O que é câncer de fígado

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

Câncer de fígado é o nome dado ao crescimento desordenado de células no fígado, formando um tumor maligno nesse órgão. Esse câncer pode começar no próprio fígado (tumor primário), ou surgir de outro órgão e se espalhar para ele (metástase).

O impacto da doença é grande. O câncer de fígado está associado a cerca de 870 mil novos casos por ano no mundo e aproximadamente 700 mil mortes anuais. No Brasil, o INCA estima cerca de 12.350 novos casos por ano no triênio 2026-2028.

Entender a doença faz diferença porque o fígado é um órgão vital, responsável por funções como metabolizar substâncias, produzir bile, armazenar energia e participar da coagulação do sangue. Ao longo deste artigo, você vai descobrir o que é câncer de fígado, quais são os principais tipos, sintomas, fatores de risco, exames usados no diagnóstico e as opções de tratamento e prevenção.

Pontos importantes

  • O câncer de fígado pode ser primário, quando começa no fígado, ou metastático, quando vem de outro órgão.
  • O tipo mais comum é o carcinoma hepatocelular, também chamado de hepatocarcinoma.
  • A doença pode não causar sintomas no início, o que reforça a importância do acompanhamento em grupos de risco.
  • Entre os principais fatores de risco estão hepatite B, hepatite C, cirrose, álcool, gordura no fígado, obesidade e diabetes.
  • O diagnóstico costuma envolver exames de sangue, ultrassonografia, tomografia, ressonância e, em alguns casos, biópsia.

O que é câncer de fígado?

Quando alguém pergunta o que é câncer de fígado, a resposta mais simples é: trata-se de uma neoplasia maligna que se desenvolve no fígado a partir de células que passaram a se multiplicar sem controle. Esse crescimento anormal pode comprometer o funcionamento do órgão e afetar outras partes do corpo.

O câncer de fígado também pode ser chamado de câncer hepático. Dependendo da célula de origem, ele recebe nomes mais específicos, como carcinoma hepatocelular ou hepatocarcinoma.

Anatomia do fígado
Anatomia do fígado com visão do órgão ampliada.

O que o fígado faz no organismo

Antes de entender a doença, vale lembrar por que o fígado é tão importante. Ele participa de várias funções essenciais para a vida, como:

  • filtrar e metabolizar substâncias do sangue
  • ajudar na digestão por meio da produção de bile
  • armazenar glicogênio, uma forma de energia
  • produzir proteínas importantes para a coagulação
  • ajudar no processamento de medicamentos e toxinas

Por isso, quando há um tumor hepático, o impacto pode ir além da presença do câncer em si. O problema pode afetar também a capacidade do fígado de cumprir tarefas básicas do organismo.

Como o câncer de fígado se desenvolve

O câncer surge quando células sofrem alterações genéticas e passam a crescer de forma desorganizada. No fígado, isso costuma acontecer com mais frequência em um órgão que já sofreu agressões crônicas, como inflamação prolongada, cirrose ou acúmulo de gordura.

Em muitos casos, o tumor aparece após anos de lesão hepática. Isso ajuda a explicar por que pessoas com hepatite viral crônica, cirrose ou doença hepática gordurosa precisam de acompanhamento médico regular.

Crescimento local do câncer de fígado
Crescimento local do câncer de fígado. Note que o câncer, ao crescer, passa a invadir outras áreas do fígado.

Diferença entre câncer de fígado primário e metastático

Esse é um dos pontos mais importantes para quem busca saber o que é câncer de fígado. Nem todo tumor encontrado no fígado começou ali.

O câncer de fígado primário nasceu no próprio órgão. Já o tumor metastático no fígado começou em outro local, como intestino, mama, pulmão ou pâncreas, e depois se espalhou. O INCA destaca essa diferença, que é fundamental porque diagnóstico, tratamento e prognóstico podem mudar bastante.

Crescimento à distância do câncer de fígado
Crescimento à distância do câncer de fígado. Note que o câncer pode comprometer os linfonodos, pulmões, pleuras, peritônio e ossos.

Principais nomes usados para a doença

Câncer hepático

É um termo mais amplo e popular para se referir ao câncer que afeta o fígado.

Anatomia do fígado com destaque para os hepatócitos
Anatomia do fígado com visão do órgão ampliada.

Carcinoma hepatocelular

É o tipo mais comum de câncer primário do fígado em adultos. Surge nos hepatócitos, que são as principais células do fígado.

Hepatocarcinoma

É outro nome usado para o carcinoma hepatocelular. Na prática, costuma significar a mesma doença.

