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Juliana Conte

Publicado em 25/06/2015

Revisado em 08/03/2017

Quem tem câncer de pulmão pode fazer exercícios?

Uma das primeiras associações que fazemos quando pensamos num paciente com câncer de pulmão é que ele deve se movimentar o menos possível para não sobrecarregar a capacidade respiratória. Portanto, atividade física fica totalmente fora de cogitação. Mas, na prática, não é bem assim. “Ele não só pode, como deve fazer atividade física. Mas claro, de maneira muito controlada”, diz a médica fisiatra Christina Brito, do Centro de Reabilitação do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).

Segundo Brito, o paciente com câncer de pulmão vai fazer atividades específicas para melhorar a capacidade pulmonar, buscando ajudar o organismo como um todo. Além disso, vai ser necessário trabalhar os músculos da região torácica (a maioria dos pacientes apresenta encurtamento da musculatura de membros superiores) e o condicionamento cardíaco, pois assim o trabalho do pulmão diminui. “Se o indivíduo tem um problema no pulmão, mas também tem os músculos fortificados, ele vai fazer menos esforço para pegar uma mala, levantar da cadeira, subir um lance de escada. Vai usar menos oxigênio e exigir menos do coração, porque a periferia do corpo está mais preparada. Em alguns casos o paciente tem que fazer exercício com oxigênio até que ele consiga ter uma melhora do condicionamento.”

É importante ressaltar que a pessoa necessita de aval médico e de uma monitoria do início ao fim para executar as atividades. A indicação dos exercícios vai partir de uma série de fatores, como presença ou não de doenças crônicas ou de dor na coluna e no joelho. Durante a prática, o especialista vai analisar dados como o nível de cansaço do paciente, a oxigenação do sangue e a pressão arterial.

“A partir de todo esse histórico podemos indicar atividades. Um exemplo de treino é, por exemplo, nos 15 minutos iniciais fazer a parte aeróbica, como esteira, elíptico ou bicicleta. Nos outros 15 minutos, será um treino de resistência, com pesos, para movimentar os braços, o tronco e as pernas. Por último, terminar com um treino de flexibilidade”, explica a especialista