Tratamento do câncer de pele (melanoma e não melanoma)

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Sumário

O tratamento do câncer de pele mudou muito nos últimos anos, mas uma regra continua valendo: ele precisa ser individualizado. No Brasil, este é o tipo de câncer mais frequente: estima-se que responda por cerca de 30% a 33% de todos os diagnósticos de câncer. São estimados  263.280 novos casos de câncer de pele não melanoma para cada ano do triênio de 2026 a 2028.

Neste guia, você vai entender como médicos escolhem a melhor conduta (cirurgia, radioterapia, tratamentos tópicos e terapias modernas como imunoterapia e terapia-alvo), o que muda entre não melanoma e melanoma, como funciona o estadiamento e quais são as chances de cura, além de um checklist prático do caminho “suspeita → diagnóstico → tratamento → acompanhamento”.

Pontos importantes

  • O tratamento do câncer de pele depende do tipo (CBC, CEC, melanoma), do estágio, do tamanho, da profundidade e da localização da lesão.
  • A cirurgia é o pilar mais comum, com técnicas diferentes (excisão, Mohs, curetagem, criocirurgia) conforme o risco e a área do corpo.
  • Radioterapia pode ser alternativa quando a cirurgia não é possível ou pode ser usada como complemento (adjuvante) para reduzir recidiva.
  • Em doença avançada, entram tratamentos sistêmicos, como imunoterapia e terapia-alvo (especialmente no melanoma), além de quimioterapia em cenários selecionados.
  • Diagnóstico precoce muda o jogo: em fases iniciais, CBC e CEC têm taxas de cura superiores a 95% (SBD) e o melanoma inicial pode ter mais de 90% de chance de cura (INCA).

Tratamento do câncer de pele: visão geral (o que é e por que o tratamento varia)

O que é câncer de pele (crescimento anormal das células)

Câncer de pele é o crescimento anormal e descontrolado de células da pele. Ele pode surgir em áreas muito expostas ao sol (rosto, orelhas, couro cabeludo, braços), mas também pode aparecer em regiões menos expostas.

Há diferentes tipos, e isso importa porque cada um tem comportamento, risco de invasão e chance de espalhamento (metástase) distintos. Por isso, “câncer de pele” não é uma única doença — e o tratamento também não é único.

Por que não existe “um tratamento único”

O plano de tratamento é montado com base em risco oncológico (chance de voltar ou espalhar) e também em objetivos práticos, como preservar função e estética. Em geral, quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples e curativo tende a ser o tratamento.

Fatores que determinam a conduta

Os principais fatores que influenciam a escolha do tratamento do câncer de pele incluem:

  • Tipo do tumor (carcinoma basocelular, espinocelular/escamoso, melanoma)
  • Tamanho e profundidade (nível de invasão)
  • Localização (nariz, pálpebra, orelha e lábios costumam exigir mais preservação de tecido)
  • Margens e características do laudo (agressividade, invasão perineural, ulceração, etc.)
  • Recidiva (se já voltou após tratamento anterior)
  • Imunossupressão (transplantados, uso crônico de imunossupressores, algumas doenças)
  • Sinais de disseminação (linfonodos aumentados, suspeita de metástase)
  • Condições clínicas e idade (capacidade de operar, cicatrização, comorbidades)

Objetivos do tratamento

Os objetivos podem variar conforme o caso, mas geralmente incluem:

  • Cura (remoção completa do tumor)
  • Controle local (evitar que a lesão cresça e destrua tecidos)
  • Redução do risco de metástase (especialmente em CEC de alto risco e melanoma)
  • Preservação funcional e estética (olhos, nariz, orelhas, boca, mãos)
  • Qualidade de vida (controle de dor, sangramento, feridas e ansiedade)

Tipos de câncer de pele e o que muda no tratamento

Câncer de pele não melanoma (mais frequente)

O termo “não melanoma” costuma englobar principalmente:

  • Carcinoma basocelular (CBC)
  • Carcinoma espinocelular/escamoso (CEC)

Eles são, em geral, mais frequentes do que o melanoma e muitas vezes têm alta chance de cura quando tratados cedo.

Carcinoma basocelular (CBC): comportamento e implicações terapêuticas

O CBC costuma crescer lentamente e raramente dá metástase, mas pode ser localmente destrutivo se negligenciado (por exemplo, em nariz, pálpebras e orelhas).

