O que é câncer de testículo?

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

Câncer de testículo é um tumor maligno que começa em um ou nos dois testículos, estruturas responsáveis pela produção de espermatozoides e testosterona. Apesar de ser raro e representar cerca de 1% dos cânceres masculinos, ele tem grande relevância porque é um dos tumores sólidos mais comuns em homens jovens, especialmente entre 15 e 34 anos. O sinal mais clássico é um nódulo duro, muitas vezes indolor, no testículo, segundo o INCA. A boa notícia é que, quando identificado cedo, costuma ter altas taxas de cura.

Neste guia, você vai entender o que é câncer de testículo, quem tem mais risco, quais sintomas observar, como o diagnóstico é feito, quais são os tipos e por que esse tumor frequentemente tem cura.

Pontos importantes

  • O câncer de testículo é raro, mas é um dos tumores mais importantes no homem jovem, sobretudo entre 15 e 34 anos.
  • O sinal mais típico é um nódulo duro no testículo, geralmente sem dor, conforme descreve o INCA.
  • Os principais fatores de risco incluem criptorquidia, histórico familiar, tumor prévio no outro testículo, infertilidade e exposição ocupacional a agrotóxicos, segundo o INCA.
  • O diagnóstico costuma envolver exame físico, ultrassonografia escrotal e marcadores tumorais como AFP, beta-HCG e LDH.
  • O câncer de testículo tem alta chance de cura, inclusive em muitos casos avançados, especialmente quando o tratamento começa cedo.

O que é câncer de testículo?

Câncer de testículo é um tumor maligno que surge nas células do testículo, e a maioria dos casos corresponde a tumores de células germinativas (90-95%). Em termos simples, isso significa um crescimento anormal de células que passam a se multiplicar sem controle dentro do testículo.

Os testículos ficam dentro da bolsa escrotal e têm duas funções principais: produzir espermatozoides e fabricar testosterona. Quando um tumor aparece nessa região, ele pode alterar a textura, o tamanho e a consistência do órgão.

Na prática clínica, a maioria dos casos começa em apenas um testículo. Em muitos pacientes, o primeiro sinal é um nódulo palpável e localizado, o que ajuda no reconhecimento precoce. Os tumores germinativos são os mais frequentes e se dividem principalmente em seminoma e não seminoma.

Definição direta em 1 parágrafo

O que é câncer de testículo? É um câncer que se desenvolve no tecido testicular, geralmente a partir das células germinativas, que são as células que dariam origem aos espermatozoides. Ele é raro na população geral masculina, mas tem importância clínica elevada porque atinge homens jovens e costuma apresentar excelente resposta ao tratamento.

Onde os testículos ficam e qual é sua função

Os testículos ficam na bolsa escrotal, abaixo do pênis, e fazem parte do sistema reprodutor masculino. Eles produzem testosterona, hormônio ligado a características sexuais masculinas, libido e massa muscular, além de produzirem espermatozoides.

Essa localização externa facilita a percepção de alterações. Por isso, mudanças como endurecimento, assimetria nova, aumento de volume ou caroço não devem ser ignoradas.

Anatomia do sistema geniturinário masculino, mostrando a localização dos testículos na bolsa escrotal.
Anatomia do sistema geniturinário masculino.

O câncer de testículo é comum?

O câncer de testículo não é comum. O NCI informa que ele representa cerca de 1% dos cânceres em homens, mas é um dos tumores sólidos mais frequentes em homens jovens, especialmente entre 15 e 34 anos.

Nos Estados Unidos, a estimativa para 2026 é de 9.810 novos casos e 630 mortes. Isso mostra duas coisas ao mesmo tempo: a doença é relativamente rara, mas merece atenção por ocorrer em uma faixa etária em que muitos homens não costumam pensar em câncer.

Quem tem mais risco de desenvolver câncer de testículo?

Quem tem mais risco de desenvolver câncer de testículo inclui principalmente homens jovens e pessoas com fatores clínicos específicos, como criptorquidia e histórico familiar. As causas exatas não são totalmente esclarecidas, mas alguns fatores aumentam a probabilidade da doença.

