O que é câncer de pâncreas?

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

Câncer de pâncreas é um tumor maligno que se desenvolve no pâncreas, órgão localizado atrás do estômago e responsável por produzir enzimas da digestão e hormônios como a insulina.

Embora represente cerca de 2% de todos os cânceres e 4% das mortes por câncer no Brasil, ele merece atenção especial porque, segundo o INCA, esse tumor ocupa a 9ª posição entre os tipos mais frequentes, sem considerar o câncer de pele não melanoma, e estimativas recentes apontam cerca de 13.240 novos casos por ano entre 2026 e 2028.

Neste artigo, você vai entender de forma clara onde fica o pâncreas, qual é sua função, como o câncer de pâncreas surge, quais são os tipos mais comuns, os principais sintomas, fatores de risco, exames usados no diagnóstico e um panorama resumido sobre tratamento, cura e prevenção.

Pontos importantes

  • O câncer de pâncreas é um tumor maligno que pode surgir na cabeça, corpo ou cauda do pâncreas, sendo mais comum na cabeça do órgão.
  • O adenocarcinoma pancreático representa mais de 90% dos casos.
  • Nos estágios iniciais, a doença pode não causar sintomas claros, o que dificulta o diagnóstico precoce.
  • Sinais como icterícia, dor abdominal, dor nas costas, perda de peso e diabetes de início recente merecem investigação.
  • A cirurgia é a principal opção com potencial curativo, mas isso depende do estágio em que o tumor é descoberto.

O que é câncer de pâncreas?

Quando falamos em o que é câncer de pâncreas, estamos nos referindo ao crescimento descontrolado de células anormais no pâncreas. Essas células podem invadir tecidos vizinhos e se espalhar para outras partes do corpo, como fígado, peritônio, pulmões e linfonodos.

O câncer de pâncreas é considerado uma doença desafiadora porque o órgão fica em uma região profunda do abdome. Isso faz com que tumores pequenos passem despercebidos e não causem sintomas logo no começo.

Do ponto de vista médico, o câncer de pâncreas corresponde ao CID-10 C25. A maioria dos casos ocorre em pessoas mais velhas, e o INCA informa que a maior parte é diagnosticada após os 65 anos.

O que é câncer de pâncreas?
Localização do pâncreas.
O que é câncer de pâncreas?
Anatomia do pâncreas com visão do órgão ampliada. Ducto biliar

Onde fica o pâncreas e qual é a sua função?

O pâncreas é um órgão alongado localizado atrás do estômago, em uma região chamada de retroperitônio. Ele é dividido em cabeça, corpo e cauda. A cabeça fica mais próxima do duodeno, que é a primeira parte do intestino delgado, e a cauda fica próxima do estômago e baço.

Esse órgão tem duas funções principais: endócrina e exócrina. Entender isso ajuda a compreender por que o câncer de pâncreas pode afetar tanto a digestão quanto o controle da glicose.

Função endócrina

A função endócrina está relacionada à produção de hormônios, como insulina e glucagon. Eles ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.

Por isso, em alguns casos, alterações repentinas no diabetes ou o surgimento de diabetes após os 50 ou 60 anos podem chamar a atenção para um possível problema pancreático.

Função exócrina

A função exócrina é a produção de enzimas digestivas. Essas substâncias são liberadas no intestino para ajudar na digestão de gorduras, proteínas e carboidratos.

Quando o pâncreas não funciona bem, a pessoa pode ter má digestão, perda de peso, fezes alteradas (diarreicas, amareladas, mal cheirosas) e deficiências nutricionais.

O que é câncer de pâncreas?
Crescimento local do câncer de pâncreas. Note que o câncer, ao crescer, passa a penetrar o tecido pancreático até chegar à cápsula que reveste o órgão e à gordura ao seu redor, seguido de invasão de estruturas vizinhas e linfonodos próximos.
O que é câncer de pâncreas?
Crescimento à distância do câncer de pâncreas. Note que o câncer pode comprometer o fígado, o peritônio, os pulmões e a pleura.

Como o câncer de pâncreas se desenvolve?

Em geral, o câncer de pâncreas se forma quando células do órgão acumulam alterações genéticas e passam a se multiplicar sem controle. Com o tempo, elas podem formar um tumor.