Na prática, isso significa que o foco do tratamento costuma ser:

  • remover completamente o tumor
  • preservar tecido saudável, principalmente em áreas nobres do rosto
  • reduzir recidiva, escolhendo técnica adequada ao risco (ex.: Mohs em áreas críticas)

Carcinoma espinocelular/escamoso (CEC): risco de invasão/metástase e condutas

O CEC pode ter maior risco de invasão e, em alguns casos, de metástase, especialmente quando:

  • é mais profundo ou maior
  • aparece em lábio, orelha ou cicatrizes antigas
  • ocorre em pessoas imunossuprimidas
  • tem achados de alto risco no histopatológico (ex.: invasão perineural)

Por isso, o tratamento pode exigir margens cirúrgicas mais cuidadosas, avaliação de linfonodos e, em casos selecionados, radioterapia adjuvante ou tratamento sistêmico.

Melanoma (menos frequente, mais agressivo)

O melanoma é menos frequente, mas tem maior potencial de metástase. O grande diferencial é que o estadiamento e a profundidade do tumor mudam completamente o plano terapêutico.

Quando é inicial vs. avançado/metastático

  • Melanoma inicial: geralmente tratado com cirurgia (excisão ampla) e, em alguns casos, avaliação de linfonodo sentinela.
  • Melanoma avançado/metastático: pode exigir imunoterapia, terapia-alvo, cirurgia em casos selecionados e/ou radioterapia para controle de lesões.

O INCA destaca que, quando detectado cedo, o melanoma pode ter chances de cura que ultrapassam 90%.

Papel de testes/mutações e terapias modernas (quando aplicável)

Em melanoma avançado, testes moleculares podem orientar terapia-alvo (por exemplo, alterações como BRAF em parte dos casos). Isso ajuda a escolher medicamentos que “atacam” vias específicas do tumor.

A decisão depende do estágio, do local das metástases, do estado geral do paciente e do perfil molecular do tumor.

Diagnóstico e estadiamento: como se define o melhor tratamento

Avaliação clínica e dermatoscopia

O caminho geralmente começa com consulta com dermatologista, que avalia:

  • aparência da lesão (cor, bordas, ulceração, sangramento)
  • histórico (crescimento, dor, coceira, ferida que não cicatriza)
  • fatores de risco (exposição solar, queimaduras, imunossupressão, histórico familiar)

A dermatoscopia (um “aumento” com luz polarizada) ajuda a diferenciar lesões benignas de suspeitas e a decidir a melhor área para biópsia.

Biópsia e exame histopatológico (o que o laudo precisa trazer)

A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia e análise no microscópio (histopatológico). Esse laudo é a base do planejamento do tratamento do câncer de pele.

O que costuma ser essencial no laudo:

  • tipo do tumor (CBC, CEC, melanoma, etc.)
  • profundidade e nível de invasão (muito relevante no melanoma)
  • presença de ulceração (melanoma) e outros fatores prognósticos
  • margens (se a lesão foi totalmente removida na biópsia excisional)
  • sinais de maior agressividade (ex.: invasão perineural no CEC)

Tipo, profundidade/nível de invasão e margens

Em termos simples:

  • Margens livres sugerem que o tumor foi removido por completo naquela peça.
  • Margens comprometidas indicam que pode ter ficado tumor e, com frequência, é necessário ampliar a cirurgia ou escolher outra estratégia.

No melanoma, a profundidade é um dos fatores mais críticos para definir desde a margem cirúrgica até a necessidade de avaliar linfonodo sentinela.

Exames complementares (quando há suspeita de disseminação)

Nem todo mundo precisa de tomografia, PET-CT ou exames complexos. Em muitos casos iniciais, a biópsia e o exame físico são suficientes.

Exames complementares podem ser considerados quando há:

  • sinais clínicos de acometimento de linfonodos
  • tumores de alto risco (especialmente CEC agressivo ou melanoma mais profundo)
  • suspeita de metástase (sintomas, achados no exame, lesões múltiplas)

No melanoma, pode entrar a discussão sobre linfonodo sentinela em casos selecionados, para refinar o estadiamento e orientar condutas futuras.

Tratamentos locais (doença localizada): opções e quando são indicadas

Cirurgia (pilar do tratamento)

Na maioria dos casos, a cirurgia é o tratamento mais resolutivo para doença localizada. A técnica varia conforme risco, local e objetivo estético/funcional.

Excisão cirúrgica (margem de segurança e “margens livres”)

A excisão remove o tumor com uma borda de pele saudável ao redor (margem de segurança). Depois, o material vai para análise para confirmar margens livres.

Em geral, é a opção padrão para muitos CBC e CEC, além de ser essencial no melanoma (com margens definidas por protocolos conforme profundidade).

