentados na ASCO 2022

O Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO Meeting 2022), realizado entre os dias 3 e 7 de junho de 2022, na cidade de Chicago nos EUA, apresentou inúmeras novidades para o tratamento do câncer.

O Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer e médicos parceiros selecionaram o que há de novo para o tratamento do tumor de próstata.

Maria Alzira Rocha, oncologista assistente no Hospital Israelita Albert Einstein, destaca a consolidação de conhecimentos anteriormente abordados, com desfechos em sobrevida muito favoráveis. “Por exemplo, o estudo ENZAMET foi atualizado, comprovando melhora de sobrevida global quando uso de Enzalutamida (medicação oral) e injeções para bloqueio central da produção de testosterona. Neste caso, os pacientes tinham câncer de próstata metastático, mas com sensibilidade ao bloqueio da produção de testosterona”.

Ainda para os pacientes em tratamento para câncer de próstata metastático, mas sem resposta desejável ao bloqueio de testosterona (chama-se cenário castração resistente), o exame PET PSMA (atualmente indicado como preferência no seguimento da maioria dos pacientes com câncer de próstata) se mostrou de bom valor prognóstico para uso de Lutécio-PSMA, quando apresenta alta captação. Segundo a oncologista, o tratamento com LuPSMA (atualmente sempre estudado em pacientes na fase castração resistente) também foi avaliado em comparação à quimioterapia e apresentou melhor tolerância a seu uso com resultados em sobrevida semelhantes a quimioterapia. “Isto é clinicamente importante, pois muitos pacientes com câncer de próstata são idosos, com outras doenças que os fragilizam. Tratamentos com menos efeitos colaterais e com bom controle da doença são nossa busca diária para os pacientes”, ressalta Maria Alzira.

“Para pacientes com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, muito comentados em câncer de mama, houve a novidade de acrescentar Olaparibe (medicação dirigida a estas alterações) à abiraterona e injeções para bloqueio de testosterona, esquema terapêutico já consolidado. Mas, nesta população específica de pacientes, a avaliação de sua característica individualizada, resultou em melhores desfechos”, acrescenta a médica.