O Instituto Vencer o Câncer lança a série especial “Mesacast Pesquisa Clínica – Pode ser pra você”, um projeto voltado a aproximar a população da ciência e discutir, de forma acessível, o impacto da pesquisa clínica na vida das pessoas.
Ao longo de quatro episódios, especialistas convidados abordam temas como acesso a tratamentos inovadores, diversidade nos estudos clínicos, desinformação em saúde e os desafios do Brasil no cenário global da pesquisa.
A série é conduzida por Juliana Mauri, gerente executiva de pesquisa clínica do Instituto Vencer o Câncer, e pela jornalista Fernanda d´Avila, e reúne cientistas, pesquisadores, médicos e comunicadores científicos em conversas voltadas ao público geral, com linguagem acessível e compromisso com a informação baseada em evidências.
O objetivo é mostrar que pesquisa clínica não é um assunto distante dos pacientes ou restrito aos laboratórios. Ela impacta diretamente a vida das pessoas e pode representar oportunidade de acesso, inovação e avanço no cuidado em saúde.
No primeiro episódio, o cientista e criador de conteúdo Daniel Dahis participa de uma conversa sobre o que é pesquisa clínica e por que ela faz parte do cotidiano, mesmo para quem nunca participou de um estudo. O vídeo também aborda o impacto da desinformação em saúde, o papel da comunicação científica e a importância de aproximar ciência e sociedade.
Já o segundo encontro recebe Laura Marise e Ana Bonassa, criadoras do projeto “Nunca Vi 1 Cientista”, para discutir os principais mitos relacionados à pesquisa clínica. Entre os temas abordados estão a falsa ideia de que participantes de estudos são “cobaias”, os mecanismos de proteção aos voluntários e o papel da comunicação científica no combate às fakenews.
O terceiro episódio amplia a discussão para os desafios estruturais da pesquisa clínica no país. O oncologista e especialista em economia da saúde Dr. Stephen Stefani analisa o cenário brasileiro e discute por que o país ainda responde por apenas cerca de 2% dos estudos clínicos realizados no mundo, apesar de sua diversidade populacional e potencial científico. A conversa também aborda financiamento, regulação e os impactos da nova lei de pesquisa clínica em seres humanos.
Encerrando a série, o oncologista Dr. Jessé Lopes debate a importância da diversidade nos estudos clínicos e os impactos da sub-representação de populações negras, indígenas, idosas e periféricas na produção científica. O episódio discute ainda como ampliar o acesso de pacientes a pesquisas e a necessidade de tornar os estudos mais representativos da população brasileira.
A iniciativa integra os esforços do Instituto Vencer o Câncer para fortalecer a educação em saúde e democratizar o acesso à informação científica.
“Falar sobre pesquisa clínica também é falar sobre acesso, inclusão, inovação e redução de desigualdades. Quanto mais informação de qualidade chega à população, maior é a possibilidade de participação consciente e de avanço da ciência no país”, reforça Juliana Mauri.
Os episódios estão disponíveis nas plataformas digitais (ouça no Spotify) e no canal oficial do Instituto Vencer o Câncer no Youtube.







