Gênero como fator de risco do câncer

Compartilhe:

Sumário

Gênero como fator de risco do câncer é um tema importante porque o risco de adoecer, descobrir a doença cedo e ter acesso ao tratamento não depende só da biologia. Diferenças hormonais, genéticas e imunológicas se somam a comportamentos, desigualdades sociais, discriminação e barreiras no sistema de saúde, mudando o cenário para homens, mulheres e pessoas trans.

Os dados ajudam a mostrar a dimensão do problema. Segundo análise divulgada com base na comissão da The Lancet, cerca de 2,3 milhões de mulheres morrem prematuramente por câncer a cada ano, e 1,5 milhão dessas vidas poderiam ser salvas com redução de fatores de risco e diagnóstico precoce. Neste artigo, você vai entender como o gênero afeta o risco, a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a vivência do câncer de forma prática e acessível.

Pontos importantes

  • Gênero como fator de risco do câncer envolve mais do que anatomia: inclui sexo biológico, papéis sociais, identidade de gênero e acesso ao cuidado.
  • Homens apresentam maior risco para vários tumores em órgãos compartilhados, e um estudo com 294.100 participantes e 26.693 cânceres incidentes mostrou diferenças importantes entre os sexos.
  • Mulheres também enfrentam maior vulnerabilidade em muitos contextos por desigualdade de gênero, sobrecarga de cuidado, menor autonomia econômica e atraso no autocuidado.
  • Pessoas trans podem ter necessidades específicas de rastreamento oncológico e frequentemente enfrentam barreiras de acesso, estigma e falta de protocolos individualizados.
  • Prevenção, diagnóstico precoce e tratamento funcionam melhor quando profissionais e serviços consideram o gênero de forma ativa.

Gênero é fator de risco para câncer?

Sim. Gênero como fator de risco do câncer é um conceito válido porque o câncer não surge apenas de alterações biológicas isoladas. O risco é moldado pela interação entre corpo, ambiente, comportamento, trabalho, renda, cultura e acesso aos serviços de saúde.

Na prática, isso significa que duas pessoas com idade semelhante podem ter riscos diferentes não só por seus hormônios ou genes, mas também por hábitos de vida, exposições ocupacionais, preconceito, dificuldade de fazer exames e tempo até procurar atendimento.

Diferença entre sexo biológico, gênero e identidade de gênero

Para entender o tema, vale separar três conceitos:

ConceitoO que significaRelação com o câncer
Sexo biológicoCaracterísticas corporais, hormonais e genéticasPode influenciar hormônios, metabolismo, resposta imune e risco de certos tumores
GêneroPapéis, normas e expectativas sociais atribuídas a homens e mulheresAfeta autocuidado, procura por atendimento, exposições e adesão ao tratamento
Identidade de gêneroComo a pessoa se reconhece, como homem, mulher, ambos, nenhum ou outra identidadeImpacta acolhimento, acesso ao rastreamento e adequação das recomendações médicas

Essa distinção é essencial porque, ao falar em gênero como fator de risco do câncer, estamos olhando tanto para a biologia quanto para a vida real.

Como gênero influencia risco, diagnóstico, tratamento e prognóstico

O gênero interfere em toda a jornada oncológica. Ele pode mudar:

  • a exposição a fatores de risco, como tabaco, álcool e agentes ocupacionais;
  • a percepção de sintomas;
  • a rapidez com que a pessoa procura ajuda;
  • o acesso a rastreamento e diagnóstico precoce;
  • a forma como o tratamento é oferecido e compreendido;
  • o impacto emocional, corporal e social da doença.

Por que o tema vai além da biologia

Se o problema fosse apenas biológico, bastaria comparar hormônios e genes. Mas a realidade é mais ampla. Mulheres podem adiar consultas por sobrecarga doméstica e cuidado de terceiros. Homens podem evitar exames por normas de masculinidade que associam prevenção à fragilidade. Pessoas trans podem deixar de buscar atendimento por medo de discriminação.

Por isso, gênero como fator de risco do câncer também é um tema de saúde pública e equidade em saúde.

