O que é Câncer de endométrio?

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

O câncer de endométrio é um tumor que se forma no endométrio, o revestimento interno do útero. Ele é o tipo mais comum de câncer do corpo do útero e costuma aparecer com mais frequência após a menopausa, especialmente por volta dos 60 anos.

O sinal de alerta mais importante é o sangramento vaginal anormal, sobretudo depois da menopausa. Na prática, o ultrassom transvaginal pode levantar a suspeita, mas a confirmação costuma depender de biópsia do endométrio. Quando identificado cedo, o câncer de endométrio geralmente tem melhores chances de tratamento e controle.

Segundo a American Cancer Society, ele ocorre principalmente em mulheres na pós-menopausa e é incomum antes dos 45 anos. No Brasil, o INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, reforçando a importância da prevenção em geral.

Neste guia, você vai entender onde esse câncer surge, quais sintomas merecem atenção, quem tem mais risco, como é feito o diagnóstico, quais tratamentos existem e quando procurar avaliação médica.

Pontos importantes

  • O câncer de endométrio começa no revestimento interno do útero, chamado endométrio.
  • O principal sintoma é sangramento vaginal anormal, especialmente sangramento pós-menopausa.
  • O ultrassom transvaginal ajuda na investigação, mas a biópsia é o exame que confirma o diagnóstico.
  • Não existe rastreamento de rotina para mulheres sem sintomas.
  • Cirurgia é o tratamento mais comum, e o prognóstico costuma ser melhor quando a doença é descoberta cedo.

O que é câncer de endométrio?

O câncer de endométrio é um tumor maligno que se desenvolve no endométrio, a camada que reveste a parte interna do útero. Ele é o tipo mais comum de câncer uterino e corresponde à maior parte dos tumores malignos do corpo do útero.

O endométrio é o tecido que cresce e descama ao longo do ciclo menstrual. Quando células dessa camada passam a se multiplicar de forma descontrolada, pode surgir o câncer de endométrio, também chamado de carcinoma endometrial.

De forma geral, esse câncer costuma dar sinais mais cedo do que outros tumores ginecológicos porque frequentemente provoca sangramento vaginal anormal. Esse é um ponto importante, porque reconhecer o sintoma e investigar sem demora pode acelerar o diagnóstico.

Ilustração da localização do câncer de endométrio no corpo humano
Ilustração da localização do câncer de endométrio no corpo humano
Imagem: Blausen Medical Communications, Inc. via Wikimedia, sob licença Creative Commons Attribution 3.0 Unported – https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Blausen_0348_EndometrialCancer.png

Onde o tumor se forma no útero

O tumor se forma no interior do útero, especificamente no endométrio. Isso o diferencia de tumores que começam no colo do útero, nos ovários ou nas trompas.

O útero tem diferentes partes. O colo do útero fica na porção inferior, em contato com a vagina. Já o endométrio fica dentro do corpo do útero. Essa diferença anatômica é simples, mas essencial para entender exames, sintomas e tratamento.

Câncer de endométrio é o mesmo que câncer uterino?

Câncer de endométrio faz parte do grupo dos cânceres uterinos, mas não é sinônimo exato de qualquer câncer no útero. Na prática, quando se fala em câncer do corpo do útero, o câncer de endométrio é o tipo mais comum. Por isso, muitas vezes os termos aparecem como próximos no uso cotidiano.

Diferença entre câncer de endométrio e câncer do colo do útero

Câncer de endométrio e câncer do colo do útero não são a mesma doença. Eles surgem em partes diferentes do útero, têm fatores de risco distintos e possuem exames, estratégias de prevenção e tratamentos diferentes.

O câncer do colo do útero está fortemente ligado à infecção persistente por HPV e pode ser prevenido com vacinação e rastreamento por exame ginecológico. Já o câncer de endométrio costuma se relacionar mais a fatores hormonais, metabólicos e idade, e não tem rastreamento populacional de rotina para mulheres sem sintomas.

Quem tem maior risco de desenvolver câncer de endométrio?

Quem tem maior risco de desenvolver câncer de endométrio são, em geral, mulheres na pós-menopausa e pessoas com fatores que aumentam a exposição ao estrogênio sem oposição de progesterona. Atualmente, a obesidade é um dos principais fatores de risco do câncer de endométrio. Outros fatores são a presença de diabetes, hipertensão e algumas síndromes genéticas também elevam o risco.