No tipo mais comum, o tumor se origina nos ductos pancreáticos, que são pequenos canais por onde passam secreções digestivas. À medida que cresce, ele pode comprimir estruturas vizinhas, como o ducto biliar, causando icterícia.

Além disso, o tumor pancreático pode se espalhar por continuidade para órgãos próximos, pela corrente sanguínea ou pelos vasos linfáticos. Isso ajuda a explicar por que, em muitos casos, o diagnóstico acontece quando a doença já ultrapassou o pâncreas.

Quais são os principais tipos de câncer de pâncreas?

Existem diferentes tipos de câncer no pâncreas, e eles não se comportam da mesma forma.

Adenocarcinoma pancreático

O adenocarcinoma pancreático, também chamado de adenocarcinoma ductal, é o tipo mais comum. Segundo o INCA, ele representa mais de 90% dos casos.

Esse é o subtipo que normalmente as pessoas querem dizer quando pesquisam o que é câncer de pâncreas. Ele costuma ser mais agressivo e frequentemente surge na cabeça do pâncreas.

Tumores neuroendócrinos pancreáticos

Os tumores neuroendócrinos pancreáticos são menos comuns. Eles surgem nas células que produzem hormônios e podem ter comportamento muito variável.

Alguns crescem lentamente, enquanto outros são malignos e mais agressivos. Em certos casos, podem produzir hormônios em excesso e provocar sintomas específicos, como episódios de hipoglicemia, rubor facial matinal e diarreia líquida volumosa.

Outros tumores pancreáticos raros

Há ainda tumores pancreáticos raros, como carcinomas escamosos, indiferenciados e outras neoplasias incomuns. Embora sejam menos frequentes, o diagnóstico correto é importante porque o tratamento pode mudar conforme o subtipo.

Quem tem mais risco de desenvolver câncer de pâncreas?

Nem toda pessoa com fator de risco terá a doença. Ainda assim, conhecer esses fatores ajuda na prevenção e na atenção aos sinais.

Fatores de risco modificáveis

São aqueles sobre os quais é possível agir.

Tabagismo

O cigarro é um dos fatores mais importantes. Parar de fumar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de vários tipos de câncer, incluindo o pancreático. A cartilha da SBOC sobre prevenção e controle do câncer reforça a importância de evitar o tabaco.

Obesidade e sedentarismo

Excesso de peso e falta de atividade física estão associados a maior risco de câncer de pâncreas. Manter um peso saudável ajuda a reduzir inflamação, resistência à insulina e outros mecanismos ligados ao surgimento de tumores.

Alimentação inadequada

Uma dieta pobre em alimentos in natura e rica em ultraprocessados pode contribuir para ganho de peso e piora metabólica. O ideal é priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas de boa qualidade.

Consumo de álcool

O álcool, especialmente em excesso, pode favorecer pancreatite crônica e outros danos ao pâncreas. Indiretamente, isso pode aumentar o risco em algumas pessoas.

Diabetes

O diabetes é um fator de risco conhecido, mas também pode ser consequência do tumor. Essa relação é complexa e importante.

Em especial, diabetes de início recente em pessoas mais velhas, sem explicação clara, pode ser um sinal de alerta. Alguns conteúdos clínicos relatam frequência elevada de diabetes diagnosticado pouco antes do tumor pancreático, embora esse dado deva sempre ser interpretado com cautela e no contexto médico.

Geralmente o diabetes tipo 2 acompanha sobrepeso e obesidade, portanto casos de diabetes de início recente, acima dos 50 anos, associados a perda de peso importante pode também ser um sinal para buscar uma investigação.

Pancreatite crônica

A inflamação crônica do pâncreas aumenta o risco ao longo do tempo. Pessoas com pancreatite crônica precisam de acompanhamento regular.

Exposição ocupacional a agentes químicos

Algumas exposições ocupacionais também são investigadas como fator de risco, como contato com solventes e determinados compostos químicos. Entre os exemplos citados em literatura clínica estão tetracloroetileno, estireno, cloreto de vinila, epicloridrina, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e alguns agrotóxicos.

Fatores de risco não modificáveis

São aqueles que não podem ser alterados, mas ajudam a identificar grupos que merecem mais atenção.