Como o gênero afeta o risco de desenvolver câncer

Fatores biológicos relacionados ao sexo

Algumas diferenças entre homens e mulheres têm base fisiológica. Elas ajudam a explicar por que certos tumores são mais comuns em um sexo, mesmo quando os fatores de risco clássicos não explicam tudo.

Hormônios sexuais

Hormônios como estrogênio, progesterona e testosterona influenciam tecidos e processos celulares. Isso ajuda a entender, por exemplo, por que exposição hormonal prolongada pode aumentar o risco de alguns cânceres em mulheres, como mama e endométrio, conforme resume o Instituto Vencer o Câncer.

Em mulheres, fatores como menarca precoce, menopausa tardia e algumas formas de terapia hormonal podem alterar o risco em contextos específicos. Já nos homens, a interação hormonal também pode influenciar tumores como o de próstata.

Genética e resposta imune

Genes, cromossomos sexuais e diferenças na resposta do sistema imune também podem influenciar a suscetibilidade ao câncer. Um estudo publicado na revista Cancer encontrou maior risco em homens para 11 tipos de câncer em órgãos compartilhados, e mostrou que fatores de risco conhecidos explicavam apenas parte dessa diferença (estudo original).

Isso sugere que o sexo biológico deve ser considerado como variável relevante em oncologia, e não apenas como dado demográfico.

Diferenças de susceptibilidade entre homens e mulheres

No mesmo estudo, os maiores riscos relativos para homens apareceram em tumores como:

Ao mesmo tempo, homens tiveram menor risco em tumores como tireoide e vesícula biliar (dados do estudo). Isso reforça que gênero como fator de risco do câncer precisa ser analisado junto com o sexo biológico, sem simplificações.

Fatores sociais e comportamentais relacionados ao gênero

A biologia importa, mas não explica tudo. Há padrões sociais de exposição e comportamento que também pesam muito.

Tabagismo, álcool, obesidade e infecções

Esses fatores são relevantes para ambos os sexos, mas seu impacto pode variar. Segundo a síntese baseada na comissão da The Lancet, 1,3 milhão de mulheres morreram em 2020 devido a quatro grandes fatores de risco: tabaco, álcool, obesidade e infecções.

Além disso, a percepção de risco ainda é baixa. No Reino Unido, apenas 19% das mulheres em rastreamento de mama sabiam que o álcool era fator de risco importante.

Exposição ocupacional e ambiental

Homens costumam estar mais presentes em ocupações com exposição a poeiras, combustíveis, solventes, metais e outros carcinógenos. Isso pode contribuir para diferenças em cânceres como bexiga, laringe e esôfago.

Mulheres, por sua vez, podem ter exposições específicas em trabalhos formais e informais, além de contato frequente com produtos domésticos, cosméticos e agentes químicos pouco estudados sob perspectiva de gênero.

Produtos e práticas de uso mais comum entre mulheres

Esse é um campo ainda subexplorado. Alguns especialistas têm chamado atenção para a necessidade de investigar melhor produtos de uso predominante feminino, como certos cosméticos, alisantes e exposições químicas repetidas ao longo da vida.

Não significa que esses produtos causem câncer automaticamente, mas sim que a pesquisa precisa considerar essas diferenças de uso.

Normas de masculinidade e menor prevenção

Muitos homens demoram mais para buscar atendimento, fazem menos consultas preventivas e tendem a minimizar sintomas. Esse padrão pode contribuir para diagnóstico tardio e pior prognóstico.

No caso do câncer de próstata, por exemplo, o medo do exame, a vergonha e a associação entre doença e perda de masculinidade ainda são barreiras importantes.

Sobrecarga feminina e adiamento do autocuidado

Mulheres costumam procurar mais os serviços de saúde do que homens, mas isso não significa cuidado garantido. Muitas adiam exames e consultas por falta de tempo, renda, transporte ou apoio familiar.

A sobrecarga com trabalho doméstico, cuidado de filhos, idosos e parceiros pode atrasar o diagnóstico, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social.

Quais cânceres apresentam diferenças relevantes por gênero

Câncer de mama

O câncer de mama costuma ser associado às mulheres, mas não é exclusivo delas. Pensar em gênero como fator de risco do câncer também exige lembrar de grupos pouco visíveis.

