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Publicado em 03/09/2013

Revisado em 08/03/2017

Cirurgia preventiva

Existem famílias que apresentam incidência muito alta de determinados tipos de câncer. Nesse caso, às vezes é necessário indicar a cirurgia preventiva como forma de evitar que tumores se desenvolvam.

Mulheres que herdam os genes BRCA1 ou BRCA2, por exemplo, chegam a apresentar 40% a 80% de probabilidade de desenvolver câncer de mama no decorrer da vida e cerca de 20% a 40% de apresentar câncer de ovário.

Em casos como esses, a retirada das mamas e dos ovários depois de encerrada a fase reprodutiva pode ser uma boa alternativa, pois reduz muito o risco da doença.

Há famílias predispostas a formar pólipos no intestino grosso, lesões pré-malignas que podem ser retiradas por meio de colonoscopia. Nos casos mais graves, em que existem centenas de pólipos, pode ser indicada a retirada de todo o intestino grosso de forma preventiva.

Meninos em quem um dos testículos não desceu para a bolsa escrotal (problema denominado criptorquidia) apresentam risco de câncer de testículo 20 vezes mais alto. Nesses casos, a retirada do testículo inoperante costuma ser feita logo depois da puberdade.