Transplante de medula óssea é um tratamento que substitui células doentes por células saudáveis para reconstruir a produção do sangue e do sistema imunológico. Apesar do nome, ele não é uma cirurgia de troca de órgão: a etapa central costuma ser uma infusão pela veia, parecida com transfusão.
O procedimento pode ser indicado para leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, anemia aplástica grave e outras doenças hematológicas. No Brasil, o SUS realiza cerca de 70% a 80% dos transplantes, e a recuperação inicial geralmente envolve internação, risco de infecções, “pega” da medula comumente em 2 a 4 semanas e acompanhamento por meses.
Neste guia, você vai entender o que é o transplante, quando ele é indicado, quais são os tipos, como funciona a compatibilidade, o passo a passo do procedimento, os riscos e os cuidados após a alta.
Pontos importantes
- O transplante de medula óssea também é chamado de transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH).
- A etapa principal do transplante costuma ser uma infusão intravenosa, não uma cirurgia de troca de órgão.
- Existem três modalidades principais: autólogo, alogênico aparentado e alogênico não aparentado.
- A compatibilidade depende principalmente do sistema HLA, ligado a genes do cromossomo 6 e essencial para reduzir complicações.
- A “pega” da medula costuma acontecer em 2 a 4 semanas, com recuperação imunológica que pode seguir ao longo do primeiro ano.
O que é transplante de medula óssea?
Transplante de medula óssea é a substituição de células doentes por células saudáveis para restaurar a produção normal do sangue. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, ele é indicado para doenças como leucemia, linfomas e alguns tipos de anemia.
Na prática, o transplante de medula óssea repõe células-tronco hematopoéticas, que são as células capazes de formar hemácias, leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. Essas células podem vir do próprio paciente ou de um doador.
O nome técnico mais preciso é transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH). Esse nome ajuda a entender que o alvo do tratamento são as células formadoras do sangue, e não um órgão sólido.
Nome técnico: transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH)
TCTH é o termo médico para o transplante de medula óssea porque descreve exatamente o que é transplantado: células-tronco hematopoéticas. Essas células podem ser coletadas da medula óssea, do sangue periférico ou do sangue de cordão umbilical.
O termo é útil porque evita confusões. Nem sempre as células vêm diretamente da medula óssea, embora o nome popular continue sendo o mais usado.
O transplante “troca” a medula doente por células saudáveis
O transplante de medula óssea “troca” a medula doente no sentido funcional, não anatômico. As novas células são infundidas na veia e migram até a medula óssea, onde passam a produzir sangue.
Por isso, a infusão se parece mais com uma transfusão do que com uma cirurgia, feita geralmente após uma etapa de altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia (condicionamento). O objetivo é reconstruir a hematopoese, que é a fabricação das células do sangue.
Medula óssea não é medula espinhal
Medula óssea e medula espinhal são estruturas completamente diferentes. A medula óssea fica dentro dos ossos e produz células do sangue, enquanto a medula espinhal faz parte do sistema nervoso central.
Essa distinção é essencial porque muita gente teme que a doação cause lesão neurológica, o que não corresponde ao procedimento real.
O que é medula óssea e qual sua função?
A medula óssea é um tecido esponjoso dentro dos ossos que produz as células do sangue. Sem ela, o corpo não consegue fabricar hemácias, glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas em quantidade adequada.
As hemácias transportam oxigênio. Os leucócitos participam da defesa contra infecções. As plaquetas ajudam na coagulação e reduzem sangramentos.
Quando a medula óssea adoece, o paciente pode ter anemia, infecções repetidas, sangramentos e falência da produção sanguínea. Em alguns casos, o transplante de medula óssea é a principal estratégia para restaurar essa função.
Onde ela fica
A medula óssea fica no interior de vários ossos, especialmente os ossos da bacia, do esterno e das vértebras. Em adultos, a coleta costuma ser feita na região posterior da bacia.
Como produz hemácias, leucócitos e plaquetas
A medula óssea abriga células-tronco hematopoéticas que se diferenciam em várias linhagens. Elas dão origem às hemácias, aos leucócitos (glóbulos brancos) e às plaquetas.