Cirurgia micrográfica de Mohs (quando preferir)

A cirurgia micrográfica de Mohs remove o tumor em camadas finas, com análise imediata das margens. Ela tende a preservar mais tecido e reduzir recidiva em situações específicas.

Costuma ser considerada quando:

  • o tumor está em áreas críticas (nariz, pálpebra, lábios, orelhas)
  • há necessidade de máxima preservação estética/funcional
  • é tumor recorrente
  • o subtipo é mais infiltrativo ou de alto risco

Como a disponibilidade pode variar, vale discutir com o dermatologista/cirurgião se há serviço com Mohs na sua região.

Outras técnicas para casos selecionados

Algumas lesões superficiais e de baixo risco podem ser tratadas com técnicas destrutivas ou menos invasivas, desde que bem indicadas.

Curetagem e eletrodissecção

Consiste em raspar a lesão (curetagem) e usar energia elétrica para destruir tecido residual. Pode ser opção em tumores pequenos e bem selecionados, geralmente fora de áreas de alto risco estético.

Pontos de atenção: pode não ser ideal para tumores agressivos, recorrentes ou em áreas onde é fundamental confirmar margens.

Excisão tangencial (shaving)

O “shaving” remove camadas mais superficiais. Pode ser usado em situações específicas, mas não é a escolha apropriada quando é necessário avaliar profundidade com precisão (por exemplo, suspeita de melanoma exige cuidado extra na técnica de biópsia).

A indicação deve ser individualizada e feita por especialista.

Criocirurgia

A criocirurgia (ou crioterapia) congela a lesão com nitrogênio líquido. Pode ser útil em lesões pré-cancerosas (como ceratose actínica) e em alguns tumores superficiais selecionados, conforme avaliação médica.

Como geralmente não há peça para análise completa de margens, a seleção do caso é fundamental.

Laser (indicações específicas)

O laser pode aparecer como opção em contextos muito específicos e, em geral, não substitui a cirurgia quando o objetivo é remover tumor invasivo com confirmação de margens. Quando citado, costuma ser em lesões superficiais e protocolos bem definidos.

Radioterapia

A radioterapia usa radiação para destruir células tumorais. Pode ser uma alternativa ou um complemento, dependendo do caso.

Quando é alternativa à cirurgia

Pode ser considerada quando:

  • a cirurgia traria prejuízo funcional/estético importante
  • o paciente tem contraindicação cirúrgica relevante
  • a localização torna a cirurgia muito complexa e há boa resposta esperada com radiação

Ela também pode ser opção para controle de sintomas em doença mais avançada (por exemplo, sangramento ou dor local).

Quando é adjuvante (pós-operatório)

A radioterapia adjuvante pode ser indicada quando há maior risco de recidiva, como:

  • margens comprometidas e impossibilidade de ampliar cirurgia
  • invasão perineural (especialmente em CEC)
  • tumores muito agressivos/localmente avançados

Tratamentos tópicos/locais

Essas opções são mais comuns em lesões superficiais e bem selecionadas. Não são “pomadas genéricas”: precisam de diagnóstico correto e acompanhamento.

Quimioterapia tópica (ex.: 5-FU) e imunomoduladores tópicos (ex.: imiquimode)

  • 5-fluorouracil (5-FU) tópico é usado em algumas condições superficiais, como ceratoses actínicas e, em casos selecionados, carcinomas superficiais.
  • Imiquimode (imunomodulador) pode ser indicado para lesões superficiais específicas, conforme avaliação médica.

Efeitos comuns incluem vermelhidão, ardor, descamação e inflamação local — sinais esperados do mecanismo de ação, mas que precisam de monitoramento.

Terapia fotodinâmica (PDT): para quais lesões

A terapia fotodinâmica (PDT) combina um agente fotossensibilizante e uma fonte de luz para destruir células alteradas. É citada para situações como ceratose actínica, alguns CBC superficiais e doença de Bowen (carcinoma in situ), de acordo com protocolos e avaliação.

Pode ser uma alternativa interessante quando se busca bom resultado estético em lesões superficiais, mas não é indicada para todo tipo de tumor.

Tratamentos sistêmicos (doença avançada/metastática): quando entram e quais são

Quando há doença localmente avançada, metástase ou alto risco (dependendo do tipo), entram terapias que atuam no corpo todo. Essa etapa é mais frequente no melanoma avançado e em alguns CEC avançados.

Imunoterapia

A imunoterapia ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater o tumor. Em oncologia, costuma ser feita por infusão (via venosa) em ciclos, com acompanhamento rigoroso.

