Tratamento do câncer de pulmão

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

Tratamento do câncer de pulmão

O tratamento do câncer de pulmão evoluiu muito nos últimos anos e hoje vai muito além de uma única abordagem. A escolha pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou a combinação dessas estratégias, sempre de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença, os biomarcadores e as condições clínicas do paciente. No Brasil, o câncer de pulmão segue sendo um grande desafio de saúde pública, com estimativa de 35.380 novos casos por ano no triênio 2026–2028, além de 31.237 mortes em 2023.

Neste artigo, você vai entender como os médicos definem a melhor conduta, quais são os principais tratamentos para câncer de pulmão, quando há chance de cura, o que muda nos casos metastáticos e por que os cuidados paliativos não significam desistir do tratamento. A proposta é explicar tudo em linguagem simples, sem perder a precisão.

Pontos importantes

  • O tratamento do câncer de pulmão depende principalmente do tipo de câncer, do estágio da doença, do perfil molecular do tumor e do estado geral do paciente.
  • Em estágios iniciais, a cirurgia costuma ter papel central e pode ser combinada com quimioterapia, imunoterapia ou terapia-alvo em situações selecionadas.
  • Em doença avançada ou metastática, o foco pode ser controlar o tumor, aliviar os sintomas e preservar a qualidade de vida por mais tempo.
  • Testes moleculares e biomarcadores como EGFR, ALK e PD-L1 ajudam a definir tratamentos mais personalizados nos estágios iniciais, enquanto o entendimento do diagnóstico molecular amplo é recomendado em estágios avançados ou na doença metastática, em especial no tipo histológico carcinoma de não pequenas células .
  • Cuidados paliativos podem começar cedo e caminhar junto com terapias antitumorais.

Tratamento do câncer de pulmão: quais são as opções?

Quando se fala em tratamento do câncer de pulmão, não existe uma resposta única que sirva para todos. Dois pacientes com o mesmo diagnóstico inicial podem receber condutas diferentes, porque a decisão depende de vários fatores clínicos e biológicos.

As principais modalidades de tratamento são:

  • cirurgia
  • quimioterapia
  • radioterapia
  • imunoterapia
  • terapia-alvo

Esses tratamentos podem ser usados isoladamente ou em combinação. Em muitos casos, a melhor estratégia não é escolher apenas uma terapia, mas organizar uma sequência: por exemplo, operar primeiro e depois fazer tratamento complementar, ou começar com quimioterapia e radioterapia antes de considerar cirurgia.

Como os médicos definem o tratamento do câncer de pulmão?

Antes de iniciar o tratamento, a equipe precisa entender exatamente que tipo de tumor está presente, onde ele está, se houve disseminação e quais características moleculares ele possui.

Tipo de câncer: pequenas células x não pequenas células

O câncer de pulmão é dividido em dois grandes grupos:

  • câncer de pulmão de não pequenas células
  • câncer de pulmão de pequenas células

O de não pequenas células é o mais frequente e inclui subtipos como adenocarcinoma e carcinoma escamoso. Já o de pequenas células costuma crescer mais rapidamente e, em muitos casos, já está mais disseminado no momento do diagnóstico.

Essa diferença é fundamental porque muda bastante a estratégia terapêutica.

Estadiamento da doença

O estadiamento mostra o quanto a doença avançou. Em termos simples, ele indica:

  • tamanho do tumor
  • comprometimento de linfonodos
  • presença ou não de metástases

De forma geral, tumores em estágios iniciais têm mais chance de tratamento com intenção curativa, muitas vezes com cirurgia. Em estágios mais avançados, o plano costuma priorizar controle da doença, aumento de sobrevida e qualidade de vida.

Perfil molecular e biomarcadores

Hoje, parte importante do tratamento do câncer de pulmão é guiada por testes que analisam alterações específicas do tumor.

Mutação EGFR

A mutação em EGFR pode indicar benefício com terapia-alvo, que age de forma mais direcionada nas células tumorais. Em algumas situações clínicas pode haver benefício em tratamento combinado com quimioterapia ou tratamento com anticorpos monoclonais biespecíficos contra o EGFR. Em alguns pacientes operados, também pode haver indicação de tratamento pós-operatório por tempo prolongado.

Rearranjo ALK

Alterações em ALK também podem tornar o tumor sensível a medicamentos-alvo. Isso é especialmente relevante em doença avançada, quando essas terapias podem oferecer controle importante da doença. Além disso, há indicação de tratamento pós-operatório em pacientes com doença localizada, em alguns casos, a depender do estadiamento inicial.

