HPV

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

O HPV é uma infecção muito comum, causada pelo papilomavírus humano, que pode atingir pele e mucosas e afetar tanto mulheres quanto homens. Na maioria das vezes, a infecção não causa sintomas e pode desaparecer sozinha, mas alguns tipos podem provocar verrugas e outros estão associados a diferentes cânceres, especialmente o de colo do útero.

Entender o HPV é importante porque ele é frequente no Brasil e ainda gera muitas dúvidas, medo e estigma. Segundo pesquisa nacional encomendada pelo Ministério da Saúde, a infecção genital por HPV de alto risco foi identificada em 54,4% das mulheres sexualmente ativas e 41,6% dos homens. Neste artigo, você vai entender o que é HPV, como ocorre a transmissão, quando ele merece atenção e como prevenir.

Pontos importantes

  • O HPV é uma infecção sexualmente transmissível muito comum e pode ser passada mesmo sem penetração.
  • Nem todo HPV causa verruga, e nem toda pessoa com HPV vai desenvolver câncer.
  • Alguns tipos são de baixo risco, mais ligados a verrugas, e outros são de alto risco, associados a lesões precursoras e câncer.
  • O diagnóstico do HPV pode envolver exame clínico, Papanicolau, colposcopia, biópsia e teste molecular DNA-HPV.
  • A prevenção do HPV combina vacinação, uso de preservativos e rastreamento adequado.

O que é HPV?

O que significa HPV

HPV é a sigla para papilomavírus humano. Trata-se de um grupo de vírus que infecta a pele e as mucosas, como a região genital, anal e oral.

Papilloma Virus (HPV)
Papilloma Virus (HPV)
Imagem: Dr. Graham Beards via Wikimedia, sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Papilloma_Virus_(HPV)EM(new_version).jpg

Quando se fala em HPV, é importante diferenciar duas situações. Uma é ter contato com o vírus, algo muito comum ao longo da vida sexual. Outra é desenvolver doença causada pelo HPV, como verrugas ou lesões que podem evoluir para câncer em uma pequena parcela dos casos.

Quantos tipos de HPV existem

Existem muitos tipos de HPV, e parte deles infecta a região anogenital. Alguns materiais citam mais de 150 ou mais de 200 tipos, e cerca de 40 com capacidade de infectar o trato genital.

Na prática, o mais importante para o paciente é saber que os tipos se dividem em baixo risco e alto risco. Essa classificação ajuda a entender por que algumas pessoas têm apenas verrugas e outras precisam de acompanhamento mais cuidadoso.

Diferença entre HPV de baixo risco e alto risco

Os tipos de baixo risco costumam estar mais associados a verrugas genitais. Já os tipos de alto risco podem causar alterações celulares persistentes que, com o tempo, podem evoluir para câncer.

Tipos que causam verrugas

Os tipos 6 e 11 são os mais conhecidos por estarem ligados às verrugas anogenitais. Essas lesões também podem ser chamadas de condilomas.

Tipos associados ao câncer

Os tipos 16 e 18 são os mais lembrados quando se fala em HPV e câncer, especialmente no câncer de colo do útero. Por isso, a vacinação e o rastreamento são tão importantes.

Como o HPV é transmitido?

Transmissão sexual com e sem penetração

A principal forma de transmissão do HPV é pelo contato sexual. Isso inclui relações com penetração vaginal, anal ou oral, mas não se limita a elas.

O vírus também pode ser transmitido em contato íntimo sem penetração, porque passa pelo contato direto entre pele e mucosas. Por isso, mesmo pessoas com pouca vida sexual ou que não tiveram relação com penetração podem entrar em contato com o HPV.

Transmissão por contato pele a pele e mucosa

O HPV não depende necessariamente de verrugas visíveis para ser transmitido. Uma pessoa pode portar o vírus sem saber e transmiti-lo ao parceiro ou parceira.

Isso ajuda a explicar por que o HPV é tão comum e por que a infecção não deve ser automaticamente interpretada como sinal de traição recente. O vírus pode permanecer silencioso por meses ou anos.

