Tipos de câncer / Câncer do colo uterino



Câncer de colo do útero | O que é?

Um dos mais frequentes tumores na população feminina, atrás somente do câncer de mama, pulmão e do colorretal. Afeta cerca de meio milhão de mulheres a cada ano no mundo, com a maior parte ocorrendo antes dos 50 anos.

ANATOMIA

O colo uterino é a parte inferior do útero localizada junto à cúpula da vagina, com a qual se comunica por meio de um conduto, o canal cervical, por onde penetram os espermatozoides e sai o sangue menstrual. A parte externa do colo, que fica em contato com a vagina, chama-se ectocérvice; sua parte interna é a endocérvice. O local em que o canal cervical se abre para a vagina recebe o nome de zona de transformação, área em que se desenvolve a maioria dos tumores do colo uterino.

Os cânceres do colo uterino se originam nas células que forram essa área: o epitélio. A parte que está em contato com a vagina (a ectocérvice) é revestida por um epitélio escamoso (semelhante ao da vagina), que pode dar origem ao câncer de células escamosas. O epitélio da parte interna do colo de útero (endocérvice) é um epitélio glandular e pode dar origem a outro tipo de câncer do colo uterino: o adenocarcinoma.

 

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Localização do colo uterino.

 

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Anatomia do colo uterino com visão do órgão ampliada.

HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA

O tumor  uterino tem início como uma lesão pré-maligna, chamada displasia. As displasias são lesões causadas pelo HPV. Podem ser classificadas como leves, moderadas ou graves. As lesões pré-malignas também são chamadas de neoplasias intraepiteliais cervicais. De acordo com o grau de comprometimento, são classificadas em graus 1, 2 e 3 (em ordem crescente de agressividade).

O último estágio das lesões pré-malignas é a neoplasia intraepitelial grau 3, ou carcinoma in situ. Nessa fase, as células malignas ainda não têm a capacidade de invadir os tecidos e causar metástases, por estarem limitadas por uma barreira natural do órgão, chamada membrana basal.

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Carcinoma in situ. Note que, nesta fase da doença, as células malignas estão confinadas ao epitélio e não ultrapassam a membrana basal.

Quando o tumor consegue ultrapassar a membrana basal, pode invadir progressivamente os tecidos vizinhos. Inicialmente as células malignas irão se infiltrar superficialmente em direção à vagina e profundamente em direção às lâminas de tecido conjuntivo que mantêm o útero fixo em sua posição na bacia: os paramétrios.

A partir daí, as células tumorais podem invadir órgãos vizinhos, como bexiga, ureteres, reto, cavidade pélvica, os linfonodos da região e penetrar os vasos linfáticos e sanguíneos para ter acesso a órgãos distantes, como pulmões, fígado e ossos .

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Crescimento local do câncer de colo uterino. Note que o câncer, ao crescer, passa a infiltrar o tecido próximo ao epitélio do colo em direção à vagina e profundamente em direção aos ligamentos que mantêm o útero fixo em sua posição na bacia: os paramétrios.

 

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Crescimento à distância do câncer de colo uterino. Note que o câncer pode atingir os linfonodos próximos e, a seguir, órgãos distantes, como pulmões, fígado e ossos.

Felizmente, tumores avançados de colo uterino são cada vez menos frequentes, porque os exames preventivos permitem diagnosticar lesões pré-malignas ou malignas em fase precoce.

TIPOS DO CÂNCER DE CÓLO UTERINO

Existem diferentes tipos de câncer do colo uterino, dependendo do tipo de célula que lhes dá origem:

Carcinoma epidermoide

É responsável por 70% a 80% dos casos e se origina nas células da ectocérvice. Está associado à infecção pelo HPV.

Adenocarcinoma

É o segundo tipo mais comum, correspondente a cerca de 20% dos casos, e se origina a partir das células da endocérvice. Também está associado a infecções pelo HPV.

Carcinoma adenoescamoso

É um terceiro tipo, mais raro e com características dos dois tipos anteriores