Quais são os tipos de câncer de fígado?

Existem diferentes tipos de câncer de fígado, e conhecer essa divisão ajuda a entender por que os tratamentos variam de um caso para outro.

Carcinoma hepatocelular

É o tipo mais frequente em adultos. Surge nos hepatócitos e está fortemente associado a doenças crônicas do fígado, como hepatites virais, cirrose e esteatose hepática avançada.

Colangiocarcinoma intra-hepático

Esse tumor se desenvolve nos ductos biliares dentro do fígado. Os ductos biliares são canais que transportam a bile. Como a origem celular é diferente, o tratamento também pode seguir outra estratégia.

Variante fibrolamelar

É uma forma rara de carcinoma hepatocelular. Pode aparecer em pessoas mais jovens e, em alguns casos, tem comportamento diferente do tipo clássico.

Angiossarcoma hepático

É um tumor raro e agressivo, originado nos vasos sanguíneos do fígado. Pode estar relacionado à exposição a substâncias tóxicas específicas.

Hepatoblastoma

É um tumor raro mais comum em crianças, especialmente nos primeiros anos de vida.

Tumores metastáticos no fígado

Embora não sejam câncer de fígado primário, são tumores muito encontrados nesse órgão. Isso acontece porque o fígado recebe grande volume de sangue e pode ser local de implantação de células tumorais vindas de outros órgãos.

Quais são as causas e fatores de risco do câncer de fígado?

As causas do câncer de fígado e os fatores de risco para câncer de fígado estão muito ligados a doenças hepáticas crônicas. Isso não significa que toda pessoa com esses fatores desenvolverá a doença, mas o risco aumenta.

Hepatite B e hepatite C

As hepatites virais crônicas estão entre os principais fatores de risco. Elas causam inflamação persistente no fígado e podem levar à cirrose e, com o tempo, ao câncer.

A hepatite B tem prevenção por vacina, o que torna a imunização uma medida muito importante de saúde pública.

Cirrose hepática

A cirrose ocorre devido a um processo de inflamação crônica e persistente do fígado, causando uma fibrose no órgão e levando a prejuízos no seu funcionamento. Pode ocorrer devido a hepatites virais, álcool, gordura no fígado e outras doenças. Quanto mais comprometido o órgão, maior o risco de surgimento de um tumor.

Consumo excessivo de álcool

O uso crônico e excessivo de álcool pode causar inflamação, fibrose e cirrose. Esse processo aumenta o risco de câncer hepático.

Gordura no fígado e esteatose

A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, pode evoluir para inflamação e fibrose em parte dos pacientes. Hoje, esse fator ganha cada vez mais relevância, especialmente em pessoas com síndrome metabólica.

Obesidade e diabetes

Obesidade e diabetes aumentam o risco de doença hepática gordurosa e inflamação crônica. Indiretamente, isso pode favorecer o desenvolvimento do câncer de fígado.

Exposição a toxinas e aflatoxinas

Algumas substâncias químicas estão associadas a tumores hepáticos raros ou ao aumento do risco de câncer, como aflatoxinas, arsênico e cloreto de vinila.

Doenças hereditárias

Algumas doenças genéticas também elevam o risco.

Hemocromatose

Na hemocromatose, o corpo acumula ferro em excesso, inclusive no fígado, o que pode causar lesão crônica.

Doença de Wilson

É uma condição hereditária em que há acúmulo de cobre no organismo, incluindo o fígado.

Uso de anabolizantes e outros fatores menos comuns

O uso inadequado de esteroides anabolizantes e outras exposições menos frequentes também pode estar relacionado a alterações hepáticas e tumores em situações específicas.

Quais são os sintomas do câncer de fígado?

Os sintomas de câncer no fígado podem variar bastante. Em fases iniciais, o tumor pode não causar nenhum sinal claro.

Por que a doença pode ser silenciosa no início

O fígado tem grande capacidade funcional e, em muitos casos, continua trabalhando mesmo com alterações importantes. Por isso, o câncer de fígado pode crescer por um tempo sem provocar sintomas perceptíveis.

Esse é um dos motivos pelos quais pessoas de alto risco precisam de vigilância médica, mesmo quando se sentem bem.

Sinais e sintomas mais comuns

Entre os sintomas mais relatados estão:

Dor abdominal do lado direito

Pode surgir como desconforto ou dor persistente na parte superior direita do abdome.

Perda de peso e perda de apetite

Emagrecimento sem causa aparente e falta de vontade de comer merecem investigação.