O que acontece quando a medula adoece
Quando a medula óssea é ocupada por células doentes ou deixa de funcionar, o sangue passa a ser produzido de forma insuficiente ou anormal. Isso ocorre em leucemias, mielodisplasias, anemia aplástica grave e outras doenças hematológicas.
Quando o transplante de medula óssea é indicado?
O transplante de medula óssea é indicado em doenças específicas nas quais a medula está doente ou o tratamento exige destruição intensa das células hematopoéticas. A decisão depende do tipo de doença, da fase, da idade, da resposta a tratamentos prévios e das condições clínicas gerais.
Nem todo paciente com câncer do sangue precisa de transplante. Em muitos casos, quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou outras abordagens podem ser suficientes.
A indicação é feita por equipe especializada em hematologia e transplante, com avaliação individualizada e discussão de riscos e benefícios.
Doenças hematológicas mais comuns
O transplante de medula óssea pode ser usado em:
- Leucemias agudas e algumas leucemias crônicas
- Linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin
- Mieloma múltiplo
- Anemia aplástica grave
- Mielodisplasias
- Algumas imunodeficiências e doenças hereditárias do sangue
Nem todo paciente tem indicação
Nem todo paciente tem indicação porque o transplante de medula óssea é um tratamento de alta complexidade e com riscos relevantes, sendo indicado apenas quando há benefício médico comprovado para o contexto e a doença em questão. A equipe avalia se o benefício esperado supera as complicações possíveis.
O que a equipe avalia antes de indicar o transplante
Antes de indicar o transplante de medula óssea, a equipe analisa:
- diagnóstico exato
- estágio da doença
- resposta ao tratamento anterior
- idade biológica
- função cardíaca, pulmonar, renal e hepática
- presença de infecções
- disponibilidade de doador compatível, quando necessário
Quais são os tipos de transplante de medula óssea?
Os tipos de transplante de medula óssea se diferenciam pela origem das células-tronco. As modalidades principais são autólogo, alogênico aparentado e alogênico não aparentado.
Cada tipo tem indicações, vantagens e riscos diferentes. A escolha depende da doença, do objetivo do tratamento e da chance de encontrar um doador compatível.
Além disso, as células podem ser obtidas da medula óssea, do sangue periférico ou do sangue de cordão umbilical.
Transplante autólogo
No transplante autólogo, o paciente recebe suas próprias células-tronco, coletadas antes do tratamento intensivo. Essa modalidade é usada com frequência em mieloma múltiplo e em alguns linfomas.
Como as células são do próprio paciente, não há doença do enxerto contra hospedeiro. Por outro lado, não existe o efeito imunológico do enxerto contra a doença.
Transplante alogênico aparentado
No transplante alogênico aparentado, as células vêm de um familiar compatível, geralmente irmão ou irmã. Segundo o A.C.Camargo Cancer Center, a chance de compatibilidade na família pode chegar a 35%.
Transplante alogênico não aparentado
No transplante alogênico não aparentado, as células vêm de um doador voluntário compatível, identificado em registros como o REDOME. Essa busca é mais difícil, porque a compatibilidade genética é complexa.
Quando se usa sangue periférico, medula óssea ou cordão umbilical
As células-tronco podem ser coletadas de três fontes principais:
- Medula óssea: retirada do osso da bacia em centro cirúrgico
- Sangue periférico: coleta por leucaférese (coleta e separação de células do sangue por meio de uma máquina especial) após estímulo com fator de crescimento
- Cordão umbilical: células armazenadas de sangue de cordão
Como funciona a compatibilidade entre doador e receptor?
A compatibilidade no transplante de medula óssea depende principalmente do sistema HLA, que identifica marcadores genéticos usados pelo organismo para distinguir o que é próprio e o que é estranho. Quanto maior a compatibilidade, menor tende a ser o risco de complicações.
Esses genes estão relacionados ao cromossomo 6, como explica o A.C.Camargo Cancer Center. A busca por compatibilidade é central no transplante alogênico.
As diretrizes da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea citam dados do NMDP mostrando queda de cerca de 10% na sobrevida pós-transplante a cada incompatibilidade HLA adicional.
