Sintomas do câncer de endométrio

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

Os sintomas do câncer de endométrio costumam começar com sangramento vaginal anormal, principalmente após a menopausa. Esse é o sinal mais importante e aparece em cerca de 90% das pacientes. Também podem ocorrer corrimento vaginal anormal, dor pélvica, dor durante a relação sexual, sensação de pressão na pelve e, em fases mais avançadas, perda de peso inexplicada.

Nem todo sangramento significa câncer, mas qualquer sangramento pós-menopausa ou alteração persistente no padrão menstrual deve ser avaliado por um ginecologista. O diagnóstico costuma envolver exame clínico, ultrassonografia transvaginal, histeroscopia e biópsia do endométrio.

Segundo o INCA, ele acomete principalmente mulheres com mais de 60 anos, e dados da SEER mostram que a maioria dos casos é diagnosticada entre 45 e 74 anos. No Brasil, o INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, reforçando a importância da prevenção em geral.

Neste artigo, você vai entender quais sinais realmente preocupam, como diferenciar sintomas iniciais e avançados, quando procurar ajuda e como a investigação é feita.

Pontos importantes

  • O principal entre os sintomas do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal, sobretudo após a menopausa.
  • Sangramento entre menstruações, menstruação mais intensa ou mais frequente também pode ser sinal de alerta em quem ainda menstrua.
  • Corrimento vaginal anormal, inclusive aquoso ou sem sangue visível, também pode ocorrer e precisa ser investigado.
  • Dor pélvica, massa pélvica e perda de peso inexplicada tendem a ser mais comuns em doença mais avançada.
  • Não existe rastreamento de rotina para mulheres sem sintomas. O reconhecimento precoce depende de valorizar sinais e buscar avaliação médica sem adiar.

O que é o câncer de endométrio?

O câncer de endométrio é um tumor que começa no revestimento interno do útero, chamado endométrio. Ele é diferente de outras doenças ginecológicas e costuma ser identificado mais cedo justamente porque frequentemente provoca sangramento vaginal anormal.

Onde ele se desenvolve no útero

O endométrio é a camada que reveste a parte interna do útero. Durante o ciclo menstrual, ele cresce e descama. Quando células dessa camada passam a se multiplicar de forma descontrolada, pode surgir o câncer de endométrio, também chamado pelo INCA de câncer do corpo do útero.

Esse detalhe anatômico importa porque ajuda a entender por que o sangramento é tão frequente. Como o tumor nasce dentro da cavidade uterina, ele pode alterar o tecido e provocar escapes, corrimento com sangue ou sangramento fora do padrão habitual.

Diferença entre câncer de endométrio e câncer do colo do útero

Câncer de endométrio e câncer do colo do útero não são a mesma doença. O câncer de endométrio surge dentro do corpo do útero, enquanto o câncer do colo do útero começa na porção inferior do útero, próxima à vagina.

Essa diferença muda sintomas, fatores de risco e exames envolvidos. O exame de Papanicolau é importante para rastrear alterações do colo do útero, mas não é um exame de rastreamento do câncer de endométrio.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença

O câncer de endométrio é mais comum após a menopausa e em mulheres acima dos 60 anos, segundo o INCA. O risco também aumenta em pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão, síndrome dos ovários policísticos, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia e uso de estrogênio sem progesterona.

A relação com a obesidade é especialmente relevante porque o excesso de gordura corporal pode aumentar a produção de estrogênio. O Hospital Israelita Albert Einstein destaca que a obesidade está associada a várias doenças crônicas e a maior risco de alguns cânceres, incluindo o de endométrio.

Quais são os principais sintomas do câncer de endométrio?

Os principais sintomas do câncer de endométrio são sangramento vaginal anormal, corrimento vaginal anormal e dor pélvica. Em fases mais avançadas, podem aparecer massa pélvica, perda de peso inexplicada e outros sinais menos específicos.

Sangramento vaginal anormal

O sangramento vaginal anormal é o sintoma mais comum e mais importante. De acordo com a American Cancer Society, cerca de 90% das pacientes diagnosticadas apresentam esse sinal em algum momento.

