Tipos de câncer / Linfomas



Linfomas | Tratamento

O tratamento de linfoma é determinado basicamente pelo estádio da doença e pela idade do paciente. Entenda melhor caso a caso.

 

ESTADIAMENTO

Os estádios do linfoma são descritos abaixo:

 

Estadiamento dos linfomas.

Estadiamento dos linfomas.

 

TRATAMENTO

Os linfomas de Hodgkin e não Hodgkin são tratados de forma diversa.

 

Tratamento inicial do linfoma de Hodgkin

O tratamento inicial é determinado basicamente pelo estádio da doença e pela idade do paciente. Nos estádios I e II, o tratamento consiste em quimioterapia, seguida de radioterapia para as regiões afetadas. Nos casos de doença mais avançada (estádios III e IV), a indicação é quimioterapia como tratamento isolado. Nestes casos, pode-se usar a radioterapia para regiões de grande volume de doença inicial. A  figura abaixo resume o tratamento dos linfomas de Hodgkin.

 

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Abaixo mostramos o estadiamento e o tratamento de modo esquemático do linfoma de Hodgkin. Em casos específicos pode-se consolidar o tratamento com radioterapia para áreas de grande volume de doença. Em situações onde se pretende evitar a radioterapia, o tratamento com quimioterapia mais estendida somente pode ser uma opção nos estádios I e II.

 

Tratamento para estádio I

Tratamento para estádio I

Tratamento para estádio II

Tratamento para estádio II

Tratamento para estádio III

Tratamento para estádio III

Tratamento para estádio IV

Tratamento para estádio IV

 

A quimioterapia pode afetar a formação de óvulos e de espermatozoides, levando à esterilidade. Por essa razão, antes de iniciar o tratamento quimioterápico, é importante preservar o esperma em um banco de sêmen. Já no caso das mulheres em idade fértil e que desejam engravidar no futuro, recomenda-se retirar os óvulos e congelá-los.

 

Tratamento inicial dos linfomas não Hodgkin

Como o linfoma não Hodgkin inclui diversos subtipos, a escolha do tratamento dependerá de vários fatores:

  • Idade;
  • Presença ou não de outras complicações médicas;
  • Subtipo do linfoma;
  • Estádio da doença.

Um avanço importante no tratamento é o uso de um anticorpo monoclonal em combinação com quimioterapia (esquema conhecido como R-CHOP). Os anticorpos são substâncias que compõem o sistema imune e que se ligam à superfície de tumores e de certos agentes infecciosos. O anticorpo monoclonal é um tipo produzido em laboratório para agir contra um alvo específico da célula. Esse anticorpo se liga a uma proteína chamada de CD20, existente na membrana celular de alguns subtipos dos linfomas de células B, aumentando a eficácia da quimioterapia e as taxas de cura.

Ligação do anticorpo rituximabe na proteína CD20 de uma célula de linfoma tipo B.

Ligação do anticorpo rituximabe na proteína CD20 de uma célula de linfoma tipo B.

Na prática clínica, utilizamos também outros anticorpos no tratamento dos linfomas não Hodgkin. Alguns deles carregam moléculas radioativas que atacam diretamente a célula tumoral. Infelizmente, esses produtos ainda não estão disponíveis no Brasil.

 

Tratamento da recidiva dos linfomas

Pacientes que não são curados com o tratamento inicial são com frequência tratados agressivamente com quimioterapia seguido de transplante autólogo de medula óssea, que consiste na administração de quimioterapia em doses altas, capazes de destruir as células malignas, mas também as células da medula óssea, responsáveis pela produção dos glóbulos vermelhos, brancos e as plaquetas. O tratamento danifica a mucosa da boca e do intestino, provocando aftas na boca (mucosite) e diarreia. No transplante autólogo as células da medula óssea são provenientes do próprio paciente (ou seja, não há um doador). Com isso, após a quimioterapia de resgate as células da medula óssea do próprio paciente são coletadas por um processo ambulatorial chamado de aférese (não requer cirurgia) e após são devolvidas para o paciente como se fosse uma transfusão de sangue.