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Publicado em 14/02/2022

Revisado em 17/02/2022

Ações de divulgação do projeto Amor à Pesquisa Contra o Câncer no Brasil

projeto Amor à Pesquisa Contra o Câncer no Brasil

As equipes do Instituto Vencer o Câncer e do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG) se reuniram neste mês do Dia Mundial do Câncer para alinhar ações para divulgar o projeto Amor à Pesquisa Contra o Câncer no Brasil, que vai fomentar e incentivar novos Centros de Pesquisa Clínica em Oncologia. O diferencial desta iniciativa de implantar essas unidades fora do eixo Rio-São Paulo é dar acesso à população que tem dificuldade de se deslocar até a região Sudeste em busca de tratamentos e medicamentos inovadores.

De acordo com o resultado do edital realizado em 2021, as instituições filantrópicas, privadas e do SUS, rigorosamente selecionadas para se tornarem hubs de estudos clínicos, já iniciaram as adequações necessárias para futuras pesquisas. Os locais são:

  • Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia – Manaus/AM – Região Norte
  • Hospital Universitário João de Barros Barreto – Belém/PA – Região Norte
  • Hospital de Câncer Dr. Tarquínio Lopes Filho – São Luís/MA – Região Nordeste
  • Hospital Napoleão Laureano – João Pessoa/PB – Região Nordeste
  • Clínica Onconeo LTDA – Campo Grande/MS – Região Centro-Oeste
  • Feira de Santana – BA – Santa Casa de Misericórdia UNACON/HDPA (em análise)

As próximas etapas do projeto incluem registro no sistema Comitê de Ética em Pesquisa, avaliação de documentação, visitas técnicas, análises de consultores especializados, além de videoconferências periódicas de acompanhamento. Tudo com o apoio de um conselho gestor composto por grandes especialistas brasileiros em pesquisa clínica. As reuniões de treinamento também estão em andamento e a expectativa é, em breve, ter as primeiras novidades sobre quais áreas de estudo poderão ser priorizadas.

O oncologista Antonio Buzaid, um dos fundadores do Instituto Vencer o Câncer, ressalta que qualquer novo medicamento precisa passar pelos estudos clínicos para que seu uso seja autorizado. “A pesquisa clínica é a única maneira de fazermos avanços na Medicina”, destaca o médico.

Hoje o Brasil ocupa o 7º lugar no mercado farmacêutico no ranking mundial e o 24º lugar em pesquisa clínica. Uma realidade que pode ser mudada.

Com números alarmantes que estimam 18 milhões de casos novos e 9,6 milhões de mortes em decorrência da doença, o câncer é o principal problema de saúde pública no mundo. Atualmente já está entre as quatro principais causas de morte prematura, antes dos 70 anos de idade, na maioria dos países. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), com uma diversidade populacional e as grandes dimensões geográficas, o Brasil tem inúmeras diferenças na incidência de tipos de câncer entres as regiões.

Nas Regiões Sul e Sudeste, por exemplo, predominam dos casos de próstata, mama, pulmão e intestino.

Na Região Centro-Oeste, há grande incidência de casos de colo do útero e estômago.

Nas Regiões Norte e Nordeste, a incidência é a soma de casos de colo do útero, estômago, próstata e mama feminina.

Estas diferenças regionais serão levadas em conta enquanto as equipes locais se prepararam a definição de futuras linhas de pesquisa.

Com consultoria técnica do LACOG (Latin American Cooperative Oncology Group) e patrocínio da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) e Eurofarma, esta iniciativa representa um esforço conjunto de associações de saúde, indústria e pesquisadores visionários para impulsionar estudos em Oncologia no Brasil.