Tipos de câncer / Câncer do canal anal



Câncer do canal anal | Tratamento

ESTADIAMENTO

 

Os quatro estádios do câncer do canal anal estão descritos abaixo:

 

Tabela com estádios do câncer do canal anal.

Estádios do câncer do canal anal.

 

TRATAMENTO

 

O tratamento do câncer do canal anal depende da fase em que a doença se encontra. Os dados de sobrevida (doença-específica) estimada em 5 anos de acordo com o banco de dados do Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER) está colocada entre parênteses na sequência de cada estádio clínico:

 

  • Carcinoma in situ ou Estádio 0 (100%)

Nesse estádio, pode-se realizar a remoção cirúrgica do tumor com margens livres ou aplicar radioterapia ou ambos os tratamentos. Em geral, a radioterapia leva a menor taxa de recidiva local.

 

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Carcinoma in situ restrito ao epitélio e sem invasão das estruturas mais profundas.

 

  • Estádio I (76,9%)

O estádio I inclui tumor menos de 2 cm e sem linfonodos envolvidos. Esse tumor pode ser tratado com cirurgia isolada através de ressecção transanal com margem negativa (principalmente se lesão localizada próxima a margem anal) ou com esquema combinado de quimioterapia e redioterapia concomitantes (preferencialmente nos tumores localizados no canal anal)

 

Tratamento do estádio I.

Tratamento do estádio I.

 

  • Estádios II (66,7%) e III (50%)

Nesses estádios, o tratamento consiste na combinação de quimioterapia com radioterapia para o canal anal e regiões dos linfonodos com maior risco de invasão pelo tumor, habitualmente por um período de 5 semanas.  As drogas mais utilizadas nesses esquemas são: mitomicina-C, 5-FU ou capecitabina, sendo as duas primeiras endovenosas e a última de administração oral.

Diferentemente dos tumores colorretais, ainda não há papel bem estabelecido para a utilização de drogas alvo moleculares no tratamento dos tumores de canal anal.

A radioterapia pode produzir, principalmente nas últimas três semanas de tratamento, grande inflamação na região ao redor do ânus e vagina. Deve-se, entretanto, evitar interrupções frequentes, que reduzem a eficácia do tratamento. Onde disponível, dar preferência à técnicas mais modernas de radioterapia como, por exemplo, à de intensidade modulada (IMRT) já que está relacionada à maior eficácia e menor toxicidade. Mesmo assim, se os efeitos colaterais acima descritos ocorrerem, os mesmos são passíveis de tratamento sintomático.

Tratamento dos estádios II.

Tratamento dos estádios II.

 

Tratamento do estádio III.

Tratamento do estádio III.

 

  •  Estádio IV (15,2%)

Nesses casos, o tratamento pode começar com terapia sistêmica, isto é, aquela que vai para todo o corpo, com combinação de drogas quimioterápicas. As principais drogas utilizadas nesse cenário são docetaxel, cisplatina, 5-FU, paclitaxel e carboplatina em regimes combinados com duas ou três drogas. Em linhas subsequentes, atualmente, há crescente papel para o uso de imunoterápicos, como pembrolizumabe e nivolumabe, no tratamento do câncer de canal anal, mas é importante ressaltar que a indicação dos mesmos ainda é restrita.

O controle do tumor no ânus é, entretanto, muito importante para manter a qualidade de vida. Assim, é frequente a utilização de tratamento combinado de quimioterapia e radioterapia para a região do tumor primário.

 

Tratamento do estádio IV.

Tratamento do estádio IV.