Em mulheres cis

Em mulheres cis, fatores hormonais, idade, história familiar, mutações como BRCA1 e BRCA2, obesidade e consumo de álcool podem influenciar o risco.

Em homens

Homens também podem ter câncer de mama. Os casos representam cerca de 1% do total, segundo conteúdo da Rede Santa Catarina. Como a suspeita costuma ser menor, o diagnóstico pode acontecer mais tarde.

Em pessoas trans

Mulheres trans podem ter risco influenciado pelo uso de estrogênio, enquanto homens trans podem manter algum risco residual mesmo após mastectomia bilateral, devido à possibilidade de tecido mamário remanescente, como destaca a Rede Santa Catarina.

Câncer de próstata e masculinidade

O câncer de próstata tem forte impacto simbólico sobre sexualidade, potência e identidade masculina. Isso pode afetar tanto a prevenção quanto o enfrentamento emocional após o diagnóstico.

A resistência em falar sobre sintomas urinários, medo de exames e vergonha ainda atrasam a busca por avaliação em muitos casos.

Câncer de pulmão e colorretal em mulheres

A discussão sobre câncer em mulheres não deve se limitar a mama e colo do útero. A comissão destacada pela Oncoguia chama atenção para o peso do câncer de pulmão e do colorretal em mulheres, inclusive com mortes prematuras expressivas.

Isso amplia a necessidade de prevenção, informação e rastreamento para além dos tumores tradicionalmente ligados ao aparelho reprodutor.

Câncer de esôfago, laringe, estômago e bexiga em homens

Esses tumores aparecem com incidência significativamente maior em homens em estudos populacionais. Parte da explicação está em comportamento e exposição, mas não toda. Isso reforça a importância de considerar diferenças biológicas e sociais ao mesmo tempo.

Gênero também influencia prevenção e diagnóstico precoce

Barreiras de acesso aos serviços de saúde

Prevenção não depende só de vontade individual. Ela exige consulta, informação, tempo, transporte, acolhimento e continuidade do cuidado.

Quando esses elementos falham, o diagnóstico tende a acontecer mais tarde. Isso vale para homens, mulheres e pessoas trans, embora por motivos diferentes.

Falta de informação e baixa percepção de risco

Muita gente associa câncer apenas a herança genética ou azar. Mas fatores evitáveis têm peso importante. A falta de informação clara dificulta mudanças de comportamento e reduz a adesão ao rastreamento.

Em alguns grupos, ainda existe a falsa ideia de que certos cânceres “não acontecem” com determinado gênero, o que atrasa a suspeita.

Estigma, preconceito e discriminação

Em homens

Entre homens, o estigma costuma aparecer como silêncio, negação do medo e resistência a demonstrar vulnerabilidade. Isso pode atrasar consultas e reduzir adesão ao suporte emocional.

Em mulheres

Entre mulheres, o preconceito pode surgir de forma estrutural, com desvalorização de sintomas, dependência financeira e dificuldade de priorizar a própria saúde.

Em pessoas trans

Pessoas trans frequentemente enfrentam barreiras adicionais, como uso incorreto do nome, falta de acolhimento, desconhecimento profissional e protocolos de rastreamento pouco adaptados. Isso pode afastar o vínculo com o sistema de saúde e aumentar o risco de diagnóstico tardio.

O impacto do gênero no tratamento e no enfrentamento do câncer

Como homens e mulheres vivenciam o adoecimento de forma diferente

Estudos qualitativos brasileiros mostram que o gênero molda a forma de interpretar o diagnóstico, o corpo e a doença. Em pesquisa da Revista Brasileira de Enfermagem, homens e mulheres com câncer colorretal relataram experiências diferentes em relação à vergonha, autonomia e sofrimento.

Efeitos na autoimagem, sexualidade e identidade

Câncer de mama e câncer de próstata têm forte impacto sobre autoimagem e sexualidade. Alterações corporais, cicatrizes, estomas, queda de cabelo, menopausa induzida, disfunção erétil ou infertilidade podem afetar profundamente a identidade e os relacionamentos.

Por isso, o cuidado oncológico não deve se limitar ao tumor. Ele precisa incluir escuta, apoio psicológico e orientação sexual quando necessário.