Transmissão no parto

Em situações menos comuns, pode haver transmissão do HPV no parto. Esse risco costuma ser baixo, mas merece avaliação individual, especialmente quando existem lesões volumosas.

O HPV pode ser transmitido sem verrugas visíveis?

Sim. O HPV pode ser transmitido mesmo quando não há sintomas aparentes. Isso acontece porque podem existir lesões microscópicas, chamadas subclínicas, ou simplesmente presença do vírus sem lesões visíveis.

O preservativo protege totalmente?

O preservativo reduz o risco de transmissão do HPV, mas não oferece proteção total. Isso ocorre porque áreas da pele não cobertas também podem ter contato com o vírus.

Ainda assim, camisinha externa e interna continuam sendo medidas importantes. O preservativo interno pode oferecer cobertura anatômica maior em algumas situações, mas nenhum método de barreira elimina 100% do risco.

Quais são os sintomas do HPV?

HPV pode não causar sintomas

Na maioria das pessoas, o HPV é assintomático. Isso significa que a pessoa pode ter o vírus e não perceber nada.

Esse é um dos motivos pelos quais o rastreamento e o acompanhamento ginecológico são tão importantes. Esperar sintomas para investigar nem sempre é a melhor estratégia.

Verrugas genitais e anogenitais

Quando o HPV causa manifestações visíveis, as verrugas são a forma mais conhecida. Elas podem surgir isoladas ou em grupos, com tamanhos variados.

Como são as lesões clínicas

As verrugas podem ser pequenas, elevadas, ásperas ou com aspecto de couve-flor. Podem aparecer na vulva, vagina, colo do útero, pênis, escroto, ânus e região ao redor.

Lesões subclínicas

Nem toda lesão é visível a olho nu. Algumas só são percebidas em exames específicos, como colposcopia, peniscopia ou anuscopia.

Em quais regiões do corpo o HPV pode aparecer

O HPV pode afetar:

  • vulva
  • vagina
  • colo do útero
  • pênis
  • ânus
  • região perianal
  • boca
  • garganta
  • orofaringe

Quanto tempo o HPV demora para se manifestar?

O HPV pode se manifestar em poucos meses ou permanecer latente por anos. Em alguns casos, as lesões surgem entre 2 e 8 meses após o contato, mas isso não é uma regra.

Essa latência é uma das razões para tanta confusão emocional em torno do diagnóstico. Nem sempre é possível saber quando ocorreu a infecção.

HPV pode causar câncer?

Relação entre HPV persistente e câncer

Sim, alguns tipos de HPV podem causar câncer, mas isso não significa que toda pessoa infectada terá esse desfecho. O maior risco está na infecção persistente por tipos de alto risco, especialmente quando não há acompanhamento.

Em muitos casos, o próprio sistema imunológico elimina o vírus. O problema costuma surgir quando a infecção persiste e começa a provocar alterações celulares ao longo do tempo.

HPV causando câncer cervical
O HPV é o vírus mais comum que infecta o trato reprodutivo e o câncer cervical é de longe a doença mais comum causada por ele.
Imagem: http://www.scientificanimations.com/wiki-images/ via Wikimedia, sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:HPV_causing_cervical_cancer.jpg

Câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero é o mais fortemente associado ao HPV. Por isso, a vacinação e o rastreamento com exames preventivos são pilares da prevenção.

Outros cânceres associados ao HPV

Além do colo do útero, o HPV também pode estar relacionado a outros tumores.

Ânus

O HPV pode estar associado ao câncer anal, especialmente em pessoas com fatores de risco adicionais.

Pênis

Alguns casos de câncer de pênis também têm relação com HPV, reforçando a importância de falar sobre HPV em homens.

Vulva

Lesões persistentes por HPV podem contribuir para câncer de vulva.

Vagina

Embora menos frequente, o câncer de vagina também pode ter associação com HPV.