Faixa etária mais afetada

A faixa etária mais afetada pelo câncer de testículo é a dos homens jovens. O NCI destaca maior ocorrência entre 15 e 34 anos.

Isso não significa que homens mais velhos ou adolescentes fora dessa faixa não possam ter a doença. Significa apenas que o pico de incidência está concentrado em idades mais jovens do que em muitos outros cânceres.

Principais fatores de risco

Os principais fatores de risco do câncer de testículo, descritos pelo INCA, são bem definidos, embora não expliquem todos os casos.

Criptorquidia

Criptorquidia é a condição em que o testículo não desce corretamente para a bolsa escrotal. Esse é um dos fatores de risco mais importantes. Segundo o NCI, o risco pode ser de 3 a 17 vezes maior em comparação com a população geral.

Histórico familiar

Ter pai ou irmão com câncer de testículo aumenta o risco. Isso sugere participação de fatores genéticos ou familiares, embora não exista um único gene responsável na maioria dos casos.

Tumor prévio no outro testículo

Quem já teve tumor em um testículo tem maior risco de desenvolver um novo tumor no testículo contralateral. Por isso, o seguimento médico costuma ser rigoroso mesmo após tratamento bem-sucedido.

Infertilidade

A infertilidade aparece entre os fatores associados ao câncer de testículo em diretrizes e materiais clínicos do INCA. Isso não quer dizer que todo homem infértil terá câncer, mas indica uma associação relevante.

Exposição ocupacional a agrotóxicos

A exposição ocupacional a agrotóxicos também é citada pelo INCA como fator associado. Esse risco é mais discutido em contextos de exposição profissional contínua.

Quais são os sintomas do câncer de testículo?

Os sintomas do câncer de testículo costumam começar com alterações locais no próprio testículo, especialmente nódulo, endurecimento ou aumento de volume. O sinal clássico é um caroço duro, muitas vezes indolor, segundo o INCA.

Sinais mais comuns

Os sinais mais comuns do câncer de testículo podem ser percebidos no banho, ao se vestir ou em uma observação casual. Nem sempre causam dor, e isso é justamente o que pode atrasar a procura por avaliação.

  • Nódulo ou caroço no testículo
  • Aumento ou diminuição do tamanho do testículo
  • Endurecimento ou mudança na textura
  • Sensação de peso na bolsa escrotal
  • Dor no testículo ou no baixo ventre
  • Desconforto persistente na região escrotal

Nódulo ou caroço no testículo

O nódulo duro e geralmente indolor é o sinal mais clássico. Nem todo caroço no testículo é câncer, mas todo caroço novo precisa ser examinado por um médico.

Aumento ou diminuição do tamanho

Mudanças de volume, principalmente quando aparecem de forma persistente e sem explicação clara, merecem investigação. O aumento pode ser discreto no início.

Endurecimento ou mudança na textura

Um testículo que parece mais duro, irregular ou diferente do habitual pode indicar tumor testicular. A comparação com o padrão anterior do próprio corpo costuma ajudar a perceber a mudança.

Sensação de peso na bolsa escrotal

Alguns homens não notam um caroço, mas descrevem sensação de peso ou desconforto na bolsa escrotal. Esse sintoma isolado não fecha diagnóstico, mas pode ser um alerta.

Dor no testículo ou no baixo ventre

Dor pode acontecer, embora o câncer de testículo muitas vezes seja indolor. Dor testicular, dor no baixo ventre ou desconforto inguinal persistente justificam avaliação médica.

Sintomas menos comuns

Os sintomas menos comuns do câncer de testículo incluem sinais hormonais e manifestações de doença mais avançada. Eles são menos frequentes, mas importantes.

Aumento ou sensibilidade das mamas

Alguns tumores podem produzir hormônios ou substâncias com efeito hormonal, causando aumento ou sensibilidade nas mamas, quadro chamado ginecomastia.