Estratégias de enfrentamento mais frequentes por gênero

Homens: autocontrole, ação prática, menor verbalização

Homens tendem a relatar mais foco em resolver problemas concretos e menos verbalização do sofrimento. Isso não significa menor dor emocional, mas uma forma diferente de expressá-la.

Mulheres: suporte social, expressão emocional, busca de informação

Mulheres costumam buscar mais apoio social, falar mais sobre sentimentos e procurar mais informações. Esse padrão pode favorecer adesão ao tratamento, mas também vir acompanhado de maior sobrecarga emocional.

Desigualdade de gênero e câncer: um problema de saúde pública

Mulheres como cuidadoras não remuneradas

Mesmo quando adoecem, muitas mulheres seguem exercendo papel de cuidadoras. Isso pode reduzir descanso, adesão ao tratamento e capacidade de comparecer a consultas.

Desigualdade econômica e dificuldade de tratamento

Dependência financeira, trabalho informal e dificuldade de transporte podem atrasar exames, biópsias e terapias. A desigualdade de gênero, portanto, também afeta desfechos clínicos.

Sub-representação feminina na liderança e na pesquisa oncológica

A mesma comissão destacada pela DW aponta que apenas 16% de hospitais, centros de tratamento e institutos de pesquisa no mundo são chefiados por mulheres. Isso pode influenciar prioridades de pesquisa, formulação de políticas e organização do cuidado.

Por que políticas públicas precisam incorporar perspectiva de gênero

Sem olhar para gênero, programas de prevenção e rastreamento podem deixar pessoas para trás. Políticas mais eficazes precisam considerar:

  • diferenças de exposição e comportamento;
  • barreiras econômicas e culturais;
  • acolhimento de pessoas trans;
  • comunicação adequada para diferentes públicos;
  • interseccionalidade com raça, renda, escolaridade e território.

Populações pouco lembradas quando se fala em gênero e câncer

Homens com câncer de mama

Esse grupo ainda enfrenta desinformação e diagnóstico tardio. Nódulo mamário, retração do mamilo e secreção não devem ser ignorados em homens.

Mulheres trans

Mulheres trans precisam de avaliação individualizada conforme anatomia presente, uso de hormônios, idade e histórico familiar. O rastreamento deve ser guiado pelo órgão existente e pelo risco real, não por suposições.

Homens trans

Homens trans podem precisar manter rastreamento de tecidos e órgãos presentes, como mama residual, colo do útero, útero ou ovários, dependendo do caso. O cuidado deve respeitar a identidade de gênero e evitar constrangimento.

Pessoas com risco genético aumentado

Quem tem mutações hereditárias, como BRCA1 e BRCA2, precisa de orientação especializada independentemente do gênero. Em alguns casos, o risco elevado afeta homens, mulheres cis e pessoas trans.

O que dizem os estudos mais importantes sobre gênero e câncer

Comissão da Lancet sobre mulheres, poder e câncer

A comissão resumida pela Oncoguia e pela DW mostra que desigualdade de gênero aumenta risco, dificulta prevenção, atrasa diagnóstico e reduz acesso ao tratamento em mulheres.

Estudos sobre maior incidência de câncer em homens

O estudo publicado em Cancer mostrou que homens têm maior risco em vários tumores compartilhados, e que isso não é explicado apenas por tabagismo, álcool, IMC ou outros fatores clássicos (artigo). Isso fortalece a necessidade de considerar sexo biológico na pesquisa oncológica.

Pesquisas qualitativas sobre enfrentamento do câncer por gênero

Pesquisas qualitativas, como a da SciELO/ReBEN, ajudam a entender algo que números sozinhos não mostram: o câncer também ameaça papéis sociais, autonomia, sexualidade e identidade.

O que fazer na prática para reduzir o risco e melhorar os desfechos

Medidas individuais

Algumas ações práticas ajudam a reduzir o risco e melhorar as chances de diagnóstico precoce:

  • não fumar;
  • evitar ou reduzir álcool;
  • manter peso saudável;
  • praticar atividade física;
  • vacinar-se quando indicado;
  • usar preservativos durante relações sexuais;
  • conhecer histórico familiar;
  • procurar avaliação diante de sintomas persistentes;
  • discutir rastreamento com um profissional de saúde.