Idade avançada

O câncer de pâncreas é mais comum com o envelhecimento. O INCA destaca que a maioria dos casos ocorre após os 65 anos.

Histórico familiar

Ter parentes de primeiro grau com câncer de pâncreas pode aumentar o risco. Nesses casos, vale discutir com o médico se há necessidade de avaliação especializada.

Síndromes genéticas hereditárias

Entre 10% e 15% dos casos podem estar associados a fatores hereditários, segundo conteúdo clínico de referência nacional. Algumas síndromes merecem destaque.

BRCA1, BRCA2 e PALB2

Mutações nesses genes, mais lembradas em câncer de mama e ovário, também podem aumentar o risco de câncer de pâncreas.

Síndrome de Peutz-Jeghers

É uma síndrome hereditária rara que eleva o risco de vários tumores, inclusive pancreáticos.

Síndrome de Lynch

Relacionada principalmente a câncer colorretal e de endométrio, também pode aumentar o risco pancreático.

FAMMM

A síndrome do melanoma múltiplo familiar atípico pode ter associação com câncer de pâncreas em algumas famílias.

Pancreatite hereditária

Pessoas com pancreatite hereditária apresentam risco aumentado ao longo da vida e costumam precisar de seguimento mais próximo.

Quais são os sintomas do câncer de pâncreas?

Um dos pontos centrais ao explicar o que é câncer de pâncreas é entender que ele pode ser silencioso no começo. Por isso, os sintomas costumam aparecer quando o tumor já cresceu ou bloqueou estruturas importantes.

Sintomas mais comuns

Os sintomas do câncer de pâncreas podem incluir:

  • pele e olhos amarelados
  • dor abdominal
  • dor nas costas
  • perda de peso sem causa aparente
  • falta de apetite
  • náuseas
  • fraqueza
  • fadiga
  • alterações digestivas
  • urina escura

Nem todo paciente terá todos esses sinais. Além disso, esses sintomas também podem ocorrer em outras doenças, o que reforça a necessidade de avaliação médica.

Sinais de alerta que merecem investigação

Icterícia

A icterícia é o amarelamento da pele e dos olhos. Ela costuma acontecer quando um tumor na cabeça do pâncreas comprime o canal da bile.

Esse é um dos sinais mais clássicos e costuma levar a pessoa a procurar atendimento.

Dor abdominal e dor nas costas

A dor pode surgir na parte superior do abdome e irradiar para as costas. Às vezes é contínua, às vezes piora após comer ou ao deitar.

Perda de peso e falta de apetite

Perda de peso involuntária sempre merece atenção. No câncer de pâncreas, ela pode ocorrer por redução do apetite, inflamação, má digestão e maior gasto energético do organismo.

Náuseas e alterações digestivas

O tumor pode atrapalhar a digestão e causar enjoos, sensação de estômago cheio, desconforto abdominal e mudanças no hábito intestinal.

Fraqueza e fadiga

Cansaço persistente e queda no estado geral também são queixas frequentes, embora inespecíficas.

Urina escura

A urina pode ficar escura quando há aumento da bilirrubina no sangue, o que também ocorre em casos de obstrução biliar.

Diabetes pode ser sinal de câncer de pâncreas?

Sim, em alguns casos. O diabetes de início recente, especialmente em pessoas acima dos 50 anos e acompanhado de perda de peso ou outros sintomas digestivos, pode ser um sinal de alerta.

Isso não significa que todo diabetes novo seja câncer de pâncreas. A grande maioria não é. Mas quando o quadro aparece de forma inesperada, vale investigar com o médico.

Como é feito o diagnóstico do câncer de pâncreas?

O diagnóstico do câncer de pâncreas costuma envolver uma combinação de consulta clínica, exames de imagem, exames laboratoriais e, em alguns casos, biópsia.

Avaliação clínica inicial

O médico começa avaliando sintomas, histórico familiar, presença de diabetes, tabagismo, pancreatite e outros fatores de risco. O exame físico pode mostrar sinais como icterícia, emagrecimento e dor abdominal.

Exames de imagem

Os exames de imagem são fundamentais para localizar o tumor, avaliar seu tamanho e verificar se houve disseminação.

Tomografia computadorizada

A tomografia de abdômen com protocolo para pâncreas é um dos principais exames. Ela ajuda a definir a relação do tumor com vasos sanguíneos e a avaliar se ele pode ser operado.