Segundo a Mayo Clinic e a American Cancer Society, os fatores de risco mais conhecidos incluem:

  • obesidade
  • menarca precoce
  • menopausa tardia
  • nuliparidade
  • síndrome dos ovários policísticos
  • diabetes
  • hipertensão
  • uso de estrogênio sem progesterona
  • histórico familiar de câncer endometrial ou colorretal
  • hiperplasia endometrial com atipia

Fatores hormonais

Fatores hormonais aumentam o risco quando o endométrio fica muito tempo exposto ao estrogênio sem o efeito equilibrador da progesterona. Isso pode acontecer em diferentes fases e condições clínicas.

Exemplos incluem ciclos menstruais irregulares, ausência de ovulação, síndrome dos ovários policísticos e terapia hormonal inadequadamente balanceada na menopausa. Esse excesso de estímulo hormonal pode favorecer alterações no endométrio ao longo do tempo.

Fatores metabólicos e de estilo de vida

Fatores metabólicos e de estilo de vida importam porque influenciam hormônios, inflamação e metabolismo. Obesidade é um dos fatores mais fortemente associados ao câncer de endométrio.

Isso acontece porque o tecido adiposo participa da produção de estrogênio, além de causar resistência insulínica e um estado inflamatório crônico que favorecem a proliferação de células cancerígenas.

Além disso, diabetes e hipertensão aparecem com frequência em pacientes diagnosticadas.

Fatores hereditários e síndromes genéticas

Fatores hereditários existem e devem ser valorizados, especialmente quando há histórico familiar de câncer de endométrio, colorretal ou diagnóstico em idade mais jovem. A principal síndrome associada é a síndrome de Lynch.

A síndrome de Lynch aumenta o risco de vários tumores, incluindo câncer colorretal e câncer de endométrio. Em famílias com vários casos, a avaliação genética pode fazer parte do cuidado.

Síndrome de Lynch

A síndrome de Lynch é uma condição hereditária ligada a alterações em genes de reparo do DNA. Mulheres com essa síndrome têm risco maior de câncer de endométrio e precisam de acompanhamento individualizado.

Hiperplasia endometrial com atipia

A hiperplasia endometrial com atipia não é câncer, mas é uma lesão pré-cancerígena importante. Isso significa que ela pode evoluir para câncer de endométrio e exige avaliação e tratamento adequados.

Ter fatores de risco significa que a pessoa terá a doença?

Ter fatores de risco não significa que a pessoa necessariamente terá câncer de endométrio. Da mesma forma, a doença também pode surgir em mulheres sem fatores conhecidos, como destaca a American Cancer Society.

Fator de risco não é diagnóstico. Ele apenas aumenta a probabilidade estatística. O que determina a investigação é a combinação entre sintomas, exame clínico e exames complementares.

Quais são os sintomas do câncer de endométrio?

Os sintomas do câncer de endométrio costumam envolver sangramento vaginal anormal, corrimento fora do padrão e, em alguns casos, dor pélvica. O sinal mais importante é o sangramento após a menopausa.

Segundo a American Cancer Society, sangramento vaginal anormal e corrimento são os sinais mais comuns. A cartilha do A.C.Camargo informa que cerca de 90% das mulheres com câncer de endométrio apresentam sangramento vaginal anormal.

Principal sinal de alerta: sangramento vaginal anormal

Sangramento vaginal anormal é o principal alerta porque aparece com frequência nas fases iniciais da doença. Após a menopausa, qualquer sangramento deve ser investigado.

Em mulheres que ainda menstruam, o alerta inclui sangramento entre ciclos, menstruação muito diferente do padrão habitual ou sangramento prolongado. Isso não confirma câncer, mas exige avaliação ginecológica.

Sintomas mais comuns

Os sintomas mais comuns podem incluir:

  • sangramento pós-menopausa
  • sangramento entre menstruações
  • fluxo menstrual mais intenso ou prolongado
  • corrimento vaginal anormal
  • dor pélvica
  • dor durante a relação sexual
  • perda de peso sem explicação, em casos mais avançados

Quando o sangramento é preocupante

O sangramento é preocupante sempre que surge após a menopausa ou quando passa a fugir claramente do padrão habitual. Esse é um dos cenários mais importantes para buscar atendimento.

Em mulheres na pós-menopausa com sangramento anormal, entre 5% e 20% podem ter câncer de endométrio. Isso mostra duas coisas ao mesmo tempo: nem todo sangramento é câncer, mas ele não deve ser ignorado.