O que é HLA
HLA é a sigla para antígeno leucocitário humano. Em linguagem simples, é o “crachá genético” que ajuda o sistema imune a reconhecer células do próprio corpo.
Qual a chance de encontrar um doador compatível na família
A chance de encontrar um doador compatível dentro da família pode ser de cerca de 35%, segundo o A.C.Camargo. Por isso, irmãos costumam ser os primeiros avaliados.
Por que é mais difícil encontrar doador não aparentado
É mais difícil porque a combinação HLA precisa ser muito próxima. A Biblioteca Virtual em Saúde informa que a chance de encontrar uma medula compatível pode ser de 1 em 100 mil.
O que é o REDOME e como ele ajuda
O REDOME é o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. O registro é apontado pelo Einstein como o terceiro maior do mundo, com mais de 5 milhões de cadastros.
Como é feito o transplante de medula óssea? Passo a passo
O transplante de medula óssea é feito em etapas que vão da avaliação inicial até a recuperação da produção sanguínea. O processo inclui exames, preparo do organismo, coleta das células, infusão e monitoramento da pega medular.
Essa jornada costuma durar semanas ou meses, dependendo do tipo de transplante, da doença e das complicações. A fase mais crítica é o período de aplasia (aquele em que há quantidades muito reduzidas das células do sangue), quando a imunidade fica muito baixa.
A seguir, veja o passo a passo principal.
1. Avaliação pré-transplante
A avaliação pré-transplante define se o paciente pode seguir com segurança para o procedimento. Ela inclui exames de sangue, imagem, avaliação cardíaca, pulmonar, odontológica e infecciosa.
Também envolve equipe multidisciplinar e consentimento informado, como destacam o A.C.Camargo e a AMEO.
2. Condicionamento
O condicionamento é o tratamento dado antes da infusão, geralmente com quimioterapia em altas doses e, em alguns casos, radioterapia. O objetivo é eliminar células doentes, abrir espaço na medula e reduzir rejeição do enxerto.
3. Coleta das células-tronco
A coleta pode ser feita por diferentes métodos:
- Punção da bacia: retirada de medula óssea sob anestesia
- Leucaférese: separação das células-tronco do sangue por meio de uma máquina especial
- Cordão umbilical: uso de células previamente armazenadas
Segundo o A.C.Camargo, a coleta cirúrgica dura cerca de 90 minutos.
4. Infusão das células: o “Dia Zero”
O Dia Zero é a infusão das células-tronco pela veia, geralmente por um cateter venoso. A AMEO informa que o procedimento dura em média 2 horas, ou cerca de 20 minutos quando as células são de cordão umbilical.
5. Aplasia medular e internação
A aplasia medular é o período em que o paciente fica com produção sanguínea muito baixa após o condicionamento. Nessa fase, há maior risco de infecções, sintomas da anemia e sangramentos, o que exige isolamento relativo, transfusões e monitoramento intenso.
6. “Pega” da medula e recuperação inicial
A pega da medula é o momento em que as células transplantadas começam a funcionar. Segundo o Einstein, isso costuma ocorrer entre 2 e 4 semanas.
A AMEO descreve critérios laboratoriais como leucócitos acima de 500/mm³ por dois dias e plaquetas de 20.000/mm³ sem transfusão por dois dias.
O que acontece com o doador?
O doador passa por avaliação clínica e laboratorial para confirmar que a doação é segura para ele e adequada para o receptor. O processo é planejado para minimizar riscos e desconfortos.
A doação pode ser feita por coleta da medula óssea ou por leucaférese no sangue (coleta e separação de células do sangue por meio de uma máquina especial). A escolha depende do caso e da estratégia do centro transplantador.
Em geral, a recuperação do doador é rápida, com acompanhamento após o procedimento.
Como é a avaliação
A avaliação inclui exames de saúde geral, sorologias e confirmação da compatibilidade HLA. O objetivo é proteger o doador e garantir a qualidade do enxerto.
Quais são os métodos de coleta
Os métodos principais são:
- coleta de medula óssea na bacia, sob anestesia
- coleta por leucaférese após uso de medicação para mobilizar células-tronco
Há riscos para o doador?
