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Fabiana Novello

Publicado em 16/11/2016

Revisado em 22/05/2019

Vigilância ativa é usada em 30 a 40% dos casos de câncer de próstata

consulta médica

A vigilância ativa é o monitoramento do câncer de próstata por meio de exames e consultas para evitar ou postergar o máximo de tempo possível a cirurgia ou a radioterapia. Estudos internacionais mostram que atualmente o método é usado em 30 a 40% dos casos da doença no mundo.

Pesquisas indicam que mais ou menos 50% dos pacientes em vigilância ativa não precisam ser tratados ao longo de 15 anos. “Nos homens que estão em vigilância e precisam iniciar o tratamento porque houve uma mudança no padrão de tumor, não há piora na chance de cura porque postergou o tratamento”, afirma o médico oncologista Fernando Maluf, fundador do Instituto Vencer o Câncer.

Somente o médico pode indicar e acompanhar a vigilância ativa. O paciente tem que ter notas baixas na chamada escala de Gleason, baixo valor de PSA e a doença tem que estar confinada à glândula prostática de pequeno volume. O monitoramento é feito com toque retal e dosagem de PSA a cada 3 a 6 meses, biópsia depois de um ano a um ano e meio e ressonância magnética. “A vigilância ativa é uma estratégia interessante que vem sendo agora sofisticada com uso de exames para aumentar a precisão do diagnóstico dos tumores biologicamente indolentes”, ressalta Fernando Maluf.

Pacientes com câncer de próstata que não se enquadram na vigilância ativa e que iniciam outros tratamentos também contam com avanços. A cirurgia robótica é uma técnica avançada e menos invasiva. “A cirurgia robótica é feita de forma mais precisa, os movimentos são mais firmes. Reduz o tempo de internação e o pós-operatório é melhor”, explica o urologista Rafael Coelho, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e do Hospital Albert Einstein.

Com relação aos medicamentos também há avanços. Estudos mostram que a abiraterona e a enzalutamida aumentaram a sobrevida global, melhoraram a qualidade de vida e postergaram a deterioração do paciente. O Radium-223, que deve ser comercializado no Brasil nos próximos meses, é uma medicação administrada por via endovenosa, mensalmente por 6 meses. Testes mostraram que essa droga aumenta a sobrevida global e retarda a deterioração clínica do paciente. “Em termos de tratamento, o câncer de próstata é a doença que mais evoluiu positivamente nos últimos 5 anos”, enfatiza o oncologista Fernando Maluf.

 

Fonte: Matéria publicada no Estadão Shopping