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Introdução sobre Obesidade

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Projeto Tarja Verde

O Projeto Alimentos Tarja Verde tem como propósito indicar quais alimentos são benéficos à saúde e de forma geral, quer estimular a escolha de alimentos mais naturais, fontes de vitaminas e minerais. O projeto contempla a ideia de descascar mais e desembalar menos. 

O projeto leva em consideração as diferentes classes sociais, pois pessoas de menor poder aquisitivo podem comer bem escolhendo e combinando os alimentos certos com base em informações confiáveis e acessíveis, fazendo uso de alimentos com os quais elas estão habituadas no seu dia-a-dia.

Panorama da Obesidade

O brasileiro está ficando cada vez mais obeso, crianças inclusive.  Mas por que, se hoje comer bem e evitar doença é muito mais fácil? Nem sempre foi assim.

Há algumas décadas, não existia oferta abundante de comida nem acesso fácil a produtos industrializados ou comida pronta para comprar. As condições sanitárias eram precárias, a medicina insipiente e seletiva e, no entanto, obesidade, câncer, infarto, hipertensão, diabetes, ou mesmo depressão, eram casos raros.

O que mudou, afinal?  As escolhas (erradas) na hora de comer. O que fazer, então? Descascar mais e desembalar menos. Preferir alimento orgânico, fruta, verdura e legume frescos sem agrotóxico, ovo caipira, carne sem antibiótico, grão integral, gordura boa (óleo de coco, abacate, castanhas), mais exercício físico, sono e cabeça leve. É um começo. 

Já há algum tempo, deixamos de lado o saudável e tradicional arroz com feijão e o trocamos pela tentação fácil das gôndolas do supermercado. Passamos a consumir muita pizza, massas, pão, sorvete, hambúrguer com batata frita e refrigerante, achocolatados, biscoitos recheados, chocolates, etc. Tudo em excesso. Puro carboidrato simples, energia vazia em sua maioria. Todos produtos industrializados, ultra-processados, açucarados, refinados, de baixo valor nutritivo, e cheios de conservante e aditivo químicos, em grande parte cancerígenos.  E quando optamos por comida de verdade, ela vem com agrotóxico e pesticida.

No Brasil, mais da metade da população – 55,7% – está com excesso de peso. Em 2018, o órgão do Ministério da Saúde que monitora fatores de risco para doenças não-transmissíveis na população – VIGITEL – constatou: a obesidade cresceu 84% em adultos de 24 a 34 anos e 81% em adultos entre 35 e 44 anos. Em crianças e adolescentes, o panorama é o mesmo. 

Na verdade, a obesidade é uma epidemia em nível planetário. Se a tendência se mantiver, haverá no mundo mais obesos do que desnutridos até 2022 (a realidade é que geralmente obesos são desnutridos. Carboidrato simples só engorda e não nutre).  A revista inglesa Lancet noticiou em 2017 que a obesidade cresceu mais de dez vezes entre crianças e adolescentes na faixa de 5 a 19 anos, nas últimas quatro décadas. 

As consequências da obesidade são: aumento do risco de doenças crônicas como depressão, esclerose múltipla, diabetes, asma, pressão alta, insuficiência cardíaca, demência e câncer.

Para deixar claro: não existe gordinho saudável. Todo sobrepeso indica desequilíbrio metabólico e organismo inflamado. A obesidade é causada por múltiplos fatores, principalmente hábitos alimentares inadequados associados a sedentarismo, predisposição genética e saúde intestinal ruim. 

O Início da Prevenção

Crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesos já estão na faixa de risco para desenvolver estas doenças no futuro. Afinal, criança obesa tem risco maior de se tornar adulto obeso. O número de pessoas antes dos 18 anos com alteração de colesterol, triglicérides, hipertensão arterial sistêmica e até mesmo com diabetes melitus tipo 2 vem aumentando.

A prevenção da obesidade começa muito antes da infância; se inicia no útero materno. A alimentação da mãe durante a gravidez, além de ser determinante para a constituição do bebê, influencia até o paladar da criança; para o mais doce ou mais salgado, por exemplo. 

De regra, os hábitos alimentares do bebê começam a ser definidos após os seis primeiros meses de amamentação exclusiva (hoje a praticidade das papinhas e preparados industrializados levam muitas mães a não amamentar os seus bebês). 

A partir do sexto mês, a introdução dos alimentos será de acordo com a cultura e os hábitos alimentares do lar onde o bebê nasceu. A criança sempre será o espelho da alimentação da família. Muitas vezes, dizemos que tal doença é genética, quando na verdade é familiar. A família come a mesma comida, compartilha o mesmo estilo de vida e, por consequência, desenvolve o mesmo padrão de saúde e de doença.  É importante se conscientizar de que os hábitos alimentares começam em casa com os pais e a família.

A obesidade de um dos pais transmite ao filho um risco trinta por cento maior de ser obeso, sendo de sessenta por cento o risco quando o pai e a mãe são obesos. Este aumento é devido aos fatores ambientais que cercam a criança. A imagem de uma criança obesa não significa que ela é saudável. Excesso de gordura traz inflamação ao organismo.


Referências

ABESO. Mapa da obesidade. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. 2019. Acesso em 10/12/2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. Em dez anos, obesidade cresce 60% no Brasil e colabora para maior prevalência de hipertensão e diabetes, 2017. Acesso em: 10/12/2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. Brasileiros atingem maior índice de obesidade nos últimos treze anos. 2017. Acesso em: 10/12/2019.

BRASIL. Organização Panamericana de Saúde OPAS. Obesidade entre crianças e adolescentes. 2017. Acesso em: 10/12/2019.

DIAS. P. C et al. Obesidade e políticas públicas: concepções e estratégias adotadas pelo governo brasileiro. Caderno de Saúde Pública, 2017.

GUIMARÃES. K. Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas em 2025, estima organização. JORNAL BBC, 2017. Acesso em: 10/12/2019.

Logotipo do Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), fundada pelos oncologistas Dr. Antonio Carlos Buzaid e Dr. Fernando Cotait Maluf, com atuação em 3 pilares: (1) Informação de excelência e educação para prevenção do câncer. (2) Implementação de centros de pesquisa clínica para a descoberta de novos medicamentos. (3) Articulação para promoção de políticas públicas em prol da melhoria e ampliação do acesso à prevenção, ao tratamento e à cura do câncer.

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