Há riscos, mas em geral eles são controlados e temporários. Na coleta da medula, pode haver dor local, cansaço e desconforto por alguns dias. Na leucaférese (coleta e separação de células do sangue por meio de uma máquina especial), podem ocorrer efeitos leves relacionados à medicação ou ao procedimento.
Quanto tempo leva para o doador se recuperar
A recuperação costuma ser rápida. A maioria dos doadores retoma gradualmente suas atividades em poucos dias, conforme orientação médica.
Quais são os principais riscos e complicações?
Os principais riscos do transplante de medula óssea são infecções, sangramentos, efeitos colaterais do condicionamento e, no transplante alogênico, doença do enxerto contra hospedeiro. A intensidade desses riscos varia conforme o tipo da doença, a idade, o tipo de transplante e a compatibilidade.
Esse é um tratamento potencialmente curativo, mas também de alta complexidade. Por isso, a decisão sempre envolve análise cuidadosa entre benefício esperado e toxicidade.
A equipe acompanha o paciente de perto para prevenir, detectar e tratar complicações o mais cedo possível.
Infecções
As infecções são uma das complicações mais importantes porque a imunidade cai muito durante a aplasia (período em que a quantidade das células do sangue fica muito reduzida). Febre nesse contexto exige atenção imediata.
Sangramentos
Sangramentos podem ocorrer pela queda das plaquetas. Em alguns períodos, o paciente precisa de transfusões para manter a segurança clínica.
Efeitos colaterais do condicionamento
Os efeitos colaterais mais comuns incluem:
- náuseas e vômitos
- inflamação de mucosas (mucosite)
- diarreia ou obstipação
- queda de cabelo
- fadiga
A AMEO recomenda hidratação de pelo menos 2 litros de água por dia como parte do cuidado para mucosite, quando isso é liberado pela equipe.
Doença do enxerto contra hospedeiro (DECH)
A DECH acontece quando as células do doador reconhecem tecidos do receptor como estranhos e passam a atacá-los. Ela pode afetar pele, fígado, intestino e outros órgãos.
Apesar do risco, existe também o efeito enxerto versus leucemia, descrito pela AMEO, em que as células do doador ajudam a combater células malignas residuais.
Rejeição existe? Em quais casos?
Rejeição pode acontecer principalmente no transplante alogênico, quando o enxerto não se estabelece adequadamente. No transplante autólogo, não existe rejeição nesse sentido, porque as células são do próprio paciente.
Cuidados após a alta do transplante
Os cuidados após a alta do transplante de medula óssea são fundamentais para reduzir infecções, identificar complicações precocemente e favorecer a recuperação da imunidade. Os primeiros 100 dias costumam exigir vigilância mais intensa.
A AMEO orienta banheiro individual limpo nos três primeiros meses, menos visitas nos dois primeiros meses e evitar locais cheios nos cem primeiros dias.
A recuperação imunológica pode seguir ao longo do primeiro ano, por isso a alta hospitalar não significa fim do tratamento.
Higiene, visitas e ambientes
As recomendações costumam incluir:
- higiene rigorosa das mãos
- evitar pessoas com sintomas de infecção
- reduzir aglomerações
- manter ambientes limpos e ventilados
Alimentação, exposição solar e rotina
A alimentação deve seguir a orientação do centro transplantador, com cuidados sanitários específicos. A exposição solar costuma ser limitada, especialmente em pacientes com risco de DECH cutânea.
Contato com crianças, vacinas e animais
Contato com crianças, vacinas e animais deve ser discutido com a equipe, porque o risco varia conforme a fase da recuperação e imunossupressão. O calendário vacinal geralmente precisa ser refeito em etapas.
Atividade sexual e retorno gradual à vida diária
O retorno à rotina é progressivo. Trabalho, estudo, atividade sexual e exercícios dependem da recuperação clínica, do tipo de transplante e do controle de complicações.
Sinais de alerta para procurar a equipe médica
Procure a equipe médica imediatamente se houver:
- febre
- calafrios ou tremores intensos
- tosse ou falta de ar
- náusea, vômito ou diarreia
- sangramentos (gengiva, nariz, urina, entre outros) ou manchas roxas na pele
- dor, incluindo dor de cabeça
- sonolência, confusão mental
Quem pode doar medula óssea e como se cadastrar?