Expressão de PD-L1

O PD-L1 é um biomarcador usado para ajudar a decidir se a imunoterapia pode ser indicada, isoladamente ou em combinação com quimioterapia. Nem todo paciente se beneficia do tratamento imunoterápico, a exemplo daqueles com tumores com alterações em EGFR ou ALK, que podem seguir lógica diferente.

Estado geral de saúde e preferências do paciente

Idade, função pulmonar, presença de outras doenças, capacidade de realizar atividades do dia a dia e objetivos pessoais também entram na decisão. Um tratamento ideal precisa ser eficaz, mas também viável e seguro para aquela pessoa.

Avaliação por equipe multidisciplinar

O melhor plano costuma surgir de uma discussão entre diferentes especialistas, como oncologista clínico, cirurgião torácico, radio-oncologista, pneumologista, radiologista, patologista e equipe de suporte. Essa avaliação conjunta aumenta a chance de uma decisão mais precisa.

Principais tratamentos para câncer de pulmão

A tabela abaixo resume as principais opções.

TratamentoQuando pode ser indicadoObjetivo principalPode ser combinado?Efeitos colaterais comuns
CirurgiaEstágios iniciais e casos selecionadosRetirar o tumorSimDor, cansaço, redução temporária da capacidade respiratória
QuimioterapiaAntes ou depois da cirurgia, ou em doença avançadaReduzir ou controlar o tumorSimNáusea, queda de cabelo, fadiga, queda de imunidade
RadioterapiaTumor localizado, controle local ou metástasesDestruir células tumorais com radiaçãoSimCansaço, irritação na pele, inflamação no esôfago
ImunoterapiaCasos selecionados por estágio e biomarcadoresEstimular o sistema imune contra o câncerSimInflamações imunomediadas, alterações de pele, tosse, diarreia, alterações hormonais
Terapia-alvoTumores com mutações específicasAtacar alterações moleculares do tumorÀs vezesDiarreia, alterações de pele, fadiga, toxicidades específicas

Cirurgia

A cirurgia é uma das principais formas de tratamento do câncer de pulmão quando a doença está localizada e o paciente tem condições clínicas para operar.

Ela costuma ser mais indicada em estágios iniciais do câncer de pulmão de não pequenas células. Em alguns casos selecionados, pode fazer parte de um tratamento combinado em estágios mais avançados, após quimioterapia ou quimiorradioterapia.

O tipo de operação depende do tamanho e da localização do tumor, além da reserva pulmonar do paciente.

Segmentectomia / ressecção em cunha

São cirurgias mais conservadoras, que retiram apenas uma parte menor do pulmão. Podem ser consideradas em tumores pequenos e em pacientes com limitação respiratória.

Lobectomia

É a retirada de um lobo do pulmão e costuma ser uma das cirurgias mais utilizadas quando o tumor está restrito a essa região.

Pneumonectomia

É a retirada de um pulmão inteiro. Hoje é reservada para situações específicas, porque tem maior impacto funcional.

Cirurgia minimamente invasiva e cirurgia robótica

Sempre que possível, podem ser usadas técnicas menos invasivas, incluindo videotoracoscopia e cirurgia robótica torácica. Elas podem reduzir dor, tempo de internação e recuperação, mas nem todos os casos são candidatos.

Papel dos exames de imagem no planejamento cirúrgico

Os exames de imagem ajudam a mapear a extensão da doença e planejar a cirurgia com mais segurança. Tecnologias como a tomografia computadorizada de quatro dimensões vêm sendo estudadas para localizar melhor o tumor considerando os movimentos respiratórios.

Quimioterapia

A quimioterapia continua sendo parte importante dos tratamentos para câncer de pulmão, inclusive na era da imunoterapia e da medicina de precisão.

Quando é indicada

Ela pode ser usada:

  • antes da cirurgia
  • depois da cirurgia
  • junto com radioterapia
  • em doença metastática
  • em combinação com imunoterapia

Quimioterapia neoadjuvante

É a quimioterapia feita antes da cirurgia. O objetivo é reduzir o tumor, facilitar a operação e tratar possíveis células microscópicas já circulantes.