Náuseas, vômitos e fadiga

São sintomas inespecíficos, mas podem aparecer conforme a doença avança.

Icterícia

Icterícia é quando a pele e os olhos ficam amarelados. Isso acontece por aumento da bilirrubina no sangue.

Ascite e aumento abdominal

Ascite é o acúmulo de líquido na barriga. O paciente pode notar inchaço abdominal ou sensação de peso.

Massa palpável

Em alguns casos, pode haver sensação de caroço ou aumento do fígado ao exame físico.

Fezes claras e urina escura

Essas alterações podem indicar problema no fluxo da bile e devem ser avaliadas.

Como é feito o diagnóstico do câncer de fígado?

O diagnóstico do câncer de fígado combina histórico clínico, exames laboratoriais e métodos de imagem. Nem todo paciente precisa de biópsia.

Avaliação clínica e histórico do paciente

O médico investiga sintomas, doenças hepáticas prévias, consumo de álcool, presença de hepatite B ou C e outras condições de risco.

Exames de sangue

Os exames laboratoriais ajudam a avaliar tanto a função do fígado quanto a suspeita de tumor.

Função hepática

São analisadas enzimas hepáticas, bilirrubinas, albumina e testes de coagulação, entre outros parâmetros.

Alfa-fetoproteína (AFP)

A AFP, ou alfa-fetoproteína, é um marcador que pode estar elevado em alguns casos de carcinoma hepatocelular. Ela pode ajudar na investigação, mas não confirma o diagnóstico sozinha.

Exames de imagem

Os exames de imagem são essenciais para localizar o tumor, avaliar tamanho, número de lesões e relação com vasos sanguíneos.

Ultrassonografia

Muitas vezes é o primeiro exame, especialmente em acompanhamento de pessoas com cirrose ou hepatite crônica.

Tomografia computadorizada

Ajuda a caracterizar melhor a lesão e o estágio da doença.

Ressonância magnética

É um exame muito útil para detalhar o fígado e diferenciar tipos de lesão.

Angiografia

Pode ser usada em situações específicas, principalmente no planejamento terapêutico.

Quando a biópsia é necessária

A biópsia hepática pode ser indicada quando a imagem não é conclusiva ou quando é necessário confirmar o tipo do tumor. Em alguns casos, a combinação de histórico, exames e padrão radiológico já permite fechar o diagnóstico sem biópsia.

CID-10 do câncer de fígado

C22

O código CID-10 C22 é usado para classificar neoplasias malignas do fígado e vias biliares intra-hepáticas.

O câncer de fígado tem cura?

Muita gente que pesquisa o que é câncer de fígado quer saber também sobre as chances de cura. A resposta é: sim, em boa parte dos casos há possibilidade de cura, principalmente quando o tumor é descoberto cedo e ainda está restrito ao fígado.

Quando há chance de cura

As maiores chances de cura costumam ocorrer quando o tumor pode ser retirado por cirurgia, tratado com transplante ou destruído localmente em fases iniciais.

Fatores que influenciam o prognóstico

O prognóstico não depende apenas do tumor. O estado do fígado também pesa muito na decisão médica.

Estágio da doença

Tumores pequenos e localizados têm melhor perspectiva do que tumores avançados ou com disseminação.

Função do fígado

Mesmo que o tumor seja tratável, um fígado muito comprometido pela cirrose pode limitar as opções.

Tipo do tumor

O comportamento varia conforme o subtipo, como carcinoma hepatocelular, colangiocarcinoma ou tumores raros.

Estado geral do paciente

Idade, outras doenças e condição clínica influenciam no tratamento e nos resultados.

Como é o tratamento do câncer de fígado?

Os tratamentos para câncer de fígado variam conforme o estágio, o tipo do tumor e a saúde do fígado.

Cirurgia

Quando possível, a retirada da parte do fígado com tumor pode ser uma opção curativa.

Transplante de fígado

Em casos selecionados, o transplante trata ao mesmo tempo o tumor e a doença hepática de base.

Ablação

A ablação destrói o tumor por calor, frio ou outras técnicas. Indicada geralmente em lesões pequenas.

Embolização e quimioembolização

Esses procedimentos bloqueiam o suprimento de sangue do tumor. Em alguns casos, associam medicamentos diretamente na área tratada.

Radioterapia

Pode ser indicada em situações específicas para controle local da doença.

Quimioterapia

Nem sempre é a principal estratégia no carcinoma hepatocelular, mas pode ser usada em alguns tipos de tumor ou contextos clínicos.

Terapia-alvo

São medicamentos que agem em mecanismos específicos das células cancerosas.