Em termos práticos, qualquer sangramento fora do padrão habitual merece atenção. Isso inclui escapes, manchas na calcinha, sangramento após relação sexual, sangramento entre menstruações e sangramento depois da menopausa.

Sangramento após a menopausa

Sangramento após a menopausa nunca deve ser considerado normal. Mesmo um episódio pequeno, único ou parecido com “borra” precisa ser avaliado.

A menopausa é definida após 12 meses sem menstruar. Depois desse período, o esperado é não haver mais sangramento uterino. Por isso, esse é um dos sinais de alerta mais importantes nos sintomas do câncer de endométrio.

Sangramento entre menstruações

Sangramento entre menstruações pode ter causas benignas, mas também pode ser um sinal de câncer de endométrio. O que chama atenção é a repetição, a persistência ou a associação com outros sintomas.

Em quem ainda menstrua, é comum confundir esse sinal com desregulação hormonal. Ainda assim, sangramento fora do período habitual, especialmente se novo ou recorrente, deve ser investigado.

Menstruação mais intensa ou frequente

Menstruação mais intensa, mais longa ou mais frequente do que o habitual pode estar entre os sintomas do câncer de endométrio em mulheres na pré-menopausa. Isso vale principalmente quando há mudança clara no padrão menstrual.

Se uma pessoa sempre teve ciclos regulares e passa a ter fluxo muito aumentado, intervalos curtos ou sangramento prolongado, a avaliação ginecológica é indicada.

Corrimento vaginal anormal

Corrimento vaginal anormal pode ser um sintoma do câncer de endométrio, inclusive quando não há sangue visível. Esse ponto costuma ser pouco conhecido, mas é citado pela American Cancer Society.

O corrimento pode ser rosado, amarronzado, misturado com sangue ou aquoso. O que preocupa é a persistência, o aparecimento após a menopausa ou a associação com dor e sangramento.

Corrimento com sangue

Corrimento com sangue ou secreção amarronzada pode refletir sangramento uterino discreto. Muitas pessoas descrevem isso como “sujeira”, “escape” ou “corrimento escuro”.

Após a menopausa, esse achado exige investigação. Antes da menopausa, ele também merece atenção se for recorrente ou novo.

Corrimento aquoso ou sem sangue visível

Corrimento aquoso persistente, sem sangue aparente, também pode ocorrer. Isso não confirma câncer, mas mostra por que nem todo sinal de alerta se apresenta como sangramento evidente.

Se o corrimento surgir sem causa clara, durar vários dias ou semanas, ou vier acompanhado de desconforto pélvico, a avaliação médica é importante.

Dor pélvica

Dor pélvica pode acontecer no câncer de endométrio, mas costuma ser menos específica do que o sangramento. Em geral, ela chama mais atenção quando é persistente, progressiva ou acompanhada de outros sintomas.

A dor pode ser descrita como peso, cólica diferente do habitual, pressão no baixo ventre ou incômodo contínuo. Como dor pélvica também pode ocorrer em miomas, infecções, endometriose e outras condições, o contexto clínico faz diferença.

Dor durante a relação sexual

Dor durante a relação sexual pode aparecer, embora seja um sintoma menos comum. Quando esse sinal surge junto com sangramento anormal ou corrimento persistente, a necessidade de investigação aumenta.

Esse sintoma isolado não significa câncer. Ainda assim, dor nova, repetida e sem explicação deve ser levada ao ginecologista.

Massa pélvica ou sensação de pressão

Massa pélvica ou sensação de pressão costuma estar mais relacionada a doença avançada. A American Cancer Society cita massa ou aumento de volume pélvico como sinal possível em fases mais tardias.

Algumas pacientes relatam sensação de peso na pelve, distensão abdominal baixa ou percepção de “algo ocupando espaço”. Isso exige avaliação rápida.

Perda de peso inexplicada

Perda de peso inexplicada pode ocorrer em fases mais avançadas. Esse é um sintoma inespecífico, mas ganha importância quando aparece sem dieta, sem aumento de atividade física e junto a outros sinais ginecológicos.