Quimioterapia adjuvante

É realizada depois da cirurgia para diminuir o risco de recidiva. Em alguns pacientes, esse tratamento pode ser seguido por imunoterapia por 1 ano ou terapia-alvo por 3 anos, conforme o perfil do tumor.

Quimioterapia paliativa

Nos casos em que o câncer já se espalhou, a quimioterapia pode ajudar a controlar a doença, reduzir sintomas e prolongar a sobrevida.

Quimioterapia combinada com radioterapia ou imunoterapia

Em alguns cenários, especialmente no estágio III ou no câncer de pequenas células, a quimioterapia é combinada com radioterapia. Em doença avançada, também pode ser associada à imunoterapia.

Radioterapia

A radioterapia usa radiação para destruir células tumorais e pode ter intenção curativa, complementar ou paliativa.

Quando a radioterapia é usada

Ela pode ser indicada:

  • em tumores localizados
  • quando a cirurgia não é possível
  • em combinação com quimioterapia
  • para alívio de sintomas
  • no tratamento de metástases, inclusive cerebrais

Radioterapia torácica

É usada diretamente no tórax e pode ser parte do tratamento principal em pacientes que não operam ou em esquemas combinados.

Radioterapia estereotáxica / radiocirurgia

A radioterapia estereotáxica entrega altas doses com grande precisão, sendo útil em alguns tumores pequenos ou em áreas específicas. A radiocirurgia também tem papel relevante em metástases cerebrais.

Radioterapia para metástases cerebrais

Quando o câncer de pulmão se espalha para o cérebro, a radioterapia pode controlar lesões, aliviar sintomas neurológicos e preservar função.

Radioterapia profilática do crânio no câncer de pequenas células

No câncer de pequenas células, alguns pacientes com boa resposta ao tratamento podem receber radioterapia profilática do crânio após cerca de 4 ciclos de quimioterapia, para reduzir o risco de metástases cerebrais.

Imunoterapia

A imunoterapia foi um dos maiores avanços recentes no tratamento do câncer de pulmão.

O que é e como funciona

Ela ajuda o sistema imunológico a reconhecer e atacar melhor as células tumorais. Em vez de agir diretamente como a quimioterapia, ela remove “freios” que impedem a resposta imune.

Inibidores de PD-1, PD-L1 e CTLA-4

Esses medicamentos atuam em pontos de controle do sistema imune. Em linguagem simples, eles liberam a defesa do organismo para reagir contra o câncer e são conhecidos como imunoterapia.

Quando a imunoterapia é indicada

Ela pode ser usada em doença metastática, em alguns casos após cirurgia e também como consolidação após quimiorradioterapia em estágio III, por até 1 ano, em situações selecionadas. A imunoterapia também pode ser recomendada em tumores localizados e com estadiamento inicial, antes da cirurgia. Essa estratégia, chamada neoadjuvância, confere benefícios aos pacientes que são candidatos ao tratamento cirúrgico.e em

Imunoterapia isolada ou combinada com quimioterapia

Dependendo do PD-L1, do tipo de tumor e do contexto clínico, a imunoterapia pode ser feita sozinha ou em associação com quimioterapia.

Possíveis efeitos colaterais imunomediados

Ao ativar o sistema imune, a imunoterapia pode causar inflamações em órgãos como pulmão, intestino, pele, fígado e glândulas hormonais. Por isso, qualquer falta de ar nova, diarreia persistente, febre ou cansaço intenso deve ser comunicado à equipe.

Terapia-alvo

A terapia-alvo é um tratamento personalizado para tumores com alterações moleculares específicas.

O que é terapia-alvo

São medicamentos desenvolvidos para bloquear mecanismos que o tumor usa para crescer. Isso torna o tratamento mais direcionado.

Para quais mutações ela pode ser indicada

Além de EGFR e ALK, podem ser avaliadas alterações como ROS1, BRAF, KRAS, MET, RET, HER-2, NRG-1 e NTRK, conforme o caso.

Quando pode ser usada após cirurgia

Em pacientes selecionados, a terapia-alvo pode ser indicada no pós-operatório por 3 anos, quando há mutação do gene EGFR ou por 2 anos, quando há alteração no gene ALK. Essas estratégias têm o objetivo de reduzir o risco de recidiva.

Diferença entre terapia-alvo e quimioterapia

A quimioterapia age em células que se multiplicam rapidamente. Já a terapia-alvo atua em alterações específicas do tumor. Por isso, não são tratamentos concorrentes em todos os casos, e sim estratégias diferentes.