Recomendações para profissionais de saúde

Profissionais podem melhorar o cuidado ao:

  • diferenciar sexo biológico, gênero e identidade de gênero;
  • adaptar linguagem e acolhimento;
  • evitar pressupostos sobre corpo, sexualidade ou risco;
  • individualizar rastreamento conforme órgãos presentes e histórico;
  • abordar sofrimento emocional e imagem corporal.

Recomendações para sistemas de saúde e políticas públicas

Serviços e gestores precisam:

  • ampliar acesso ao diagnóstico precoce;
  • reduzir barreiras econômicas e geográficas;
  • capacitar equipes para cuidado sensível a gênero;
  • incluir pessoas trans em protocolos assistenciais;
  • investir em dados e pesquisas com recorte por sexo e gênero.

Perguntas frequentes sobre gênero e câncer

Gênero como fator de risco do câncer significa que o gênero causa câncer?

O gênero não é uma causa direta, mas um dos fatores que afetam a chance de uma pessoa ter câncer. O que acontece é que o gênero influencia exposições, comportamentos, acesso à saúde e diagnóstico, o que pode aumentar ou reduzir o risco e os desfechos.

Homens têm mais risco de câncer do que mulheres?

Depende do tipo de câncer e da faixa etária. Em vários tumores de órgãos compartilhados, homens apresentam risco maior, mas em mulheres jovens a incidência de alguns cânceres tem aumentado de forma importante, como mostram dados da American Cancer Society.

Sexo biológico e gênero são a mesma coisa quando se fala em câncer?

Não. Sexo biológico se refere a características corporais e hormonais, enquanto gênero envolve papéis e normas sociais. Ambos podem influenciar o câncer, mas por mecanismos diferentes.

Desigualdade de gênero pode aumentar o risco de câncer em mulheres?

Sim. A desigualdade pode dificultar a prevenção, reduzir o acesso a exames, atrasar o diagnóstico e limitar o tratamento adequado, como destaca a Oncoguia.

Pessoas trans precisam de rastreamento oncológico específico?

Precisam de rastreamento individualizado. A recomendação depende dos órgãos presentes, do uso de hormônios, da idade, do histórico familiar e de cirurgias já realizadas.

O gênero influencia o tratamento e a sobrevivência no câncer?

Sim. O gênero pode afetar adesão, acolhimento, tempo até o diagnóstico, comunicação com a equipe e suporte social, todos fatores que impactam o tratamento e o prognóstico.

Mulheres procuram mais prevenção e mesmo assim podem ter diagnóstico tardio?

Podem. Isso acontece porque procurar mais o sistema de saúde não elimina barreiras como sobrecarga doméstica, dificuldade financeira, filas, desinformação e subvalorização de sintomas.

Homens com câncer de mama existem mesmo?

Sim. Embora sejam minoria, homens também podem desenvolver câncer de mama e muitas vezes recebem o diagnóstico mais tarde por baixa suspeita clínica e social.

O câncer afeta sexualidade e identidade de forma diferente conforme o gênero?

Afeta, sim. Mudanças corporais e funcionais podem ser percebidas de maneiras diferentes por homens, mulheres e pessoas trans, influenciando autoestima, relacionamentos e qualidade de vida.

Como conversar com o médico sobre gênero como fator de risco do câncer?

Vale perguntar quais exames e cuidados fazem sentido para o seu corpo, histórico familiar, idade, uso de hormônios e estilo de vida. Também é importante informar sintomas persistentes e pedir orientações de prevenção e rastreamento adequadas ao seu caso.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 14/04/2025 | Atualização: 26/04/2026

Pesquisa Clínica

Novos tratamentos e medicamentos, com segurança e eficácia, de forma gratuita. Conheça.

Artigos relacionados

Acesse outros artigos sobre o Câncer.

Busque novas possibilidades de tratamento

Se você busca novas opções de tratamento para si ou para alguém próximo, encontre aqui estudos clínicos com recrutamento aberto. Participar é uma forma de acessar novos tratamentos e contribuir com a evolução da medicina.

Lei nº 14.874/24: Apoiamos avanços para fortalecer a pesquisa clínica no Brasil.