Pode doar medula óssea quem atende os critérios de idade e saúde definidos pelos serviços de doação e pelo sistema público. O cadastro é feito em hemocentros e entra no REDOME, que busca compatibilidade para pacientes em todo o país.
O Ministério da Saúde destaca os seguintes critérios para ser doador de medula óssea: cadastro entre 18 e 35 anos, bom estado de saúde, ausência de infecção transmissível pelo sangue (como HIV ou hepatite) e ausência de história de câncer ou outra doença hematológica e autoimune (como lúpus e artrite reumatoide)
Em 2024, o Ministério da Saúde informou crescimento de 8% na coleta de células de medula óssea no Brasil, com 431 células-tronco disponibilizadas até novembro.
Como funciona o cadastro no REDOME
O cadastro no REDOME é feito em hemocentro autorizado. O voluntário preenche dados pessoais e realiza coleta de sangue para tipagem HLA.
O que aumenta as chances de compatibilidade
O que mais aumenta as chances de compatibilidade é ampliar o número e a diversidade de doadores cadastrados. Isso é especialmente importante em um país miscigenado como o Brasil.
Mitos e verdades sobre doação
- Mito: doar medula mexe na medula espinhal.
- Verdade: a doação envolve medula óssea, não medula espinhal.
- Mito: toda doação exige cirurgia.
- Verdade: muitas doações são feitas por leucaférese (coleta e separação de células do sangue por meio de uma máquina especial).
- Mito: a recuperação é longa para todo doador.
- Verdade: em geral, a recuperação é rápida e acompanhada pela equipe.
Perguntas frequentes sobre transplante de medula óssea
Transplante de medula óssea dói?
O transplante de medula óssea em si costuma ser uma infusão pela veia, parecida com transfusão, então essa etapa não costuma doer. O desconforto maior geralmente está ligado ao condicionamento (tratamento intensivo feito antes do transplante em si), à internação e aos efeitos colaterais.
Transplante de medula óssea é uma cirurgia?
Na maior parte dos casos, não. O transplante de medula óssea é principalmente uma infusão de células-tronco hematopoéticas pela veia, embora a coleta da medula do doador possa envolver procedimento em centro cirúrgico.
Quanto tempo o paciente fica internado no transplante de medula óssea?
O tempo de internação varia conforme o tipo de transplante de medula óssea, a resposta clínica e a presença de complicações. Em geral, o paciente permanece internado durante o condicionamento (tratamento intensivo feito como preparação para o transplante em si), a aplasia (período em que há quantidades muito reduzidas de células do sangue) e o início da pega medular (período de recuperação da medula após o transplante).
Quanto tempo demora para a medula pegar?
A pega da medula costuma acontecer em 2 a 4 semanas, segundo o Einstein. Os centros usam critérios laboratoriais, como quantidade de glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas em recuperação.
Transplante autólogo tem rejeição?
Não no sentido clássico. No transplante autólogo, as células são do próprio paciente, então não há rejeição nem doença do enxerto contra hospedeiro.
Qual a diferença entre medula óssea e medula espinhal?
A medula óssea produz células do sangue e fica dentro dos ossos. A medula espinhal faz parte do sistema nervoso e fica dentro da coluna vertebral.
Quem pode doar medula óssea no Brasil?
Pode doar medula óssea quem atende aos critérios de idade e saúde dos hemocentros e do REDOME. Em geral, é preciso estar em bom estado de saúde e fazer a tipagem HLA.
Como funciona o REDOME para transplante de medula óssea?
O REDOME reúne dados de doadores voluntários cadastrados para comparar a compatibilidade com pacientes que precisam de transplante de medula óssea. Quando há compatibilidade, o potencial doador é chamado para nova avaliação.
O que é DECH no transplante de medula óssea?
DECH é a doença do enxerto contra hospedeiro. Ela acontece quando células do doador atacam tecidos do receptor após o transplante alogênico.
Quanto tempo dura a recuperação após transplante de medula óssea?
A recuperação inicial do transplante de medula óssea ocorre nas primeiras semanas, mas a recuperação da imunidade pode levar meses e seguir ao longo do primeiro ano. O tempo exato depende do tipo de transplante, da doença e das complicações.


