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Sergio Azman

Publicado em 28/04/2015

Revisado em 07/03/2017

Mulheres obesas têm risco 40% maior de ter câncer

Novos números divulgados pelo Cancer Research UK indicam que mulheres obesas têm risco cerca de 40% maior de desenvolver um câncer relacionado ao peso do que as mulheres com peso saudável.

A obesidade aumenta o risco de uma mulher desenvolver pelo menos sete tipos de câncer, incluindo intestino, mama pós-menopausa, vesícula biliar, útero, rim, pâncreas e câncer esofágico.

30% dos cânceres estão relacionados com a alimentação

Segundo as novas estatísticas, em um grupo de 1.000 mulheres obesas, 274 serão diagnosticados com um câncer ligado ao peso corporal em sua vida, em comparação com 194 mulheres diagnosticadas em um grupo de 1.000 mulheres de peso saudável. No Reino Unido, estima-se que 18 mil mulheres desenvolvem câncer como resultado de excesso de peso ou obesidade cada ano.

Cerca de um quarto das mulheres do Reino Unido estão obesas, o que as coloca em um risco maior de câncer. Existem diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar o risco da doença, e uma possibilidade é que ela está ligada à produção de hormônios, especialmente o estrogênio.

As evidências da relação entre câncer e obesidade crescem a cada dia, intensificando o alerta de que manter alimentação saudável e uma rotina de exercícios pode ajudar a prevenir a doença. “Sabemos que o risco de câncer depende de uma combinação de fatores, como nossa genética, o meio ambiente e outros aspectos de nossas vidas, muitos dos quais podemos controlar. Ajudar as pessoas a entender como podem reduzir o risco de desenvolver câncer é crucial para combater a doença”, afirma o oncologista Antonio Carlos Buzaid, chefe geral do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes (COAEM).

Segundo o especialista, mudanças no estilo de vida, como não fumar, manter um peso saudável, uma dieta equilibrada e diminuir o consumo de álcool são grandes oportunidades para reduzir o risco. “Não é uma garantia contra o câncer, mas aumenta as probabilidades a nosso favor”, diz.

Para isso, não é preciso se tornar uma atleta ou desistir para sempre da sua comida favorita. Basta fazer pequenas mudanças que possam ter um impacto real a longo prazo. “Comece reduzindo os alimentos gordurosos e açucarados, caminhe um pouco mais entre suas atividades diárias. Perder peso leva tempo e a construção gradual de um estilo de vida mais saudável é mais fácil de incorporar e manter”, explica o oncologista Fernando Cotait Maluf, diretor do Serviço de Oncologia Clínica do COAEM.