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Publicado em 07/02/2014

Revisado em 31/07/2020

Influência do estilo de vida no câncer de esôfago

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O álcool é indubitavelmente um fator de risco importante para o câncer de esôfago, e seus efeitos são potencializados pelo consumo de tabaco. O álcool retira a proteção natural da superfície interna do esôfago, deixando-o mais exposto aos fatores que predispõem ao câncer. Além disso, possui substâncias que agridem diretamente a superfície interna do órgão e alteram o crescimento e os mecanismos de proteção das células, dificultando a recuperação de células lesadas pelo tabaco. De forma geral, todas as bebidas alcoólicas são prejudiciais.

A dieta mediterrânea, conhecida pela maior ingestão de gordura monoinsaturada (presente no azeite de oliva), pelo consumo de pequena quantidade de carne, grandes quantidades de vegetais, fibras, frutas e de produtos lácteos, definitivamente protege contra o câncer de esôfago.

Embora alguns estudos não concordem, parece que alimentos muito quentes, principalmente líquidos, predispõem ao câncer das porções mais altas do esôfago.

Desconsiderando a temperatura em que se ingere, o café não predispõe ao câncer de esôfago, e o chá verde, assim como o preto, aparentemente protege contra a doença. Já o mate, independentemente da temperatura, aumenta o risco de câncer de esôfago porque contém substâncias predisponentes ao câncer. O hábito de ingerir o mate muito quente, principalmente em certas regiões da América do Sul, promove dois tipos de agressão, a térmica e a química.

A dieta rica em gordura saturada (gorduras de origem animal) predispõe ao câncer, enquanto a rica em gordura monoinsaturada (óleo de oliva, grãos como a castanha-do-pará, nozes etc.) protege contra ele.

Alimentos processados, com a adição de sal ou cloreto de sódio, como os picles, aumentam o risco.

Alimentos processados como salsichas, mortadelas, bacon e pastrami não aumentam a incidência, ao contrário dos fermentados, como o tofu.

Uma dieta rica em fibras reduz o risco, assim como o uso de suplemento de vitamina A e de carotenoides.

A atividade física reduz o risco. Já o excesso de peso predispõe ao câncer das porções mais baixas do esôfago, provavelmente porque aumenta o refluxo do suco gástrico para o esôfago.