Ressonância magnética

A ressonância pode complementar a tomografia, principalmente em casos duvidosos ou para estudar melhor fígado, vias biliares e cistos pancreáticos.

Ultrassonografia e ecoendoscopia

A ultrassonografia abdominal pode ser o primeiro exame em alguns casos, mas nem sempre visualiza bem o pâncreas. Já a ecoendoscopia é mais detalhada e pode permitir coleta de material para biópsia.

PET-Scan

O PET-Scan não é usado em todos os casos, mas pode ser útil em situações selecionadas para avaliar a extensão da doença.

Exames laboratoriais e marcadores tumorais

Exames de sangue ajudam a avaliar o estado geral e podem complementar a investigação.

CA 19-9

O CA 19-9 é o marcador tumoral mais conhecido no câncer de pâncreas. Ele pode estar elevado, mas tem limitações importantes.

Ele não serve sozinho para fechar o diagnóstico, porque pode aumentar em outras doenças e também pode estar normal em alguns pacientes com câncer.

CEA

O CEA é outro marcador que pode ser solicitado, mas também não confirma a doença isoladamente.

Quando a biópsia é necessária?

A biópsia é importante para confirmar o diagnóstico em muitos casos, especialmente quando será feito tratamento com quimioterapia, radioterapia ou terapia-alvo antes da cirurgia.

Em algumas situações, se o tumor parece claramente ressecável e a equipe já planeja operar, a biópsia pode não ser obrigatória antes do procedimento. Essa decisão depende da avaliação de especialistas.

Como funciona o estadiamento?

O estadiamento mostra o quanto a doença se espalhou. De forma simplificada, o tumor pode ser classificado como:

SituaçãoO que significa
RessecávelPode ser removido com cirurgia
Borderline ressecávelPode exigir tratamento antes da cirurgia
Localmente avançadoAtinge estruturas importantes e geralmente não pode ser operado de início
MetastáticoJá se espalhou para outros órgãos

Essa classificação orienta o tratamento e ajuda a estimar o prognóstico.

Quais são os tratamentos para câncer de pâncreas?

O tratamento do câncer de pâncreas depende do tipo de tumor, do estágio, da condição clínica da pessoa e da presença ou não de metástases.

Cirurgia

A cirurgia é a principal opção com potencial curativo quando o tumor ainda está localizado e pode ser removido completamente.

Quando o tumor é ressecável

O tumor é considerado ressecável quando não invade vasos importantes de forma extensa e não há metástases detectáveis. Nesses casos, a cirurgia pode ser indicada logo no início ou após tratamento pré-operatório.

Cirurgia de Whipple

A cirurgia de Whipple é usada principalmente para tumores na cabeça do pâncreas. É um procedimento complexo que pode envolver retirada de parte do pâncreas, duodeno, vesícula biliar e outras estruturas próximas.

Pancreatectomia distal

A pancreatectomia distal costuma ser indicada para tumores no corpo e na cauda do pâncreas. Em alguns casos, o baço também é retirado.

Quimioterapia

A quimioterapia pode ser usada antes da cirurgia, depois da cirurgia ou como tratamento principal quando a doença está avançada. O objetivo varia entre reduzir o tumor, diminuir o risco de recaída e controlar a progressão.

Radioterapia

A radioterapia pode ser indicada em situações selecionadas, especialmente para controle local da doença, alívio de sintomas ou como parte do tratamento combinado.

Terapia-alvo

A terapia-alvo é usada em casos específicos, geralmente quando testes moleculares identificam alterações genéticas que podem ser tratadas com medicamentos direcionados. Um exemplo são os inibidores de KRAS, um grande avanço atual na área de medicina de precisão contra o câncer de pâncreas.

Cuidados paliativos

Cuidados paliativos não significam fim de tratamento. Eles servem para controlar dor, náuseas, obstrução biliar, perda de peso e outros sintomas, melhorando a qualidade de vida em qualquer fase da doença.

Câncer de pâncreas tem cura?

Sim, o câncer de pâncreas tem cura em alguns casos, principalmente quando é diagnosticado cedo e pode ser removido por cirurgia.

