Você provavelmente conhece alguém que tem ou teve câncer. Talvez mais de uma pessoa, ou até tenha acompanhado de perto a história de alguém muito querido ou querida nessa jornada. Por que é fácil fazer essa presunção?
É conhecida a frase “você é a média das 5 pessoas com quem mais convive”, popularizada pelo autor e empreendedor americano Jim Rohn. Mas você sabia que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1 em cada 5 pessoas desenvolve câncer ao longo da vida?
Este é um dos alertas da campanha deste ano, no Dia Mundial do Câncer, em 4 de fevereiro. As estatísticas indicam que em 2022 houve 20 milhões de novos casos de câncer no mundo e 9,7 milhões de mortes. E a previsão da OMS é que esses números aumentem 77% até 2050, chegando a 35,3 milhões de novos casos. No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o triênio 2023-2025 foi de 704 mil novos casos por ano.
Esses números não são para assustar. São para deixar bem claro porque precisamos falar sobre isso. Todos.
Porque câncer não é mais o que acontece com a vizinha, com a amiga da conhecida da prima. Não é mais “aquela coisa” que nem podemos nomear. Ninguém pega câncer falando sobre ele, ou convivendo com quem desenvolveu a doença.
Evitar falar sobre câncer claramente está custando muitas vidas.
Porque os diagnósticos chegam mais tarde, por falta de informação, de acesso, de cuidado. O câncer causa uma média de 698 mortes por dia no Brasil, segundo o INCA. Os números indicam que mais de 60% dos pacientes no país recebem o diagnóstico em estágios avançados, o que reduz as chances de tratamentos e cura. O diagnóstico precoce, salva.
Temos campanhas do governo, campanhas internacionais, diversas entidades da sociedade civil promovendo eventos, alertas, conscientização.
Sabe o que falta para mudar esse cenário de verdade?
Você, paciente que não tem câncer.
Porque os pacientes que recebem diagnóstico e suas famílias se veem envolvidos em informações, dados que nem imaginavam. Alguns a tempo de descobrir o que precisam para sua doença; outros, tarde demais.
Sabemos que ainda existe preconceito, é um tema difícil de encarar. Não é fácil pensar que uma a cada cinco pessoas terá câncer. Pode ser um parente, um amigo, um colega de trabalho. E também pode ser você.
O mundo será melhor para quem vivencia uma jornada de câncer se todos nos envolvermos. Por quem amamos e, no final das contas, por nós mesmos, pelo nosso futuro.
Precisa estar claro nesse ponto que precisamos de todos.
A Medicina, felizmente, evoluiu muito e continua evoluindo, transformando a história dessa doença. Casos incuráveis no passado hoje podem virar uma doença crônica. Falta agora nós, enquanto sociedade, humanidade, evoluir junto.
Por isso, essa é a mensagem do Instituto Vencer o Câncer neste Dia Mundial do Câncer, uma data criada para mobilizar o mundo em torno da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado. Neste 4 de fevereiro, convidamos você, que não tem câncer, para se juntar a nós, num compromisso pela vida.
Se uma parcela significativa dos casos de câncer pode ser evitada com mudanças no estilo de vida, o que você escolhe fazer hoje pela sua saúde?
Pequenas escolhas podem gerar grandes transformações. Mobilize sua comunidade, participe nas redes, compartilhe informação, incentive a prevenção, a vacinação e os exames de rastreamento. Apoie quem está em tratamento, fortaleça organizações que lutam por melhores políticas públicas e mais acesso. Que o silêncio dê lugar à ação. Porque juntos podemos salvar vidas.
Existem muitas formas de vencer o câncer. Para todas elas, estamos aqui.
Texto de Vivi Griffon