Sinais de doença avançada

Quando há disseminação, podem surgir dor lombar, tosse, falta de ar, perda de peso ou aumento de gânglios. Isso pode acontecer porque o tumor pode se espalhar para linfonodos retroperitoneais, pulmões e outros locais.

Crescimento local do câncer de testículo e disseminação para os linfonodos do retroperitônio.
Crescimento do câncer de testículo, primeiramente local e depois em direção aos linfonodos. Note que a medida que o câncer avança, ele invade os vasos linfáticos e sanguíneos do próprio testículo e alcança os linfonodos do retroperitônio, em geral primeiro local de metástase.
Disseminação à distância do câncer de testículo para linfonodos do tórax, pulmões, fígado, ossos e cérebro.
Disseminação à distância do câncer de testículo. Note que o câncer pode migrar para linfonodos do interior do tórax, os pulmões, fígado, ossos e até mesmo o cérebro.

Como é feito o diagnóstico do câncer de testículo?

O diagnóstico do câncer de testículo é feito com avaliação clínica, ultrassonografia escrotal, exames de sangue e exames de imagem para estadiamento. O objetivo é confirmar se existe tumor, identificar o tipo e definir a extensão da doença.

Avaliação clínica e exame físico

O exame físico é o primeiro passo. O médico avalia tamanho, consistência, presença de nódulo, dor e outras alterações locais.

Na prática, o urologista costuma ser o primeiro especialista envolvido. Se houver suspeita de tumor, a investigação avança rapidamente.

Ultrassonografia escrotal

A ultrassonografia escrotal é o exame inicial mais usado para diferenciar uma lesão suspeita dentro do testículo de outras alterações da bolsa escrotal. Ela é indolor, não invasiva e ajuda a localizar a massa.

Depois da ultrassonografia, o médico correlaciona o resultado com exame físico e exames laboratoriais. Em muitos casos, esse passo já define forte suspeita de tumor testicular.

Exames de sangue e marcadores tumorais

Os marcadores tumorais ajudam no diagnóstico, no estadiamento e no acompanhamento após o tratamento. Os principais são AFP, beta-HCG e LDH, citados em materiais do INCA.

AFP

AFP significa alfafetoproteína. Ela pode estar elevada em alguns tumores não seminomatosos. Uma regra clínica importante é que seminoma puro não costuma elevar AFP, por isso, quando está elevada, o tumor é tratado como não seminoma, mesmo que a análise patológica inicial sugira seminoma.

beta-HCG

A beta-HCG pode aumentar em alguns tumores germinativos, incluindo parte dos seminomas e dos não seminomas. Ela não serve sozinha para fechar diagnóstico, mas é muito útil no conjunto.

LDH

LDH é um marcador menos específico, mas pode refletir volume tumoral e agressividade em alguns contextos. Ele também ajuda no acompanhamento.

Exames de imagem para estadiamento

Após a confirmação da suspeita, exames de imagem como tomografia podem ser usados para avaliar se a doença está restrita ao testículo ou se atingiu linfonodos e outros órgãos. Esse processo é chamado de estadiamento.

Quais são os tipos de câncer de testículo?

Os tipos de câncer de testículo são divididos principalmente em tumores germinativos e tipos mais raros. Na prática, a distinção mais importante para o paciente é entre seminoma e não seminoma, porque isso influencia comportamento e tratamento.

Tumores germinativos

Os tumores germinativos representam a grande maioria dos casos, em torno de 90 a 95%. Eles se originam nas células que dariam origem aos espermatozoides.

Seminoma

Seminoma costuma ter crescimento mais lento e pode ocorrer em idade um pouco mais avançada dentro do grupo jovem-adulto. Em geral, responde muito bem ao tratamento.

Não seminoma

Não seminoma reúne subtipos mais variados e tende a aparecer em homens ainda mais jovens. Pode ter comportamento mais agressivo e crescer mais rapidamente.

Tipos mais raros

Os tipos mais raros incluem tumores do estroma sexual, como tumores de células de Leydig e de Sertoli, além de outros tumores incomuns. Eles representam pequena parcela dos casos.