Imunoterapia

A imunoterapia estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater o tumor. Usada principalmente quando a doença está avançada.

Tratamento conforme estágio e tipo celular de origem

O tipo celular de origem influencia a escolha terapêutica. Além disso, alguns pacientes podem se beneficiar de pesquisa clínica e abordagens de medicina personalizada, especialmente em centros especializados.

Como prevenir o câncer de fígado?

A prevenção do câncer de fígado está muito ligada à proteção do fígado ao longo da vida.

Vacinação contra hepatite B

A vacina contra hepatite B é uma das medidas mais eficazes de prevenção.

Prevenção e tratamento das hepatites virais

Usar preservativo, não compartilhar agulhas, lâminas ou objetos perfurocortantes e buscar diagnóstico e tratamento das hepatites reduz o risco.

Controle do peso, diabetes e gordura no fígado

Manter peso adequado, alimentação equilibrada e acompanhamento do diabetes ajuda a proteger o fígado.

Redução do consumo de álcool

Diminuir ou evitar álcool é uma medida importante, principalmente para quem já tem doença hepática.

Evitar tabagismo e exposição a toxinas

Também vale reduzir contato com substâncias tóxicas e ambientes de risco ocupacional.

Cuidados com objetos perfurocortantes, tatuagem e manicure

Algumas atitudes práticas fazem diferença:

  • escolher locais confiáveis para tatuagem e piercing
  • verificar esterilização de materiais
  • não compartilhar alicates, lâminas e seringas
  • fazer testagem para hepatites quando houver risco

Quem deve fazer acompanhamento e rastreamento?

O rastreamento do câncer de fígado não é indicado para toda a população. Ele costuma ser voltado a grupos com risco aumentado.

População geral x grupos de alto risco

Pessoas sem fatores de risco importantes geralmente não entram em programas de vigilância específicos para esse tumor.

Pessoas com cirrose

Quem tem cirrose está entre os grupos que mais precisam de acompanhamento periódico.

Pessoas com hepatite B crônica

Dependendo do caso, pessoas com hepatite B crônica também podem precisar de vigilância regular.

Outros grupos que podem precisar de vigilância

Pacientes com hepatite C, hemocromatose, doença hepática gordurosa avançada e outras doenças crônicas do fígado devem conversar com o médico sobre a necessidade de monitoramento.

Perguntas frequentes sobre câncer de fígado

Câncer de fígado e câncer hepático são a mesma coisa?

Sim. Câncer hepático é outro nome para câncer de fígado. Em alguns casos, o termo pode ser usado de forma mais ampla, mas no geral eles se referem à mesma região do corpo.

Todo tumor no fígado é câncer de fígado primário?

Não. Muitos tumores no fígado são metástases de cânceres que começaram em outros órgãos. Por isso, descobrir a origem do tumor é essencial.

Câncer de fígado sempre causa sintomas?

Não. O câncer de fígado pode ser silencioso no começo. Em muitos pacientes, os sintomas aparecem apenas em fases mais avançadas.

Gordura no fígado pode virar câncer?

Pode aumentar o risco em alguns casos, especialmente quando evolui para inflamação, fibrose e cirrose. Nem toda esteatose vira câncer, mas ela merece acompanhamento.

Quando procurar um médico por suspeita de câncer de fígado?

É importante buscar avaliação se houver dor persistente no lado direito do abdome, perda de peso sem explicação, icterícia, barriga inchada ou fadiga intensa, especialmente em quem já tem doença hepática.

O que é carcinoma hepatocelular?

É o tipo mais comum de câncer de fígado primário em adultos. Ele se origina nos hepatócitos, as principais células do fígado.

O exame de AFP confirma câncer de fígado?

Não sozinho. A alfa-fetoproteína pode ajudar na investigação, mas precisa ser interpretada junto com exames de imagem e avaliação médica.

Câncer de fígado tem cura?

Pode ter cura quando diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada. Cirurgia, transplante e algumas terapias locais podem oferecer chance curativa em casos selecionados.

Quem tem hepatite B ou C precisa rastrear câncer de fígado?

Muitas vezes, sim, principalmente se houver cirrose ou risco elevado. O acompanhamento deve ser definido pelo médico conforme o perfil do paciente.

Qual exame detecta câncer de fígado?

Não existe um único exame que resolva tudo. O diagnóstico costuma envolver ultrassonografia, tomografia, ressonância, exames de sangue e, em alguns casos, biópsia.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 21/04/2025 | Atualização: 14/07/2026

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