Tratamento conforme o tipo e o estágio do câncer de pulmão

Câncer de pulmão de não pequenas células

Estágio I

Em geral, a cirurgia é o principal tratamento. Quando o paciente não pode operar, a radioterapia estereotáxica pode ser alternativa em alguns casos.

Estágio II

O tratamento cirúrgico costuma ser considerado. Há recomendação, em alguns casos, de tratamento combinado de quimioterapia com imunoterapia antes da cirurgia. Essa estratégia reduz o risco de recidiva e aumenta os índices de sobrevida global e de cura. A imunoterapia pode ser recomendada também após o procedimento cirúrgico em algumas situações, assim como a própria quimioterapia, caso esta ainda não tenha sido empregada.  Pacientes com mutações de EGFR ou alterações no gene ALK podem receber recomendação de terapia alvo-molecular pós-operatória. Recentemente, um estudo demonstrou que pacientes com mutações no gene EGFR podem receber recomendação de terapia-alvo molecular antes do tratamento cirúrgico, a depender do estadiamento do tumor.

Estágio III

É um estágio bastante heterogêneo. O tratamento pode envolver uma das seguintes estratégias:

  • Quimioterapia associada a imunoterapia, seguida por cirurgia.
  • Quimioterapia associada a radioterapia, seguida por imunoterapia.
  • Quimioterapia associada a radioterapia, seguida por terapia-alvo em substituição à imunoterapia nos casos de mutação de EGFR.

Estágio IV

Quando há metástase, o foco costuma ser tratamento sistêmico. Isso inclui quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou combinações, além de terapias locais para sintomas ou controle de áreas específicas.

Câncer de pulmão de pequenas células

Doença limitada

O tratamento geralmente combina quimioterapia e radioterapia. A radioterapia torácica deve começar preferencialmente nos primeiros 30 dias após o início da quimioterapia.

Doença extensa

Nessa fase, é comum usar quimioterapia associada à imunoterapia por 4 a 6 ciclos, seguida de manutenção quando indicado. O acompanhamento pode incluir ressonância magnética de crânio a cada 3 meses.

Tratamento do câncer de pulmão metastático

O tratamento do câncer de pulmão metastático não significa ausência de opções. Pelo contrário, muitos pacientes podem se beneficiar de terapias modernas e acompanhamento próximo.

Objetivos do tratamento no estágio IV

Os objetivos costumam incluir:

  • controlar o crescimento do tumor
  • aliviar sintomas
  • preservar autonomia
  • prolongar a sobrevida
  • manter qualidade de vida

Controle da doença e qualidade de vida

Mesmo quando a cura não é possível, o tratamento pode trazer benefício real. Redução da tosse, melhora da dor, controle da falta de ar e estabilização das lesões fazem diferença concreta no dia a dia.

Tratamentos sistêmicos possíveis

Entre as opções estão:

  • quimioterapia
  • imunoterapia
  • terapia-alvo
  • combinações entre elas

A escolha depende do perfil molecular, do PD-L1, da velocidade de progressão da doença e das condições do paciente.

Manejo de metástase cerebral

Metástases cerebrais podem ser tratadas com cirurgia, radioterapia e, em alguns casos, medicamentos sistêmicos com ação no sistema nervoso central. O plano depende do número, do tamanho e da localização das lesões.

Cuidados paliativos e suporte ao paciente

O que são cuidados paliativos

Cuidados paliativos são medidas para aliviar sintomas físicos, emocionais e sociais relacionados ao câncer e ao tratamento. Eles não significam “fim de linha”.

Quando devem começar

Idealmente, podem começar cedo, junto com o tratamento oncológico. O próprio INCA destaca a importância dessa abordagem de cuidado integral.

Controle de sintomas, nutrição, suporte respiratório e apoio psicológico

Os cuidados paliativos podem incluir:

  • controle de dor
  • manejo de falta de ar
  • suporte nutricional
  • fisioterapia e reabilitação pulmonar
  • apoio psicológico
  • orientação à família

Efeitos colaterais dos tratamentos e como são monitorados

Efeitos da quimioterapia

Podem incluir náusea, vômito, queda de cabelo, aftas, fadiga e redução das células de defesa. Exames de sangue e avaliação clínica ajudam a monitorar esses efeitos.