Orofaringe, boca e garganta

O HPV também pode estar ligado a cânceres de orofaringe, incluindo garganta e base da língua. Esse é um ponto pouco lembrado fora do consultório.

Toda pessoa com HPV terá câncer?

Não. A maioria das pessoas com HPV não vai desenvolver câncer.

Ter HPV significa ter contato com um vírus comum. O câncer depende de fatores como tipo viral, persistência da infecção, resposta imunológica e presença de outros fatores de risco.

Fatores que aumentam o risco de progressão

Algumas condições aumentam a chance de a infecção persistir e evoluir.

Tabagismo

Fumar está associado a maior risco de alterações celulares e progressão de lesões.

Imunossupressão e HIV

Pessoas com HIV ou outras condições de imunossupressão exigem atenção maior, porque podem ter mais dificuldade para eliminar o vírus.

Outras ISTs

A presença de outras infecções sexualmente transmissíveis pode favorecer inflamação e maior vulnerabilidade.

Persistência viral

O fator central é a permanência do HPV de alto risco por tempo prolongado.

Como é feito o diagnóstico do HPV?

Avaliação clínica em homens e mulheres

O diagnóstico do HPV depende da situação clínica. Quando há verrugas, muitas vezes o exame físico já sugere o diagnóstico.

Mulheres costumam procurar ginecologista. Homens podem procurar urologista, e lesões anais devem ser avaliadas por proctologista.

Papanicolau: para que serve e o que ele não detecta

O Papanicolau não detecta diretamente o vírus. Ele identifica alterações nas células do colo do útero que podem ser causadas pelo HPV.

Coloração de Papanicolaou, amostra de citologia cervicovaginal
Coloração de Papanicolaou, amostra de citologia cervicovaginal
Imagem: Ed Uthman via Wikimedia, sob licença: Creative Commons Attribution 2.0 Generic – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:HPV-Infected_Squamous_Cell_(Koilocyte)of_the_Cervix(44001403165).jpg

Essa diferença é importante. Um Papanicolau alterado não significa necessariamente câncer, mas indica que a investigação precisa continuar.

Colposcopia, peniscopia e anuscopia

Esses exames permitem observar melhor áreas suspeitas.

  • Colposcopia: examina colo do útero, vagina e vulva
  • Peniscopia: avalia lesões no pênis
  • Anuscopia: examina canal anal e região anal

Biópsia e histopatologia

Quando há dúvida diagnóstica ou necessidade de confirmar o tipo de lesão, pode ser indicada biópsia. O material é analisado em laboratório para identificar alterações celulares.

Testes moleculares: PCR, captura híbrida e DNA-HPV

Os testes moleculares procuram o material genético do vírus. Eles ajudam a identificar a presença de HPV e, em alguns casos, o risco associado.

Diferença entre Papanicolau e teste DNA-HPV

A tabela abaixo resume:

ExameO que avaliaDetecta o vírus diretamente?Uso principal
PapanicolauAlterações celularesNãoRastreamento e acompanhamento
Teste DNA-HPVMaterial genético do HPVSimRastreamento de maior sensibilidade
ColposcopiaVisualização ampliada do colo/vagina/vulvaNãoInvestigação de alterações
BiópsiaTecido suspeitoNãoConfirmação diagnóstica

Mudanças recentes no rastreamento do SUS

O Ministério da Saúde informa que o teste molecular DNA-HPV está sendo introduzido no SUS para substituir o Papanicolau como teste primário no rastreamento do câncer de colo do útero. A proposta é ampliar a eficácia do rastreamento e permitir intervalos de até 5 anos em situações definidas pelo protocolo.

Como é o tratamento do HPV?

O tratamento elimina o vírus?

Em geral, o tratamento do HPV é voltado para as lesões, não para eliminar diretamente o vírus do corpo. Isso significa que verrugas e alterações podem ser tratadas, mas o comportamento do vírus depende muito da resposta imunológica.

Tratamento das verrugas e lesões

O tratamento varia conforme local, tamanho, quantidade de lesões, gravidez e condição imunológica.

