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Cuidados durante o tratamento da criança com câncer

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Baixa da imunidade é um dos principais problemas enfrentados pelas crianças.

Crianças e adolescentes toleram mais e respondem melhor ao tratamento do câncer, por isso as terapias são mais intensivas. Ao mesmo tempo, podem apresentar fases de baixa imunidade e por isso os pais precisam ficar atentos ao que a criança pode fazer e ao que não pode durante o tratamento. “No diagnóstico, o médico deve passar todas as informações detalhadas sobre isso para os pais”, afirma a hematologista pediatra Sandra Loggetto, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).

Veja também: Conheça sintomas que podem indicar infecções.

A médica Sandra Loggetto conversou com o Instituto Vencer o Câncer sobre alguns cuidados que devem ser adotados:

  • Vacinas: durante o tratamento com quimioterapia, as crianças não podem tomar as vacinas compostas por vírus vivos atenuados. Estão nesse grupo as vacinas contra poliomielite, catapora e febre amarela. “A quimioterapia baixa a imunidade da criança e se ela tomar essas vacinas poderá ficar doente. Por isso, não podem ser ministradas”, explica a hematologista pediatra.
  • Viagem: crianças e adolescentes com câncer podem viajar desde que o hemograma esteja normal, que o quadro clínico esteja bom e que o tratamento não seja interrompido. “Uma viagem sempre deve ser discutida com o médico antes de ser feita. Os pais também devem entrar em contato com um bom serviço de saúde da cidade para onde vão. É importante que o médico da criança tenha o contato desse serviço de saúde para que possa falar com os profissionais se for necessário”, ressalta a especialista.
  • Festas: lugares com aglomerações de pessoas devem ser evitados durante a fase mais intensiva do tratamento por causa do risco de infecção. “Ao longo do tratamento, o médico vai avaliando. Se os pais quiserem levar ao cinema, por exemplo, tem que ser em horários em que esteja vazio, sem aglomerações”, recomenda.
  • Praias e piscinas: o paciente não deve ter contato com a areia e com o mar porque a poluição pode causar infecções. A criança também não pode frequentar piscinas públicas ou de clubes porque os fungos que aparecem nas bordas também são prejudiciais.
  • Escola: a criança pode frequentar a escola, mas alguns cuidados devem ser tomados. No início do tratamento de leucemias e linfomas, a quimioterapia é mais intensiva e, por isso, ela ficará afastada da escola por um mês. Depois, poderá voltar às aulas. “É importante que haja integração de pais, escola, médico e equipe multidisciplinar. Se houver algum caso de doença infecciosa na escola, a direção tem que avisar os pais da criança que estiver fazendo tratamento de câncer porque ela não pode ter contato”, diz Sandra Loggetto.
  • Alimentos: quando o paciente estiver em uma fase de baixa imunidade, ele não poderá comer alimentos crus, como verduras, legumes e frutas. A carne crua também não pode ser consumida durante todo o tratamento por causa do risco de toxoplasmose.
Logotipo do Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), fundada pelos oncologistas Dr. Antonio Carlos Buzaid e Dr. Fernando Cotait Maluf, com atuação em 3 pilares: (1) Informação de excelência e educação para prevenção do câncer. (2) Implementação de centros de pesquisa clínica para a descoberta de novos medicamentos. (3) Articulação para promoção de políticas públicas em prol da melhoria e ampliação do acesso à prevenção, ao tratamento e à cura do câncer.

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