Emagrecimento involuntário, falta de apetite e fadiga não devem ser ignorados, especialmente em mulheres na pós-menopausa com sangramento anormal.

Gânglios aumentados ou outros sinais menos comuns

Gânglios aumentados, especialmente na virilha, podem aparecer em situações menos comuns e geralmente sugerem doença mais avançada. Outros sinais inespecíficos incluem cansaço persistente e mal-estar geral.

Esses achados não são os mais típicos, mas ajudam a entender que os sintomas do câncer de endométrio podem variar conforme a fase da doença.

Qual é o sintoma mais comum?

O sintoma mais comum do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal. Esse é o achado que mais ajuda no reconhecimento precoce e o principal motivo para procurar avaliação médica.

Por que o sangramento anormal merece atenção imediata

O sangramento chama atenção porque é frequente, visível e costuma surgir cedo. Isso aumenta a chance de diagnóstico antes de a doença avançar.

Na prática, o sinal de alerta não depende de grande volume. Um pequeno escape após a menopausa já é suficiente para justificar uma consulta.

O que muda em mulheres na pré-menopausa e na pós-menopausa

Na pós-menopausa, qualquer sangramento é anormal até prova em contrário. Na pré-menopausa, a análise depende da mudança no padrão: sangramento entre ciclos, fluxo excessivo, menstruação prolongada ou ciclos muito curtos.

Essa diferença é importante porque evita dois erros comuns: banalizar o sangramento em quem já entrou na menopausa e normalizar alterações persistentes em quem ainda menstrua.

Sintomas iniciais x sintomas de doença mais avançada

Os sintomas iniciais do câncer de endométrio costumam ser sangramento vaginal anormal e corrimento vaginal anormal. Já dor pélvica intensa, massa pélvica e perda de peso tendem a aparecer mais em estágios avançados.

Sinais que costumam aparecer mais cedo

Os sinais mais precoces incluem:

1. Sangramento após a menopausa
2. Sangramento entre menstruações
3. Menstruação mais intensa ou prolongada
4. Corrimento com sangue
5. Corrimento aquoso persistente

Esses sintomas merecem investigação porque podem surgir antes de dor ou outros sinais mais evidentes.

Sinais associados a estágios avançados

Os sinais mais associados a doença avançada incluem:

  • dor pélvica persistente
  • sensação de pressão ou massa pélvica
  • perda de peso inexplicada
  • fadiga e redução do apetite
  • gânglios aumentados em situações menos comuns

A presença desses sintomas não define o estágio sozinha, mas aumenta a necessidade de avaliação rápida.

Quando o sangramento pode não ser câncer?

Nem todo sangramento uterino anormal significa câncer. Miomas, pólipos, alterações hormonais, uso de medicamentos, adenomiose, infecções e atrofia vaginal são causas possíveis, especialmente em fases diferentes da vida.

Outras causas possíveis de sangramento uterino anormal

Entre as causas benignas ou não cancerosas estão:

  • pólipos endometriais
  • miomas uterinos
  • perimenopausa
  • terapia hormonal
  • atrofia endometrial ou vaginal após a menopausa
  • síndrome dos ovários policísticos
  • infecções ginecológicas

Essas condições podem causar escapes, aumento do fluxo ou irregularidade menstrual.

Por que mesmo assim é importante investigar

O ponto central é simples: sem avaliação, não dá para diferenciar com segurança uma causa benigna de um câncer de endométrio. O sintoma pode ser igual no início.

Por isso, o objetivo da consulta não é presumir o pior, e sim excluir causas importantes com rapidez.

Quando procurar um ginecologista ou oncologista?

Você deve procurar avaliação médica rapidamente diante de sangramento após a menopausa, sangramento recorrente fora do ciclo, corrimento persistente ou dor pélvica sem explicação. Esperar o sintoma “passar sozinho” pode atrasar o diagnóstico.