Quando há chance de cura

A melhor chance de cura costuma ocorrer quando o tumor está restrito ao pâncreas e é totalmente ressecável. Mesmo assim, o tratamento geralmente envolve acompanhamento próximo e, muitas vezes, quimioterapia complementar.

Por que o diagnóstico precoce faz diferença

Como a doença costuma ser silenciosa, muitos pacientes recebem o diagnóstico em fase avançada. Conteúdos clínicos apontam que apenas cerca de 20% a 30% dos pacientes têm doença ainda restrita ao pâncreas no momento do diagnóstico.

Isso ajuda a explicar por que o prognóstico costuma ser desafiador. Quanto mais cedo o tumor é identificado, maiores são as possibilidades de tratamento com intenção curativa.

É possível prevenir o câncer de pâncreas?

Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas medidas ajudam a reduzir o risco.

Hábitos que ajudam a reduzir o risco

As principais orientações incluem:

  • não fumar
  • manter peso saudável
  • praticar atividade física regularmente
  • evitar excesso de álcool
  • controlar diabetes quando presente
  • adotar alimentação equilibrada

Essas medidas não garantem prevenção absoluta, mas fazem diferença para a saúde como um todo.

Quando considerar aconselhamento genético

Pessoas com forte histórico familiar de câncer de pâncreas ou com casos de síndromes hereditárias na família devem conversar com um especialista. O aconselhamento genético pode indicar se há necessidade de testes e acompanhamento específico.

Acompanhamento de cistos pancreáticos e grupos de alto risco

Algumas pessoas de alto risco podem precisar de vigilância com exames como ressonância e ecoendoscopia em centros especializados. Isso vale especialmente para quem tem mutações hereditárias ou vários parentes afetados.

Esse tipo de rastreamento não é indicado para toda a população. Ele é reservado para grupos selecionados, com avaliação individualizada.

Perguntas frequentes sobre câncer de pâncreas

O que é câncer de pâncreas e por que ele é considerado silencioso?

É um tumor maligno que se forma no pâncreas. Ele é considerado silencioso porque, no início, muitas vezes não provoca sintomas claros ou específicos.

Quais são os primeiros sinais de câncer de pâncreas?

Os primeiros sinais podem incluir icterícia, dor abdominal, dor nas costas, perda de peso, falta de apetite e cansaço. Nem sempre eles aparecem cedo, por isso a investigação médica é importante.

Dor nas costas pode ser câncer de pâncreas?

Pode, especialmente quando vem acompanhada de dor abdominal, emagrecimento ou alterações digestivas. Mas dor nas costas é comum em muitas outras condições, então não indica câncer sozinha.

Diabetes recente pode indicar câncer de pâncreas?

Em alguns casos, sim. Diabetes de início recente, principalmente após os 50 anos e associado a perda de peso, pode ser um sinal que merece avaliação médica.

Qual exame detecta câncer de pâncreas?

A tomografia computadorizada com protocolo para pâncreas é um dos exames mais importantes. Dependendo do caso, também podem ser usados ressonância, ecoendoscopia, exames de sangue e biópsia.

Câncer de pâncreas tem cura?

Tem chance de cura quando é detectado precocemente e pode ser retirado por cirurgia. Em fases avançadas, o foco costuma ser controlar a doença e os sintomas.

Quem tem mais risco de câncer de pâncreas?

Pessoas mais velhas, fumantes, indivíduos com obesidade, diabetes, pancreatite crônica, histórico familiar ou síndromes genéticas hereditárias têm risco maior.

O adenocarcinoma pancreático é o mesmo que câncer de pâncreas?

O adenocarcinoma pancreático é o tipo mais comum de câncer de pâncreas, mas não é o único. Também existem tumores neuroendócrinos e outros subtipos raros.

O que é cirurgia de Whipple no tratamento do câncer de pâncreas?

É uma cirurgia complexa indicada principalmente para tumores localizados na cabeça do pâncreas. Ela remove o tumor junto com estruturas vizinhas para tentar controlar a doença.

Como prevenir o câncer de pâncreas?

As principais medidas são não fumar, manter peso saudável, praticar atividade física, ter alimentação equilibrada e controlar fatores metabólicos. Em famílias de alto risco, o aconselhamento genético também pode ser importante.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 21/04/2025 | Atualização: 14/07/2026

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