Diagnóstico do câncer de pulmão

Compartilhe:

Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

O diagnóstico do câncer de pulmão começa, na maioria das vezes, com uma suspeita levantada por sintomas, por um achado em exame de imagem ou por rastreamento em pessoas de alto risco. Mas um ponto é essencial desde o início: a imagem pode sugerir, porém não confirma sozinha que uma lesão no pulmão é câncer. Para fechar o diagnóstico, geralmente é preciso obter uma amostra do tecido por biópsia.

Esse tema é especialmente importante porque o câncer de pulmão segue entre os tumores mais relevantes em saúde pública. No Brasil, o INCA estima 32.560 novos casos em 2025, e o tabagismo continua sendo o principal fator de risco. Segundo a American Cancer Society, 85% a 90% dos casos estão relacionados ao cigarro, embora a doença também possa surgir em não fumantes. Ao longo deste artigo, você vai entender quais exames são usados, quando a broncoscopia ou a biópsia guiada por tomografia são indicadas, como funciona o estadiamento e por que os testes moleculares mudaram o diagnóstico moderno.

Pontos importantes

  • O diagnóstico do câncer de pulmão costuma começar por sintomas, achado incidental ou rastreamento com tomografia de baixa dose.
  • Radiografia e tomografia ajudam a identificar uma lesão suspeita, mas a confirmação geralmente depende de biópsia.
  • A escolha do exame invasivo depende muito da localização da lesão, especialmente se ela é central ou periférica.
  • Depois da confirmação, é preciso definir o tipo de câncer, avaliar os linfonodos, fazer o estadiamento e, em muitos casos, solicitar testes moleculares.
  • Nem toda mancha ou nódulo no pulmão é câncer, e a investigação deve ser individualizada, de preferência em centros com equipe multidisciplinar.

Como é feito o diagnóstico do câncer de pulmão

O diagnóstico do câncer de pulmão é uma jornada em etapas. Em linguagem simples, o caminho costuma seguir esta lógica:

  1. surge uma suspeita clínica ou em exame de imagem
  2. são feitos exames para localizar e caracterizar a lesão
  3. escolhe-se a melhor forma de obter material para análise
  4. a biópsia confirma ou descarta câncer
  5. se confirmado, vêm o estadiamento e os testes complementares
  6. com essas informações, a equipe define o tratamento

Quando surge a suspeita de câncer de pulmão

A suspeita pode aparecer de três formas principais:

  • por sintomas, como tosse persistente, falta de ar, dor no peito ou tosse com sangue
  • por um achado incidental, por exemplo uma mancha ou nódulo visto em radiografia ou tomografia feita por outro motivo
  • por rastreamento em pessoas com alto risco, usando tomografia de baixa dose

Muitos pacientes descobrem a doença após investigar sintomas. Outros recebem a notícia depois de um exame feito por acaso. Isso é importante porque um nódulo pulmonar nem sempre significa câncer, mas também não deve ser ignorado.

O papel da consulta médica, histórico clínico e exame físico

A investigação começa na consulta. O médico pergunta sobre sintomas, tempo de evolução, histórico de tabagismo, exposição ocupacional, antecedentes familiares, doenças pulmonares prévias e perda de peso recente.

O exame físico sozinho não confirma o diagnóstico, mas ajuda a avaliar o estado geral e a procurar sinais que indiquem doença mais avançada. Essa etapa também orienta quais exames pedir primeiro e qual estratégia é mais segura para cada paciente.

Por que exames de imagem não confirmam o diagnóstico sozinhos

Radiografia, tomografia e PET-CT mostram alterações suspeitas, mas não conseguem dizer com certeza se aquela lesão é câncer. Uma infecção, cicatriz, inflamação ou doença benigna também pode parecer preocupante na imagem.

Por isso, uma regra prática ajuda muito a entender o processo: imagem sugere, biópsia confirma. Em algumas situações, o médico pode até acompanhar a lesão com novos exames antes de indicar procedimento invasivo, especialmente quando o risco de câncer parece baixo.

Por que a biópsia é necessária para confirmação

A biópsia retira células ou fragmentos do tecido para análise no microscópio. É esse exame anatomopatológico ou citológico que confirma se existe câncer e qual é o tipo.

Além disso, hoje a biópsia tem outra função importante: fornecer material suficiente para testes moleculares, como pesquisa de EGFR, ALK, ROS1, BRAF, MET, RET, KRAS, HER-2, NTRK, NRG e avaliação de PD-L1, entre outros. O diagnóstico molecular pode determinar a melhor estratégia de tratamento. 