Tabela comparativa: seminoma vs não seminoma

CaracterísticaSeminomaNão seminoma
Idade típicaUm pouco mais velho dentro do grupo jovem-adulto (em geral 30-40 anos)Mais jovem (em geral 20-30 anos)
Velocidade de crescimentoTende a ser mais lentoCostuma ser mais rápido
AFP (alfafetoproteína)Não eleva (seminoma puro)Pode estar elevada
beta-HCGPode estar discretamente elevada em parte dos casosPode estar elevada
Sensibilidade à radioterapiaSensível (radiossensível)Pouco sensível; não é a base do tratamento
PrognósticoExcelente, com altas taxas de curaMuito bom, também com altas taxas de cura

Observação: muitos tumores são mistos e podem conter componentes de mais de um tipo. A definição final é sempre feita pela equipe médica, com base na análise do tumor e nos marcadores.

Câncer de testículo tem cura?

Câncer de testículo tem cura em grande parte dos casos, especialmente quando é diagnosticado cedo. Esse é um dos tumores com melhor prognóstico em oncologia, inclusive porque costuma responder bem à cirurgia e à quimioterapia baseada em cisplatina.

Chances de cura e impacto do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce melhora o prognóstico e reduz atrasos no tratamento, conforme reforça o INCA. Segundo dados do SEER (NCI), a sobrevida global em 5 anos gira em torno de 95%, chegando a cerca de 99% quando a doença está localizada.

Esses números mostram por que reconhecer alterações no testículo rapidamente faz diferença real. Quanto mais cedo o tumor é tratado, maior a chance de cura com menos complexidade terapêutica.

O que muda conforme o estágio

Quando o tumor está restrito ao testículo, o tratamento costuma ser mais simples e a chance de cura é muito alta. Quando há metástase, o tratamento pode exigir quimioterapia e cirurgias adicionais, mas ainda assim muitos pacientes são curados, entre 75-85% após 5 anos.

Como é o tratamento do câncer de testículo?

O tratamento do câncer de testículo depende do tipo de tumor, do estágio e dos marcadores tumorais. Em geral, a cirurgia é o primeiro passo, seguida ou não de vigilância ativa, quimioterapia ou radioterapia.

Cirurgia

A cirurgia inicial mais comum é a orquiectomia radical inguinal, que remove o testículo afetado. Esse procedimento ajuda tanto no tratamento quanto na confirmação diagnóstica definitiva.

Vigilância ativa

Em alguns casos selecionados, especialmente após cirurgia de tumores em estágio inicial, o médico pode recomendar vigilância ativa. Isso significa acompanhamento rigoroso com exames periódicos, sem tratamento adicional imediato.

Quimioterapia

A quimioterapia é usada quando há maior risco de recidiva ou doença disseminada. Esquemas com cisplatina mudaram o prognóstico desse câncer e explicam parte importante das altas taxas de cura.

Radioterapia

A radioterapia pode ser indicada em situações específicas, especialmente em alguns seminomas. Seu uso depende do estágio e da estratégia definida pela equipe.

Como o tratamento é escolhido

A escolha do tratamento leva em conta tipo histológico, estágio, idade, marcadores tumorais, desejo reprodutivo e condições clínicas. Em homens jovens, a discussão sobre fertilidade também é importante antes do início da terapia.

Existe prevenção?

Não existe prevenção garantida para o câncer de testículo, porque suas causas não são totalmente evitáveis. O que é possível fazer é reconhecer alterações cedo e buscar avaliação médica sem atraso.

O que é possível fazer na prática

Na prática, vale conhecer o próprio corpo e notar mudanças persistentes. Isso não impede o câncer de surgir, mas favorece o diagnóstico precoce.

Autoexame e atenção a mudanças

O autoexame não substitui consulta médica, mas pode ajudar a perceber caroço, endurecimento, aumento de volume ou assimetria nova. O ponto principal é não cair em falsa segurança: ausência de dor não exclui tumor.

Há rastreamento para quem não tem sintomas?

