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Os pensamentos sobre o diagnóstico de câncer: Os aspectos psicológicos e as ações possíveis

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Conheça aspectos psicológicos e algumas estratégias que podem ser adotadas para amenizar o sofrimento psíquico causado pelo diagnóstico de câncer.

 

Receber a notícia de uma doença como o câncer é sabidamente algo de difícil compreensão e aceitação em um primeiro momento…
Muitos pacientes sofrem um grande impacto ao receberem uma notícia como esta o que, por sua vez, leva à diversos pensamentos que podem não ser condizentes com a realidade do prognóstico e do diagnóstico em si.

Diante disso, cabe dizer que todos nós trazemos conosco uma série de referências sobre o que seria o câncer! Essas referências estão pautadas em acontecimentos que ocorreram em nossas vidas em algum momento, nas histórias que ouvimos de familiares e amigos, nas informações passadas pelas mais diversas mídias, dentre outras fontes de informação que contribuem para a formação da nossa visão sobre as situações de vida. Essas referências tendem a formar nossas ideias sobre todas as questões que nos cercam, sejam elas referências de coisas boas ou ruins!

 

Veja também: Psicoterapia pode ajudar paciente a controlar ansiedade

 

O câncer, por exemplo, pode trazer referências positivas ou negativas a partir dos acontecimentos ou informações que cada pessoa tem sobre o tema, bem como pela personalidade. Uma pessoa que recebe o diagnóstico de uma doença oncológica pode lidar com a notícia de diversas maneiras; por exemplo: uma pessoa que teve um parente com uma doença oncológica e que foi curado, pode ter uma visão sobre a doença diferente daquela que uma outra pessoa pode ter quando presenciou o sofrimento e reações físicas intensas por parte de um ente querido no período de quimioterapia.

Isso mostra que cada pessoa tende a utilizar das próprias referências para formar as suas ideias sobre o adoecimento, principalmente, sobre a doença oncológica.

No entanto, vemos com frequência, pessoas que apresentam dificuldades em lidar com o diagnóstico de doença oncológica, apresentando pensamentos relacionados a dor, morte, dependência física, desconforto e perdas nos âmbitos social e familiar, por exemplo.

Esta gama de pensamentos pode ser comum ao receber o diagnóstico, no entanto, algumas estratégias podem e devem ser adotadas a fim de amenizar o sofrimento psíquico causado pelo impacto do diagnóstico, dentre elas, destacam-se:

– Favorecer um espaço de fala e reflexão pessoal.
– Cultivar uma crença ou práticas relacionadas à espiritualidade.
– Conversar com o médico e equipe multidisciplinar a fim de tirar dúvidas quanto ao tratamento.
– Falar sobre os medos e receios. Falar ajuda a organizar os pensamentos.
– Continuar os projetos de vida. Alguns tratamentos podem não limitar projetos de vida já iniciados.
– Continuar trabalhando ou realizando atividades que tragam um maior senso de produção.
– Praticar exercícios físicos.
– Manter o otimismo e pensamentos positivos diante do tratamento.
– Favorecer momentos com amigos e familiares.

Estas estratégias tem sido difundidas e vem trazendo resultados positivos, no entanto, vale destacar, que cada pessoa lida de uma forma diferente com o impacto causado pelo diagnóstico, por este motivo a psicoterapia não é algo a ser dispensado. O psicólogo pode ajudar ativamente para a instauração dessas estratégias de acordo com o tempo e desenvolvimento pessoal do paciente.

No que diz respeito aos pensamentos neste momento do diagnóstico, vale destacar que eles tem o poder de modificar nossas vidas e, se não estamos lidando bem com eles, os impactos podem ser ainda mais complicados a curto, médio e longo prazo… Por isso, procurar por uma ajuda profissional já no início do tratamento pode ser a melhor ação para cuidar da saúde emocional e promover a adaptação nos próximos momentos após diagnóstico.

Caio Henrique Vianna Baptista
Psicólogo da área oncológica e hematológica da Beneficência Portuguesa de São Paulo

Logotipo do Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), fundada pelos oncologistas Dr. Antonio Carlos Buzaid e Dr. Fernando Cotait Maluf, com atuação em 3 pilares: (1) Informação de excelência e educação para prevenção do câncer. (2) Implementação de centros de pesquisa clínica para a descoberta de novos medicamentos. (3) Articulação para promoção de políticas públicas em prol da melhoria e ampliação do acesso à prevenção, ao tratamento e à cura do câncer.

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