Químico

Algumas lesões podem ser tratadas com substâncias aplicadas pelo médico ou, em situações específicas, com medicamentos tópicos prescritos.

Cirúrgico

Lesões maiores ou persistentes podem exigir retirada cirúrgica.

Crioterapia e cauterização

A crioterapia congela a lesão. A cauterização destrói o tecido alterado por calor ou corrente elétrica.

Imunomoduladores

Em alguns casos, podem ser usados medicamentos que estimulam a resposta imune local.

Quando as lesões podem voltar

As verrugas podem reaparecer depois do tratamento. Isso não significa necessariamente falha do cuidado, mas sim que o HPV pode permanecer ativo por algum tempo.

Cuidados na gestação

Na gravidez, as verrugas podem crescer mais rapidamente por mudanças hormonais e imunológicas. O tratamento deve ser individualizado para proteger a gestante e o bebê.

Cuidados em pessoas imunodeprimidas

Pessoas imunodeprimidas podem ter lesões mais persistentes, recorrentes ou extensas. Nesses casos, o seguimento costuma ser mais próximo.

O parceiro ou parceira também precisa ser avaliado?

Sim, especialmente se houver lesões visíveis, sintomas ou dúvidas. Além do cuidado clínico, é importante uma conversa sem culpa, porque o HPV é comum e pode permanecer silencioso por muito tempo.

Se houver verrugas visíveis, costuma-se orientar evitar relações sexuais até avaliação médica e tratamento adequado.

HPV tem cura?

Eliminação espontânea pelo sistema imunológico

Em muitas pessoas, o sistema imunológico consegue controlar e eliminar a infecção ao longo do tempo. Por isso, o HPV pode desaparecer espontaneamente.

Quando a infecção persiste

Em parte dos casos, o vírus persiste. É nessas situações que o acompanhamento se torna mais importante, principalmente quando se trata de HPV de alto risco.

Diferença entre curar a infecção e tratar as lesões

Essa é uma distinção essencial:

  • tratar lesões significa remover verrugas ou corrigir alterações
  • eliminar a infecção depende da resposta do organismo
  • por isso, mesmo após tratamento, o seguimento pode continuar

Como prevenir o HPV?

Vacina contra HPV

A vacina é uma das formas mais eficazes de prevenção. Ela protege contra tipos importantes do vírus, incluindo os tipos 6, 11, 16 e 18, segundo o Ministério da Saúde.

Quais tipos a vacina protege

No SUS, a vacina disponível protege contra tipos relacionados a verrugas e câncer. Isso reduz o risco de infecção pelos principais tipos cobertos, mas não protege contra todos os HPVs existentes.

Quem pode tomar a vacina

De acordo com o Ministério da Saúde e com a Nota Técnica nº 16/2025, a vacinação no SUS contempla diferentes públicos.

Esquemas vacinais

PúblicoEsquema no SUS
Crianças e adolescentes de 9 a 14 anosDose única
Imunodeprimidos3 doses: 0, 2 e 6 meses
Usuários de PrEP de 15 a 45 anos3 doses: 0, 2 e 6 meses
Papilomatose respiratória recorrente a partir de 2 anos3 doses
Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos2 doses: 0 e 6 meses
Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos3 doses: 0, 2 e 6 meses

Vacina no SUS

A vacinação é gratuita para os grupos contemplados. O ideal é vacinar antes do início da vida sexual, mas isso não significa que quem já teve HPV não possa conversar com o médico sobre benefício vacinal.

Vacina na rede privada

Na rede privada, podem existir outras opções de vacina, conforme faixa etária e indicação médica.

Preservativo interno e externo

A camisinha ajuda a reduzir o risco de transmissão do HPV e de outras ISTs. Como o vírus pode estar em áreas não cobertas, o preservativo não substitui a vacina.

Rastreamento e exames preventivos

Vacina e exame preventivo são complementares. Mesmo pessoas vacinadas devem seguir as orientações de rastreamento indicadas para sua faixa etária e contexto clínico.