Sintomas podem aparecer em doenças benignas?

Os sintomas podem aparecer em doenças benignas, sim. Pólipos, miomas, atrofia vaginal, alterações hormonais e hiperplasia endometrial também podem causar sangramento.

Esse ponto é importante para evitar pânico. Sangramento vaginal anormal não significa automaticamente câncer, mas precisa ser investigado de forma correta.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer de endométrio é feito com avaliação clínica, exames de imagem e, principalmente, biópsia do endométrio. O ultrassom pode sugerir alteração, mas a confirmação costuma depender da análise do tecido.

A investigação geralmente começa no consultório, com histórico detalhado e exame ginecológico. Depois, os exames são escolhidos conforme idade, sintomas e achados iniciais.

Avaliação clínica e histórico ginecológico

A avaliação clínica identifica o padrão do sangramento, a idade, o status da menopausa, o uso de hormônios e os fatores de risco. Esses dados ajudam a definir o nível de suspeita.

O médico também investiga doenças associadas, histórico familiar e presença de sintomas como dor pélvica, corrimento e perda de peso.

Ultrassonografia transvaginal

A ultrassonografia transvaginal ajuda a medir a espessura do endométrio e a detectar alterações no útero. É um exame muito usado na investigação inicial, contudo o ultrassom transvaginal não fecha sozinho o diagnóstico de câncer de endométrio. Ele mostra sinais sugestivos, não a confirmação histológica.

Biópsia do endométrio

A biópsia do endométrio é o exame que normalmente confirma o câncer de endométrio. Ela permite analisar as células ao microscópio e identificar se existe tumor, qual tipo e qual grau.

Esse é o exame decisivo quando há suspeita clínica ou alteração no ultrassom. Em linguagem simples, o ultrassom levanta a hipótese e a biópsia responde se há câncer.

Histeroscopia e curetagem

A histeroscopia permite visualizar o interior do útero com uma câmera fina. Já a curetagem pode ser usada para coletar material do endométrio em situações selecionadas.

Esses métodos são úteis quando a biópsia ambulatorial não foi conclusiva ou quando é preciso examinar melhor a cavidade uterina.

Exames de imagem para avaliar a extensão da doença

Exames de imagem como tomografia, ressonância magnética e, em alguns casos, PET-CT ajudam a avaliar a extensão da doença. Eles são mais usados após a confirmação diagnóstica ou no planejamento terapêutico.

Existe rastreamento para câncer de endométrio?

Não existe rastreamento de rotina para câncer de endométrio em mulheres sem sintomas. Essa recomendação está descrita pela American Cancer Society.

Isso significa que não há um exame populacional equivalente ao rastreamento do colo do útero para detectar câncer de endométrio em pessoas assintomáticas. O foco principal é reconhecer sintomas precoces, especialmente sangramento anormal.

Por que não há triagem de rotina para mulheres sem sintomas

Não há triagem de rotina porque não existe, até o momento, um método de rastreamento populacional com benefício comprovado para mulheres sem sintomas. O diagnóstico costuma ser motivado por sinais clínicos.

O que muda em mulheres de alto risco

Mulheres com síndrome de Lynch ou histórico familiar importante podem precisar de acompanhamento individualizado. Nesses casos, a conduta é definida pelo ginecologista ou oncogeneticista de acordo com o risco pessoal.

Quais são os tipos de câncer de endométrio?

Os tipos de câncer de endométrio variam em comportamento e agressividade. O tipo endometrioide é o mais frequente, enquanto os tipos seroso e de células claras tendem a ser menos frequentes e potencialmente mais agressivos.

A American Cancer Society destaca que o adenocarcinoma é o tipo histológico mais frequente.

Tipo endometrioide

O tipo endometrioide é o mais frequente e costuma estar mais associado à exposição hormonal e a diagnóstico em estágios iniciais.

Tipos seroso e de células claras

Os tipos seroso e de células claras são menos comuns, mas podem ter comportamento mais agressivo. Por isso, o tipo histológico influencia o tratamento e o risco de recidiva.

Grau tumoral e agressividade

O grau tumoral indica o quanto as células do tumor se parecem com células normais. Em geral, tumores de grau mais alto tendem a crescer e se espalhar com maior facilidade.

Como funciona o estadiamento do câncer de endométrio?