Situações que exigem avaliação rápida

Procure um ginecologista sem adiar se houver:

1. qualquer sangramento após a menopausa
2. sangramento entre menstruações por mais de um ciclo
3. aumento importante do fluxo menstrual sem causa conhecida
4. corrimento aquoso ou com sangue persistente
5. dor pélvica contínua
6. sensação de massa ou pressão na pelve
7. perda de peso sem explicação

Sintomas que nunca devem ser ignorados

Sangramento pós-menopausa é o principal deles. Corrimento persistente após a menopausa e sangramento acompanhado de dor pélvica também merecem prioridade.

Se houver tontura, sangramento intenso ou fraqueza importante, a avaliação deve ser imediata.

O que esperar da consulta inicial

A consulta costuma começar com histórico clínico detalhado. O médico vai perguntar idade, menopausa, padrão do sangramento, uso de hormônios, doenças como diabetes e hipertensão, peso corporal e histórico familiar.

Depois, pode ser feito exame ginecológico e solicitados exames para investigar a causa do sintoma.

Como é feita a investigação dos sintomas?

A investigação dos sintomas do câncer de endométrio geralmente envolve exame ginecológico, ultrassonografia transvaginal e confirmação por biópsia do endométrio. Em alguns casos, histeroscopia e exames de estadiamento também são necessários.

Exame ginecológico e histórico clínico

O histórico clínico ajuda a definir o grau de suspeita. Idade, menopausa, obesidade, uso de estrogênio sem progesterona e padrão do sangramento orientam a investigação.

O exame físico e ginecológico não confirmam o diagnóstico, mas ajudam a descartar outras causas e a decidir os próximos passos.

Ultrassonografia transvaginal

A ultrassonografia transvaginal é um dos primeiros exames usados. Ela avalia o útero, o endométrio e outras estruturas pélvicas.

Em mulheres na pós-menopausa com sangramento, a espessura do endométrio pode ajudar a definir a necessidade de investigação adicional.

Histeroscopia

A histeroscopia permite visualizar a cavidade uterina com uma câmera fina. Esse exame pode identificar áreas suspeitas, pólipos ou alterações focais.

Ela é especialmente útil quando o sangramento persiste ou quando a ultrassonografia mostra alterações que precisam de avaliação direta.

Biópsia do endométrio

A biópsia do endométrio é o exame que confirma ou afasta o câncer. O material coletado é enviado para avaliação histopatológica.

Segundo o INCA, a investigação pode incluir biópsia, curetagem e análise do tecido ao microscópio.

Exames para estadiamento, se necessário

Se o diagnóstico for confirmado, podem ser pedidos exames para estadiamento. Eles ajudam a avaliar a extensão da doença e orientar o tratamento.

O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, braquiterapia, quimioterapia, terapia hormonal, imunoterapia e terapias-alvo. Em alguns casos, a análise molecular do tumor também participa do planejamento terapêutico.

Fatores de risco que aumentam a suspeita clínica

Alguns fatores de risco aumentam a chance de câncer de endométrio e fazem certos sintomas merecerem ainda mais atenção. Os mais importantes incluem obesidade, exposição prolongada ao estrogênio, diabetes, hipertensão e histórico familiar.

Obesidade, diabetes e hipertensão

Obesidade é um dos principais fatores de risco. Diabetes e hipertensão também aparecem com frequência no perfil de pacientes com a doença.

Essas condições não causam sintomas específicos do câncer, mas aumentam a necessidade de investigar sangramento anormal com seriedade.

Exposição ao estrogênio sem progesterona

O endométrio responde aos hormônios femininos. Quando há exposição prolongada ao estrogênio sem o equilíbrio da progesterona, o risco aumenta.

Isso pode ocorrer em algumas terapias hormonais, em ciclos sem ovulação e em certas condições metabólicas.

Menopausa tardia, menarca precoce e nuliparidade

Menarca precoce e menopausa tardia significam mais anos de exposição hormonal ao longo da vida. Nuliparidade também está entre os fatores associados ao aumento de risco.