Não há recomendação de rastreamento populacional para pessoas assintomáticas, segundo o INCA. Isso significa que não existe um exame de rotina indicado para todos os homens sem sintomas.

Encontrei um caroço no testículo: o que fazer agora?

Encontrar um caroço no testículo não significa automaticamente câncer, mas exige avaliação médica rápida. Alterações benignas como hidrocele, varicocele, cisto de epidídimo e epididimite também podem causar aumento de volume, dor ou sensação de massa.

O passo mais seguro é marcar consulta com urologista. Em geral, o médico fará exame físico e pedirá ultrassonografia escrotal. Se houver dor intensa súbita, náusea ou aumento abrupto do volume, a avaliação pode precisar ser urgente, porque outras condições, como torção testicular, também são emergências.

Quando procurar um médico?

Você deve procurar um médico sempre que notar alteração persistente no testículo, mesmo sem dor. Nódulo, endurecimento, aumento de volume, sensação de peso ou desconforto que não desaparece em poucos dias merecem avaliação.

Sinais que exigem avaliação rápida

Os sinais que exigem avaliação rápida incluem:

  • caroço novo no testículo
  • testículo endurecido
  • aumento de tamanho sem explicação
  • sensação de peso persistente na bolsa escrotal
  • dor testicular contínua
  • aumento das mamas ou sensibilidade mamária sem causa clara

Urologista ou oncologista?

O urologista costuma ser o primeiro especialista a avaliar uma suspeita de câncer de testículo. Se o diagnóstico for confirmado, o tratamento pode envolver urologista, oncologista clínico, radioterapeuta e equipe multidisciplinar. Se precisar de apoio para encontrar atendimento especializado, a SBCO disponibiliza uma busca de especialista.

Perguntas frequentes sobre câncer de testículo

Câncer de testículo dói?

Câncer de testículo pode doer, mas muitas vezes não dói no início. O sinal clássico é um nódulo duro e geralmente indolor.

Todo caroço no testículo é câncer?

Não. Cisto, hidrocele, varicocele, infecção e outras alterações benignas também podem causar caroço ou aumento de volume. Mesmo assim, todo caroço novo precisa de avaliação médica.

Jovens podem ter câncer de testículo?

Sim. O câncer de testículo é especialmente relevante em homens jovens, com pico entre 15 e 34 anos, segundo o NCI.

Como saber se tenho câncer de testículo?

Não é possível saber apenas pela palpação. O diagnóstico do câncer de testículo depende de exame médico, ultrassonografia escrotal, marcadores tumorais e avaliação especializada.

Qual exame detecta câncer de testículo?

A ultrassonografia escrotal é o exame inicial mais usado para investigar suspeita de tumor testicular. Ela costuma ser combinada com exame físico e exames de sangue.

Câncer de testículo tem cura?

Sim. O câncer de testículo tem alta chance de cura, especialmente quando diagnosticado cedo. Mesmo com metástase, muitos casos ainda são tratáveis com intenção curativa.

Qual a diferença entre seminoma e não seminoma?

Seminoma e não seminoma são os principais subtipos de tumores germinativos. O não seminoma tende a ser mais heterogêneo e pode ter crescimento mais rápido, enquanto o seminoma costuma ter comportamento mais previsível.

Câncer de testículo afeta a fertilidade?

Pode afetar, tanto pela própria doença quanto pelo tratamento. Por isso, a preservação de sêmen deve ser discutida antes da cirurgia ou da quimioterapia, especialmente em homens que desejam ter filhos no futuro. Este é um tópico crucial na consulta dos pacientes com tumores testiculares.

Existe prevenção do câncer de testículo?

Não há prevenção garantida. O mais importante é reconhecer alterações precocemente e procurar avaliação médica.

Quando procurar um urologista por suspeita de câncer de testículo?

Procure um urologista se notar caroço, endurecimento, mudança de tamanho, peso na bolsa escrotal ou dor persistente. Quanto mais cedo a investigação começa, melhor tende a ser o prognóstico.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 21/04/2025 | Atualização: 14/07/2026

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