O estadiamento do câncer de endométrio mostra até onde a doença se espalhou. Ele orienta o tratamento e ajuda a estimar o prognóstico.

Na prática, o estágio é definido com base em cirurgia, biópsias, imagem e avaliação da extensão do tumor. Os estágios costumam ser descritos de I a IV.

Estágios I, II, III e IV

O estágio I indica doença restrita ao corpo do útero. O estágio II significa acometimento do colo do útero. O estágio III envolve estruturas próximas ou linfonodos. O estágio IV indica disseminação para órgãos mais distantes, como bexiga, intestino ou outros locais.

Qual é o tratamento do câncer de endométrio?

O tratamento do câncer de endométrio depende do estágio, do tipo histológico, do grau tumoral e das condições clínicas da paciente. A cirurgia é o tratamento mais comum e frequentemente o primeiro passo.

O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal e tratamentos sistêmicos mais modernos em casos selecionados.

Cirurgia

A cirurgia é a base do tratamento na maioria dos casos iniciais. Ela também ajuda no estadiamento da doença.

Histerectomia total

A histerectomia total remove o útero. Esse é o procedimento central no tratamento cirúrgico do câncer de endométrio.

Retirada de trompas e ovários

Em muitos casos, também são retiradas trompas e ovários. Isso faz parte do tratamento padrão em boa parte das pacientes.

Linfonodos e avaliação cirúrgica

A avaliação de linfonodos ajuda a entender se houve disseminação. Hoje, essa análise pode variar conforme o risco e o planejamento da equipe.

Radioterapia

A radioterapia pode ser indicada para reduzir o risco de recidiva após a realização da cirurgia ou para tratar doença localmente avançada. Ela pode ser usada sozinha em situações específicas, mas com frequência complementa a cirurgia.

Radioterapia externa

A radioterapia externa direciona radiação de fora do corpo para a região tratada.

Braquiterapia

A braquiterapia aplica radiação localmente, próxima ao local de origem do tumor. Em câncer de endométrio, ela é bastante usada em alguns esquemas pós-operatórios.

Quimioterapia

A quimioterapia costuma ser considerada em tumores de maior risco, tipos histológicos mais agressivos, doença avançada ou recorrente.

Terapia hormonal

A terapia hormonal pode ser útil em casos selecionados, especialmente em tumores com sensibilidade hormonal quando há recidiva da doença. Geralmente não usamos terapia hormonal após cirurgia como tratamento preventivo de recidiva.

Terapia-alvo e imunoterapia

Terapia-alvo e imunoterapia vêm ganhando espaço em cenários específicos, principalmente com o avanço da classificação molecular e da medicina personalizada.

Quando é possível preservar fertilidade?

A preservação de fertilidade pode ser considerada em casos muito selecionados, geralmente em mulheres jovens com doença inicial, tipo favorável e forte desejo reprodutivo. Essa decisão exige avaliação médica especializada, incluindo especialista em fertilidade, oncologista clínico e cirurgião, e acompanhamento rigoroso.

O câncer de endométrio tem cura?

O câncer de endométrio pode ter cura, especialmente quando é diagnosticado em estágio inicial. O prognóstico depende do estágio, do tipo histológico, do grau tumoral e da resposta ao tratamento.

Como esse tumor frequentemente causa sangramento vaginal anormal logo no início, muitas pacientes conseguem diagnóstico em fase precoce. Isso é uma vantagem importante em relação a outros cânceres ginecológicos que podem permanecer silenciosos por mais tempo.

O câncer de endométrio pode voltar?

O câncer de endométrio pode voltar, e isso é chamado de recaída ou recorrência. O risco varia conforme o estágio inicial, o tipo tumoral e o tratamento realizado.

A recorrência pode acontecer na pelve, na vagina, em linfonodos ou em órgãos distantes. Por isso, o seguimento após o tratamento é parte essencial do cuidado.

Como é o acompanhamento após o tratamento

O acompanhamento após o tratamento serve para avaliar sintomas, examinar a paciente, investigar sinais de retorno da doença e orientar qualidade de vida. A frequência das consultas varia conforme o risco individual e o tempo desde o tratamento.

Como reduzir o risco de câncer de endométrio?

Reduzir o risco de câncer de endométrio envolve controlar fatores modificáveis, especialmente peso corporal, sedentarismo e doenças metabólicas. Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas medidas ajudam a diminuir o risco.