Esses fatores não servem para o diagnóstico, mas ajudam o médico a interpretar melhor os sintomas.

SOP, terapia hormonal e histórico familiar

Síndrome dos ovários policísticos, uso de estrogênio isolado e histórico familiar de câncer de endométrio ou síndromes hereditárias podem aumentar a suspeita clínica.

Quando esses fatores se somam a sangramento anormal, a investigação tende a ser ainda mais importante.

Existe prevenção ou detecção precoce?

Existe prevenção parcial por meio de controle de peso, atividade física e acompanhamento médico em grupos de maior risco, mas não existe rastreamento de rotina para mulheres sem sintomas. A detecção precoce depende principalmente de reconhecer sinais de alerta.

Controle de peso e hábitos de vida

Manter peso saudável, praticar atividade física e adotar alimentação equilibrada ajudam a reduzir os fatores associados ao risco. O INCA inclui hábitos de vida saudáveis entre as medidas preventivas gerais.

Essas medidas não eliminam totalmente o risco, mas são relevantes porque atuam sobre obesidade, resistência à insulina e inflamação metabólica.

Acompanhamento médico em mulheres de maior risco

Mulheres com obesidade, SOP, uso de terapia hormonal, histórico familiar importante ou sangramento uterino recorrente devem manter acompanhamento ginecológico regular.

O objetivo não é fazer exame preventivo universal, e sim avaliar sintomas e fatores de risco com mais atenção.

Existe rastreamento de rotina?

Não há exame de rastreamento de rotina recomendado para todas as mulheres sem sintomas, como ocorre com o Papanicolau para o colo do útero. Isso é uma dúvida muito comum.

Por isso, no câncer de endométrio, a estratégia mais eficaz é não ignorar um sangramento anormal e procurar avaliação cedo.

FAQ, dúvidas frequentes sobre sintomas do câncer de endométrio

Sangramento após a menopausa é sempre câncer de endométrio?

Não. Pode ocorrer por causas benignas, como atrofia vaginal, pólipos ou uso de hormônios. Mesmo assim, precisa ser investigado porque é um dos principais sintomas do câncer de endométrio.

Corrimento sem sangue pode ser câncer de endométrio?

Pode. Corrimento aquoso ou anormal, mesmo sem sangue visível, é um possível sinal e deve ser avaliado se persistir.

Dor pélvica sozinha pode indicar câncer de endométrio?

Pode, mas é um sintoma menos específico. Dor pélvica isolada também pode ocorrer em miomas, endometriose, infecções e outras condições ginecológicas.

Quem ainda menstrua também pode ter sintomas do câncer de endométrio?

Sim. Em mulheres na pré-menopausa, os sintomas do câncer de endométrio podem incluir sangramento entre menstruações, menstruação mais intensa e ciclos irregulares.

Quanto antes investigar, melhor?

Sim. O reconhecimento precoce dos sintomas aumenta a chance de diagnóstico em fases iniciais e melhora o planejamento do tratamento.

Papanicolau detecta câncer de endométrio?

Não de forma confiável. O Papanicolau é voltado principalmente para alterações do colo do útero, não para rastrear câncer de endométrio.

Mioma e câncer de endométrio têm os mesmos sintomas?

Podem ter sintomas parecidos, especialmente sangramento uterino anormal e pressão pélvica. A diferença só pode ser esclarecida com avaliação médica e exames.

Endometriose é a mesma coisa que câncer de endométrio?

Não. Endometriose é uma doença benigna em que um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. Já o câncer de endométrio é um tumor maligno que começa no revestimento interno do útero.

Existe exame preventivo para câncer de endométrio?

Não existe rastreamento de rotina para mulheres sem sintomas. A investigação é indicada quando surgem sinais de alerta ou quando há fatores de risco relevantes.

Qual médico procurar ao notar sintomas do câncer de endométrio?

O primeiro especialista costuma ser o ginecologista. Se houver suspeita ou confirmação diagnóstica, pode haver encaminhamento para o ginecologista oncológico ou oncologista.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 16/04/2025 | Atualização: 14/07/2026

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