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Leucemia Mieloide Aguda | Tratamento

Transfusão de sangue

Em alguns casos pode ser necessária, já que o número de sangue ou plaquetas fica bem abaixo do normal neste período, e o paciente pode apresentar hemorragias ou sintomas associados à anemia.

Após a primeira fase de indução, a medula óssea é reavaliada para verificar se foi obtido uma remissão da doença. Após a fase entra o período de consolidação que pode ser realizado, dependendo do caso, com mais quimioterapia, transplante autólogo de medula óssea ou transplante alogênico de medula óssea.

 

Transplante de medula óssea

Também chamado de transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH), poderá ser uma alternativa, a depender de uma análise criteriosa que inclui características biológicas da doença, resposta ao tratamento inicial, comorbidades, idade, se há um doador compatível e dos riscos. Alguns pacientes são diagnosticados de leucemias chamadas de “alto risco” e nesses casos a quimioterapia inicial não será suficiente para remissão e cura. Para estes casos, será necessário o transplante de medula óssea. O tipo de transplante a ser realizado é o alogênico, e hoje em dia podemos fazer nas modalidades quando a medula vem de um doador 100% compatível ou de um familiar direto 50% compatível (haploidêntico). Ainda temos a disponibilidade, mas em casos muito selecionados, do transplante de células do cordão umbilical.

Radioterapia

Este procedimento é bastante raro em leucemias, mas pode ser indicado antes do transplante de medula óssea, para diminuir o tamanho do baço e possíveis dores ósseas. Nele, são utilizadas radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais.

Os efeitos colaterais vão depender da localização em que o procedimento será realizado. Geralmente, o paciente pode apresentar problemas de pele, como ressecamento, coceira, vermelhidão ou descamação.

Texto cedido pela ABRALE


Atualização: Dr. Breno Moreno de Gusmão – CRM 166.471
Hematologista na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
e Dra. Natália Pin Chuen Zing – CRM 151.758
Hematologista na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
Apoio: Dra. Jéssica Ribeiro Gomes – CRM: 159784
Oncologista Clínica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
Março 2022

 Tratamento da leucemia mieloide aguda em uma primeira fase envolve quimioterapia e pode exigir transplante de medula. Neste primeiro momento, chamado de indução, o importante é combater as células doentes presentes na medula óssea e no sangue. Os tratamentos utilizados hoje são:

Quimioterapia

Este é o tratamento mais utilizado. Vários medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer são utilizados com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. São eles:

  • Citarabina
  • Cladribina
  • Daunorrubicina
  • Etoposídeo
  • Fludarabina
  • Idarrubicina
  • Mitoxantrona

Essas medicações são aplicadas direto no sangue através de um cateter especial que fica com o paciente por vários meses. O cateter serve para proteger o paciente de uma eventual aplicação dessas medicações fora da veia, o que pode causar irritações importantes. Também facilita nas frequentes coletas de sangue que são necessárias durante a fase de indução. Esse período do tratamento é feito com o paciente hospitalizado. Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem alternativas para amenizá-los. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a ABRALE, que colaborou com o Instituto Vencer o Câncer neste material, fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento. A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade. A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados. Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, você pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Também são utilizados medicamentos como terapia de suporte, que objetivam controlar ou inibir o surgimento de infecções, amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia e melhorar a qualidade de vida do paciente em tratamento e evitar complicações infecciosas.

Os principais são:

  • Aciclovir
  • Alopurinol
  • Posaconazol
  • Dexametasona
  • Filgrastina
  • Levofloxacina
  • Metilpredinisolona
  • Sulfametoxazol/Trimetoprima
  • Voriconazol

Todos os medicamentos têm registro na Anvisa (Agência Nacionalde Vigilância Sanitária) e são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Outros tratamentos para LMA

São tratamento mais modernos, com menos efeitos colaterais, alguns inclusive de administração oral e com novas formas de ataque a doença.

  • Azacitidina
  • Decitabina
  • Venetoclax
  • Midostaurina
  • Gilteritinibe
  • Gentuzumabe
  • Ácido transrretinoico (ATRA)
  • Trióxido de Arsênico

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