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Uma medula para Tancrède

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Navegando pelos portais de notícia e redes sociais talvez você já tenha se deparado com o caso do menino Tancrède Bouveret, que necessita urgentemente de um transplante de medula óssea.

O apelo do jovem de 11 anos, que possui uma doença rara chamada mielodisplasia, gerou comoção nacional e aumentou de maneira considerável o número de doadores no hemocentro da Santa Casa de São Paulo (saltou de 40 doações diárias para mais de 600). Segundo Carmen Vergueiro, médica hematologista que trabalha na Santa Casa, como trata-se de doença genética, a possibilidade maior é encontrar um doador entre os irmãos. Nesse caso, a chance de haver compatibilidade é de 25% por irmão.

Veja como funciona o transplante de medula óssea

Pai e mãe não entram nessa conta, pois como o pai passa metade da herança genética e a mãe a outra metade, eles são o que se chama de haploidênticos — têm apenas metade da informação genética do filho. “Atualmente, porém, a tendência é existirem famílias cada vez menores. Por isso, entre 60 e 70% dos pacientes que necessitam de um transplante de medula óssea não encontram doadores entre os familiares e precisam tomar outras providências”, explica Vergueiro.

O caso de Tancrède se torna ainda mais específico porque ele foi gerado em uma barriga de aluguel, em San Diego, na California, tendo um dos pais, Luc Michael Bouveret, como seu pai biológico.

Doença rara na infância

Dois anos depois do nascimento de Tancrède,  Luc conheceu o espanhol David Arzel, professor de ioga e mestre de reiki que veio se tornar seu marido. Nesse meio tempo, eles também decidiram ter outro filho pela mesma barriga de aluguel. Nasceu então Elzear, hoje com quatro anos. Há um mês, a vida da família virou de cabeça para baixo. Os pais receberam de médicos a informação de que Tancrède era portador de uma doença extremamente incomum e rara em crianças.

“Mielodisplasia é um conjunto de doenças do sangue. A produção sanguínea se torna ineficiente e o resultado é uma anemia grave, baixa de glóbulos brancos e/ou de plaquetas com consequentes sintomas de cansaço, palidez, infecções de repetição e/ou sangramentos, dependendo do tipo de célula (glóbulos brancos, vermelhos ou plaquetas) que está diminuído”, explica Nelson Hamerschlak, coordenador do centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein. [relacionados]

Dependendo de determinadas características das mielodisplasias, como falta de um ou mais elementos do sangue, número de células imaturas e alterações cromossômicas, pode-se estimar se o risco de transformação para leucemia é alto ou baixo. “A diferença de leucemia para mielodisplasia é a quantidade de células imaturas chamadas blastos. No adulto, uma quantidade acima de 20% estabelece o diagnóstico de leucemia; em crianças (nas quais mielodisplasia é muito rara), acima de 30%”, explica Hamerschlak.

Apesar bastante raro, foi o que aconteceu com Tancrède. A mielodisplasia dele se tornou uma leucemia. Nesse caso, por enquanto, nem quimioterapia nem radioterapia são opções de tratamento, somente um transplante. “Inicialmente, o médico responsável deu o prazo de três semanas para encontrar a compatibilidade 100%. Por isso estamos correndo contra o tempo. Após esse prazo eles seguirão com outras alternativas. Estamos confiantes que com essa mobilização e através dos cadastros que estamos fazendo nos bancos de doadores do mundo inteiro encontraremos um doador compatível”, afirmou Luc.

Este é um caso que ganhou repercussão, mas há sempre pacientes que precisam de transplante de medula, seja por leucemia, seja por outras doenças sanguíneas. Torne-se um doador e converse com familiares e conhecidos sobre essa necessidade.

Veja como ajudar

ONDE SE CADASTRAR PARA DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA 

São Paulo – Capital

Santa Casa de Misericórdia
Rua Marquês de Itu, 579 – Vila Buarque – São Paulo
Fone: (11) 2176-7000 / 2176-7249 / 0800-167-055
Segunda a sexta das 7h às 18h / Sábados das 7h às 15h

Outras regiões do Brasil

Link com endereços:
https://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=2639

Outros países

https://bethematch.org

ONDE DOAR SANGUE 

São Paulo – Capital

Hospital Israelita Albert Einstein
Banco de Sangue – 4º Andar – Bloco A
Av. Albert Einstein, 627 – Morumbi – São Paulo
Fone: (11) 2151-0457 / 2151-1455
Segunda a sexta das 8h às 21h / Sábados das 8h às 17h

Informar paciente: Tancrède Bouveret

Logotipo do Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), fundada pelos oncologistas Dr. Antonio Carlos Buzaid e Dr. Fernando Cotait Maluf, com atuação em 3 pilares: (1) Informação de excelência e educação para prevenção do câncer. (2) Implementação de centros de pesquisa clínica para a descoberta de novos medicamentos. (3) Articulação para promoção de políticas públicas em prol da melhoria e ampliação do acesso à prevenção, ao tratamento e à cura do câncer.

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