Como é administrada e efeitos colaterais gerais

Os efeitos colaterais podem variar, mas é importante conhecer os mais típicos:

  • alterações na pele (coceira, rash)
  • diarreia/colite
  • alterações hormonais (tireoide, adrenal)
  • inflamações autoimunes em órgãos (mais raras, mas potencialmente graves)

Por isso, sintomas novos durante a imunoterapia devem ser reportados cedo à equipe.

Terapia-alvo

A terapia-alvo atua em alterações específicas do tumor (por exemplo, algumas mutações em melanoma). Antes, pode ser necessário realizar testes no material tumoral.

Quando pode ser indicada (ex.: mutações) e efeitos cutâneos

Quando indicada, pode reduzir tumor rapidamente em alguns cenários, mas também pode causar efeitos como:

  • rash, sensibilidade cutânea
  • febre, fadiga
  • alterações laboratoriais (dependendo do medicamento)

A escolha entre imunoterapia e terapia-alvo depende de múltiplos fatores clínicos e do perfil do tumor.

Quimioterapia sistêmica

A quimioterapia sistêmica (venosa ou oral, conforme protocolo) hoje tende a ter papel mais restrito em alguns cenários, especialmente no melanoma, onde imunoterapia e terapia-alvo mudaram o padrão de cuidado.

Papel atual (geralmente menos usada como 1ª linha em alguns cenários)

Ela pode ser considerada quando:

  • não há acesso/indicação para terapias modernas
  • há falha ou contraindicação a imunoterapia/terapia-alvo
  • o objetivo é controle de doença em situação específica

O oncologista avalia risco-benefício conforme saúde geral, extensão da doença e opções disponíveis.

Estudos clínicos

Estudos clínicos testam novas estratégias, combinações ou sequências de tratamento com regras rígidas de segurança e ética. Para alguns pacientes, podem representar acesso a terapias inovadoras.

O que são, quando considerar e direitos do paciente

Pontos essenciais:

  • participação é voluntária
  • você pode sair do estudo a qualquer momento
  • há termo de consentimento com explicações claras de riscos e benefícios

Se você quiser se aprofundar, uma base de referência geral e acessível sobre o tema é o capítulo “Skin Cancer” do StatPearls/NCBI Bookshelf.

Recuperação, cicatrizes, efeitos colaterais e reabilitação estética/funcional

O que esperar após cirurgia (cicatriz, retalho/enxerto)

Após a cirurgia, pode haver:

  • pontos e curativo por alguns dias
  • inchaço e roxos (especialmente no rosto)
  • necessidade de retalho (reposicionar pele próxima) ou enxerto (pele de outra área) em lesões maiores

Em muitos casos, a cicatriz melhora progressivamente. A maturação completa pode levar meses (frequentemente se fala em 6 a 12 meses), e cuidados como proteção solar e orientação médica para gel/placa de silicone (quando indicado) ajudam no resultado.

Efeitos da radioterapia na pele (curto e longo prazo)

No curto prazo, são comuns:

  • vermelhidão e ardor local
  • ressecamento, descamação
  • escurecimento da pele na área tratada

No longo prazo, pode haver mudança de textura, sensibilidade e maior fragilidade local. A equipe orienta hidratação, cuidados com o sol e sinais de alerta.

Efeitos colaterais sistêmicos (imuno/terapia-alvo/quimio)

De forma geral:

  • imunoterapia: pode causar efeitos “autoimunes” (intestino, pele, pulmão, fígado, tireoide)
  • terapia-alvo: pode causar febre, rash e alterações cutâneas
  • quimioterapia: pode causar náuseas, queda de cabelo (dependendo do esquema), baixa de imunidade e cansaço

O mais importante é não “normalizar” sintomas intensos. Comunicação rápida com a equipe evita complicações.

Tempo de cicatrização e opções de melhoria após liberação médica

A cicatrização inicial costuma ocorrer em semanas, mas o aspecto final evolui por meses. Após liberação médica, podem ser discutidas opções como:

  • massagem de cicatriz orientada
  • silicone (gel/placa) quando indicado
  • laser/dermato funcional para cicatriz (em casos selecionados)
  • camuflagem e suporte estético para bem-estar

Se a cirurgia envolveu pálpebra, nariz, lábio ou orelha, a reabilitação funcional pode incluir acompanhamento específico.

Chances de cura e prognóstico (por tipo e estágio)

CBC/CEC: prognóstico em fases iniciais

Quando diagnosticados e tratados cedo, o prognóstico costuma ser excelente. A SBD informa que as taxas de cura do carcinoma basocelular e do carcinoma espinocelular, em fases iniciais, podem ser superiores a 95%.

Isso não elimina a necessidade de acompanhamento: quem teve um câncer de pele pode ter risco aumentado de desenvolver outro no futuro.