A Febrasgo descreve aumento de incidência nas últimas décadas, e parte dessa tendência se relaciona ao envelhecimento populacional e à obesidade.

Controle do peso e atividade física

Manter peso adequado e praticar atividade física regularmente ajuda a reduzir o risco metabólico e hormonal. Esse é um dos pontos mais relevantes na prevenção.

Controle de diabetes e hipertensão

Controlar diabetes e hipertensão faz parte do cuidado global de saúde e pode contribuir para reduzir o risco e melhorar as condições clínicas gerais.

Papel dos contraceptivos orais combinados

O uso de contraceptivos orais combinados pode reduzir o risco em alguns contextos, mas essa decisão deve ser individualizada com o ginecologista.

Terapia hormonal na menopausa: o que precisa ser individualizado

A terapia hormonal na menopausa precisa ser prescrita de forma personalizada. O equilíbrio entre estrogênio e progesterona, quando indicado, é um ponto central na segurança do endométrio.

Quando procurar um ginecologista ou oncologista?

Você deve procurar um ginecologista se tiver sangramento vaginal após a menopausa, sangramento entre menstruações, corrimento anormal persistente ou dor pélvica sem explicação. O oncologista entra no cuidado quando há suspeita forte ou diagnóstico confirmado.

Na prática clínica, todo sangramento pós-menopausa merece investigação. Não é motivo para concluir câncer antes da hora, mas é um sintoma que precisa de avaliação rápida.

Sinais que exigem avaliação rápida

Procure atendimento se houver:

  • sangramento após a menopausa
  • sangramento menstrual muito diferente do habitual
  • corrimento persistente com sangue
  • dor pélvica recorrente
  • perda de peso inexplicada associada a sintomas ginecológicos

O que esperar da consulta

Na consulta, o médico vai perguntar sobre padrão do sangramento, menopausa, uso de hormônios, doenças associadas e histórico familiar. Depois, poderá solicitar ultrassom transvaginal, biópsia do endométrio ou outros exames conforme o caso.

Perguntas frequentes sobre câncer de endométrio

Sangramento após a menopausa sempre é câncer de endométrio?

Não. Sangramento após a menopausa pode ter causas benignas, como atrofia vaginal, pólipos e alterações hormonais. Mesmo assim, precisa ser investigado porque pode ser um sinal de câncer de endométrio.

Mulher jovem pode ter câncer de endométrio?

Sim. Embora seja mais comum após a menopausa e incomum antes dos 45 anos, mulheres jovens também podem ter câncer de endométrio, especialmente se houver fatores hormonais ou hereditários.

Papanicolau detecta câncer de endométrio?

Não de forma confiável. O Papanicolau é voltado principalmente para rastrear alterações no colo do útero, não para diagnosticar câncer de endométrio.

Ultrassom transvaginal detecta câncer de endométrio?

O ultrassom transvaginal pode sugerir alterações, como espessamento do endométrio, mas não confirma sozinho o diagnóstico. A confirmação geralmente depende de biópsia do endométrio.

Existe rastreamento para câncer de endométrio em mulheres sem sintomas?

Não. Segundo a American Cancer Society, não existe rastreamento de rotina para mulheres assintomáticas.

Câncer de endométrio e câncer do colo do útero são a mesma coisa?

Não. O câncer de endométrio surge no revestimento interno do útero, enquanto o câncer do colo do útero começa na parte inferior do útero, próxima à vagina.

O câncer de endométrio tem cura?

Pode ter, principalmente quando diagnosticado cedo. O prognóstico depende do estágio, do tipo do tumor e do tratamento realizado.

Quem tem síndrome de Lynch precisa de acompanhamento diferente para câncer de endométrio?

Sim. A síndrome de Lynch aumenta o risco de câncer de endométrio, então o acompanhamento costuma ser individualizado e pode incluir avaliação genética e seguimento mais próximo.

Hiperplasia endometrial é a mesma coisa que câncer de endométrio?

Não. Hiperplasia endometrial é um crescimento anormal do endométrio e, em alguns casos, pode ser uma lesão precursora. Quando há atipia, o risco de evolução para câncer é maior.

Biópsia do endométrio dói?

Pode causar desconforto, cólica ou dor breve, mas a intensidade varia de pessoa para pessoa. O médico pode orientar formas de reduzir o desconforto e explicar quando o exame é realmente necessário.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 16/04/2025 | Atualização: 14/07/2026

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