Orientações para adolescentes, adultos e grupos de risco

Algumas medidas práticas ajudam na prevenção do HPV:

  • manter a vacinação em dia
  • usar preservativo nas relações sexuais
  • não fumar
  • procurar avaliação ao notar verrugas, sangramento ou lesões
  • fazer acompanhamento regular quando indicado
  • dar atenção especial em caso de HIV, imunossupressão ou uso de PrEP

HPV na gravidez

O HPV na gravidez nem sempre causa complicações, mas merece observação. Verrugas podem aumentar de tamanho e, em alguns casos, o obstetra pode indicar avaliação complementar.

A transmissão para o bebê é incomum, mas pode acontecer. Por isso, a conduta deve sempre ser individualizada.

HPV em homens

O HPV em homens também é frequente e pode passar despercebido. As lesões podem surgir no pênis, escroto, ânus e região perianal, além de haver associação com câncer de pênis, anal e de orofaringe.

Muitos homens só procuram ajuda quando aparecem verrugas. Ainda assim, a prevenção com vacina e preservativo é fundamental, porque o HPV não é um problema apenas feminino.

Mitos e verdades sobre HPV

HPV sempre causa câncer?

Não. A maioria das infecções por HPV não evolui para câncer.

Quem tem HPV foi traído?

Não necessariamente. O vírus pode ficar latente por muito tempo, então o diagnóstico não permite concluir quando ocorreu a transmissão.

Vacina contra HPV trata infecção já existente?

Não. A vacina previne infecções pelos tipos cobertos, mas não trata uma infecção já instalada.

Verruga genital é sempre HPV?

Nem toda lesão genital é HPV. Por isso, o ideal é não se automedicar e procurar avaliação médica.

Perguntas frequentes sobre HPV

HPV some sozinho?

Em muitos casos, sim. O sistema imunológico pode eliminar a infecção ao longo do tempo, mas algumas pessoas mantêm o vírus persistente e precisam de acompanhamento.

HPV sempre causa verruga?

Não. O HPV pode ser totalmente assintomático, e muitas pessoas nunca desenvolvem verrugas visíveis.

HPV sempre causa câncer?

Não. Apenas alguns tipos de HPV estão associados ao câncer, e ainda assim a maioria das infecções não evolui dessa forma.

Papanicolau detecta HPV?

Não diretamente. O Papanicolau identifica alterações nas células do colo do útero que podem ser causadas pelo HPV.

Qual exame detecta HPV?

Os testes moleculares, como o teste DNA-HPV, PCR e captura híbrida, podem detectar o material genético do vírus. O exame indicado depende da situação clínica.

HPV aparece no exame de sangue?

Em geral, não. O diagnóstico do HPV não costuma ser feito por exame de sangue de rotina.

Quem já teve HPV pode se vacinar?

Pode haver benefício, porque a vacina não protege apenas quem nunca teve contato com o vírus. A indicação deve ser discutida com o profissional de saúde.

Mesmo vacinado, preciso usar camisinha contra HPV?

Sim. A vacina protege contra tipos importantes, mas não contra todos, e o preservativo também ajuda a reduzir o risco de outras ISTs.

HPV em homem tem sintomas?

Pode ter, mas muitas vezes não causa sintomas. Quando aparecem, os sinais mais comuns são verrugas ou lesões na região genital, anal ou oral.

HPV na gravidez é perigoso?

Na maioria das vezes, a gestação evolui bem, mas as lesões podem crescer e precisam de avaliação. O acompanhamento com o obstetra é essencial.

Teste DNA-HPV substitui o Papanicolau?

Em parte do rastreamento, sim. O Ministério da Saúde informa a introdução do teste molecular DNA-HPV no SUS como método primário, com nova organização do rastreamento.

Qual médico procurar em caso de HPV?

Mulheres geralmente devem procurar ginecologista. Homens podem procurar urologista, e lesões anais devem ser avaliadas por proctologista.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 15/04/2025 | Atualização: 13/07/2026

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