Melanoma: impacto do diagnóstico precoce

No melanoma, o diagnóstico precoce é decisivo. O INCA destaca que, no estágio inicial, as chances de cura ultrapassam 90%.

Por isso, sinais suspeitos (pinta que muda, assimetria, bordas irregulares, várias cores, diâmetro crescente, evolução rápida) devem ser avaliados rapidamente.

Recidiva e acompanhamento (follow-up)

O acompanhamento após o tratamento do câncer de pele costuma incluir:

  • consultas regulares com dermatologista (e oncologista, quando indicado)
  • exame completo da pele e, em alguns casos, avaliação de linfonodos
  • orientação de autoexame e fotoproteção

A frequência depende do risco: tumores agressivos, múltiplos, melanoma ou imunossupressão geralmente exigem retornos mais próximos.

Checklist da jornada (suspeita → tratamento → follow-up)

  • Notou lesão suspeita (ferida que não cicatriza, sangra, cresce, muda de cor)
  • Marque consulta com dermatologista e faça dermatoscopia (quando disponível)
  • Realize biópsia (tipo adequado ao caso)
  • Revise o laudo: tipo, profundidade, margens e fatores de risco
  • Discuta opções: cirurgia (excisão/Mohs), radioterapia, tópicos/PDT, sistêmicos
  • Planeje reconstrução (se necessário) e cuidados pós-procedimento
  • Estruture o follow-up e a prevenção (fotoproteção + autoexame)

Perguntas Frequentes sobre tratamento do câncer de pele

Qual o melhor tratamento do câncer de pele?

O melhor tratamento do câncer de pele é o que combina maior chance de cura com segurança e bom resultado funcional/estético para o seu caso. Em muitos tumores localizados, a cirurgia é a principal opção, mas a técnica varia conforme tipo, tamanho e localização.

Tratamento do câncer de pele sempre é cirurgia?

Não sempre. A cirurgia é o pilar mais comum, mas radioterapia, tratamentos tópicos (como 5-FU e imiquimode) e terapia fotodinâmica podem ser indicados em lesões superficiais ou quando operar não é possível.

Cirurgia micrográfica de Mohs: quando é indicada no tratamento do câncer de pele?

A cirurgia de Mohs é frequentemente indicada para tumores em áreas nobres (nariz, pálpebra, orelha, lábios), tumores recorrentes ou de alto risco. Ela preserva mais tecido e aumenta a precisão na avaliação de margens.

Radioterapia funciona para câncer de pele?

Sim, a radioterapia pode funcionar muito bem em situações específicas. Ela pode ser alternativa à cirurgia em alguns casos ou ser usada após a cirurgia (adjuvante) quando há maior risco de recidiva.

Quimioterapia tópica vs. quimioterapia sistêmica no tratamento do câncer de pele: qual a diferença?

A quimioterapia tópica (ex.: 5-fluorouracil) é aplicada na pele e costuma ser reservada para lesões superficiais e bem selecionadas. A quimioterapia sistêmica age no corpo todo e é considerada principalmente em doença avançada, quando outras terapias não são adequadas.

Imunoterapia para melanoma: quando entra no tratamento do câncer de pele?

A imunoterapia entra principalmente no melanoma avançado (localmente avançado ou metastático) e, em alguns contextos, como tratamento adjuvante conforme o estadiamento. A decisão depende do risco, do estágio e de critérios clínicos e laboratoriais.

Terapia-alvo no melanoma: quem pode fazer?

A terapia-alvo pode ser indicada quando o tumor apresenta alterações moleculares específicas (como algumas mutações). Por isso, o oncologista pode solicitar testes no material tumoral para orientar a melhor estratégia.

Melanoma tem cura?

Sim, especialmente quando é detectado no estágio inicial. O INCA informa que, no melanoma inicial, as chances de cura podem ultrapassar 90%, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Quanto tempo a cicatriz leva para melhorar após o tratamento do câncer de pele?

A cicatrização inicial ocorre em semanas, mas a melhora do aspecto da cicatriz costuma ser gradual por meses. Em muitos casos, a cicatriz continua amadurecendo ao longo de 6 a 12 meses, variando conforme local, técnica e cuidados pós-operatórios.

Depois do tratamento do câncer de pele, posso ter outro tumor?

Sim, quem já teve câncer de pele pode ter risco aumentado de desenvolver novas lesões ao longo da vida. Por isso, o acompanhamento com dermatologista, o autoexame e a fotoproteção diária fazem parte do cuidado contínuo.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 21/04/2025 | Atualização: 26/04/2026

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