Efeitos da radioterapia

Os mais comuns são cansaço, irritação na pele e inflamação no esôfago, que pode causar dor para engolir. Quando a área irradiada inclui o pulmão, também pode haver inflamação pulmonar.

Efeitos da imunoterapia

A imunoterapia pode causar efeitos autoimunes ou inflamatórios, como pneumonite, colite, hepatite, alterações da tireoide e lesões de pele. O reconhecimento precoce é muito importante.

Efeitos da terapia-alvo

Dependem do medicamento usado, mas podem incluir diarreia, lesão de pele acneiforme, alterações de unhas, cansaço e alterações laboratoriais.

Sinais de alerta que exigem contato com a equipe médica

Procure orientação rapidamente se houver:

  • falta de ar piorando
  • febre
  • tosse com sangue
  • diarreia intensa
  • vômitos persistentes
  • confusão mental
  • dor forte
  • queda importante do estado geral

Existe um melhor tratamento para câncer de pulmão?

Por que o tratamento é individualizado

Não existe um “melhor” tratamento do câncer de pulmão que sirva para todos. O melhor tratamento é aquele mais adequado para o tipo de tumor, estágio, biomarcadores e condições da pessoa.

Quando combinar diferentes terapias

Combinar terapias é comum porque cada modalidade atua de forma diferente. Em alguns casos, a cirurgia remove o tumor principal, enquanto quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia ajudam a reduzir o risco de recidiva ou controlar doença microscópica.

Novas possibilidades de tratamento

Medicina de precisão

A medicina de precisão usa informações genéticas e moleculares do tumor para escolher tratamentos mais personalizados. Isso reforça a importância da biópsia adequada e dos testes moleculares.

Pesquisa clínica

Estudos clínicos podem oferecer acesso a novas combinações e medicamentos promissores. Em alguns casos, essa pode ser uma opção relevante, especialmente quando o tumor apresenta resistência ao tratamento padrão.

Novas combinações terapêuticas

O avanço atual está menos em substituir totalmente os tratamentos clássicos e mais em combiná-los melhor. Hoje, há cenários em que quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e terapias-alvo são organizadas de forma estratégica ao longo da jornada do paciente.

Perguntas frequentes sobre tratamento do câncer de pulmão

Qual é o tratamento do câncer de pulmão mais indicado?

Depende do tipo de câncer, do estágio, dos biomarcadores e da saúde geral do paciente. Por isso, a conduta sempre deve ser individualizada.

Câncer de pulmão tem cura?

Pode ter chance de cura, principalmente quando é diagnosticado em fase inicial e tratado adequadamente. Em estágios avançados, muitas vezes o objetivo principal passa a ser controle da doença.

Quando a cirurgia é possível no tratamento do câncer de pulmão?

A cirurgia costuma ser mais indicada quando o tumor está localizado e o paciente tem condições clínicas para operar. Ela é mais comum no câncer de pulmão de não pequenas células em estágios iniciais.

Imunoterapia funciona para todos os pacientes?

Não. A resposta depende de fatores como tipo de tumor, expressão de PD-L1 e presença de alterações moleculares específicas.

Terapia-alvo substitui quimioterapia no câncer de pulmão?

Em alguns pacientes com mutações específicas, a terapia-alvo pode ser a principal escolha. Mas isso não significa que a quimioterapia deixou de ter papel importante.

O tratamento do câncer de pulmão muda se houver metástase?

Sim. No estágio IV, geralmente o foco é tratamento sistêmico e controle da doença, com atenção à qualidade de vida e ao manejo de sintomas.

Cuidados paliativos significam que não há mais tratamento?

Não. Cuidados paliativos podem ser oferecidos junto com quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou terapia-alvo para melhorar conforto e suporte global.

Quanto tempo dura o tratamento do câncer de pulmão?

Varia bastante. Alguns tratamentos têm duração de semanas, outros de meses e alguns podem seguir por 1 ano ou mais, dependendo da resposta e do objetivo terapêutico.

Quais exames são repetidos durante o tratamento?

Tomografias, exames de sangue, ressonância e outros testes podem ser repetidos para avaliar resposta, efeitos colaterais e progressão da doença. A frequência depende do plano de tratamento.

O tratamento do câncer de pulmão em idosos é diferente?

Pode ser. A idade isoladamente não define a conduta, mas comorbidades, fragilidade, função pulmonar e tolerância ao tratamento precisam ser avaliadas com cuidado.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 21/04/2025 | Atualização: 17/05/2026

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