Tipos de câncer / Leucemia Linfocítica Crônica



LLC | Tratamento

Para tratamento da leucemia linfocítica crônica, se o paciente não apresentar sintomas, é indicada somente a observação. Assista.

Por mais estranho que pareça, muitos pacientes não precisam de tratamento. Principalmente aqueles que recebem o diagnóstico precocemente, que não apresentam sintomas e com poucas alterações em suas células. Mas o acompanhamento médico é fundamental.

Caso o tratamento seja necessário, as opções são:

 

Quimioterapia

Quando o caso se agrava, é possível que o paciente seja encaminhado para este tratamento, que utiliza medicamentos extremamente eficazes no combate a LLC, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação.

Os medicamentos utilizados são:

  • Ciclofosfamida
  • Clorambucila
  • Fludarabina
  • Bendamustina

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem medicamentos para amenizá-los. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento

A queda de cabelo com esses esquemas pode ser pouco mas é variável entre indivíduos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados. Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, você pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Veja outras dicas

Também são utilizados medicamentos como terapia de suporte, que objetivam controlar ou inibir o surgimento de infecções, amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia e melhorar a qualidade de vida do paciente em tratamento. Os principais são:

  • Aciclovir
  • Filgrastim
  • Levofloxacina
  • Sulfametoxazol/Trimetoprima

Todos os medicamentos têm registro na Anvisa (Agência Nacionalde Vigilância Sanitária) e são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico a todos os pacientes do Brasil. Se você está enfrentando alguma dificuldade em seu tratamento, não hesite em nos contatar!

 

Terapia alvo

Os avanços da ciência permitem que hoje existam medicamentos que ataquem apenas as células doentes, chamados então por “terapia alvo”.

Para a LLC, hoje já existe o Ibrutinib. Medicamento oral, ele bloqueia a atividade da proteína quinase, responsável por informar às células leucêmicas para se dividirem e sobreviverem no organismo. Ele se mostrou muito importante nos casos em que a LLC recidivou após outras tentativas de tratamento.

Dentre os efeitos colaterais apresentados estão a diarreia. É importante manter o médico informado sobre cada um deles.

Este medicamento já foi aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas não é distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Outro medicamento não quimioterápico também já aprovado no Brasil é o venetoclax que consegue bloquear os mecanismos que as células da LLC usam para sobreviver e com isso passa a morrer. O venetoclax foi mais estudado em pacientes com LLC já previamente tratados onde a doença retornou com alta eficácia e poucos efeitos colaterais. Mais recentemente combinações com a imunoterapia e/ou ibrutinibe aumentou a sua eficácia.

Tanto o uso do ibrutinibe como do venetoclax vem sendo investigado em primeira linha e comparado a tratamentos mais convencionais como a quimioterapia. Os resultados tem sido promissores sugerindo que nos próximos anos os tratamentos quimioterápicos terão um papel cada vez menor na LLC.

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Imunoterapia

As células cancerígenas são muito espertas e, por crescerem de forma rápida e descontrolada, podem enganar o sistema imunológico, para que ele não as veja como uma ameaça ao desligar a resposta imune ou parar as funções imunológicas que poderiam destruí-las. Com isso, a imunoterapia faz com que o próprio sistema imunológico reconheça as células doentes e as ataque.

Aqui, os medicamentos ajudam o próprio sistema imunológico do paciente a combater as células com câncer. Eles são aplicados via intravenosa, e podem apresentar efeitos colaterais como prurido, calafrios, febre, náuseas, erupções cutâneas, fadiga e dores de cabeça.

Rituximabe é o principal imunoterápico (também conhecidos por anticorpos monoclonais) utilizados.

O rituxumabe é registrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Nacional) e podem ser utilizados no país, mas apenas o primeiro é distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

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