Quais exames detectam câncer de pulmão

Os exames usados no diagnóstico do câncer de pulmão têm funções diferentes. Alguns detectam a lesão, outros ajudam a avaliar a extensão da doença, e outros servem para planejar a biópsia.

Radiografia de tórax

A radiografia de tórax costuma ser um dos primeiros exames, principalmente quando o paciente procura atendimento por tosse, dor torácica ou falta de ar. Ela pode mostrar uma massa, uma opacidade, derrame pleural ou sinais indiretos de obstrução pulmonar.

Apesar de útil, a radiografia tem limitações. Lesões pequenas podem não ser vistas, e o exame não consegue definir com precisão se a alteração é maligna ou benigna.

Tomografia computadorizada de tórax

A tomografia de tórax é um dos exames centrais para investigar lesão pulmonar suspeita. Ela mostra melhor o tamanho, a localização, o formato da lesão e a relação com brônquios, vasos e linfonodos.

Na prática, é a tomografia que costuma orientar o próximo passo. Ela ajuda a responder perguntas como:

  • a lesão é central ou periférica?
  • há mais de um nódulo?
  • existem linfonodos aumentados?
  • há derrame pleural?
  • qual o melhor caminho para a biópsia?

PET-CT no diagnóstico e estadiamento

O PET-CT não costuma ser o primeiro exame da investigação, mas é muito importante em casos selecionados. Ele ajuda a avaliar a atividade metabólica da lesão e a procurar sinais de disseminação para linfonodos ou outros órgãos.

Em análise publicada no JAMA, o PET mostrou sensibilidade de 96% e especificidade de 78% para caracterização de nódulos pulmonares. Mesmo assim, ele não substitui a biópsia, porque inflamações e infecções também podem gerar resultados positivos.

Quando outros exames podem ser necessários

Dependendo do caso, outros exames entram na investigação.

Ressonância magnética

A ressonância magnética não é o exame principal do pulmão, mas pode ser útil em situações específicas, como suspeita de acometimento cerebral ou avaliação de invasão de determinadas estruturas.

Exames de sangue

Exames de sangue não confirmam câncer de pulmão. Eles servem para avaliar o estado geral, função renal, função hepática, anemia, infecção e preparo para procedimentos ou tratamento.

Avaliação da função pulmonar

A função pulmonar é particularmente importante quando existe possibilidade de cirurgia. Esse exame ajuda a estimar se o paciente tem reserva respiratória suficiente para tolerar a retirada de parte do pulmão.

Tabela comparativa dos principais exames

ExamePara que serveO que mostraLimitação principal
Radiografia de tóraxInvestigação inicialAlterações maiores no tóraxPode não detectar lesões pequenas
Tomografia de tóraxAvaliação detalhadaTamanho, localização e extensão localNão confirma câncer sozinha
PET-CTAvaliar atividade e estadiamentoLesões metabolicamente ativasPode ter falso-positivo
BroncoscopiaVisualizar vias aéreas e biopsiarTumores centrais e vias brônquicasMenor rendimento em lesões periféricas
Biópsia guiada por tomografiaColetar material de lesões periféricasAmostra direta da lesãoRisco de pneumotórax

Como é feita a biópsia no câncer de pulmão

A melhor forma de biópsia depende principalmente da localização da lesão, do tamanho, da presença de linfonodos suspeitos e das condições clínicas do paciente.

Broncoscopia

A broncoscopia é um exame em que um tubo fino com câmera é introduzido pelas vias aéreas. Ela permite visualizar o interior dos brônquios e colher material para biópsia.

Quando é mais indicada

A broncoscopia costuma ser mais útil em tumores centrais, ou seja, aqueles mais próximos dos brônquios principais. Nesses casos, o médico pode enxergar a lesão diretamente ou acessar áreas muito próximas dela.

Vantagens e limitações

Entre as vantagens estão o fato de ser um procedimento bem estabelecido, geralmente realizado com sedação, e de permitir coleta de material por diferentes técnicas.

A principal limitação é que o rendimento cai em lesões periféricas, mais distantes das vias aéreas centrais. Por isso, nem toda suspeita de câncer de pulmão deve ser investigada primeiro por broncoscopia.

Biópsia percutânea guiada por tomografia

Na biópsia guiada por tomografia, o radiologista introduz uma agulha através da parede do tórax até a lesão, usando imagens para orientar o trajeto.

Quando é mais indicada

Ela costuma ser a melhor escolha para lesões periféricas, especialmente nódulos ou massas localizados na parte mais externa do pulmão.

Riscos e possíveis complicações

A complicação mais conhecida é o pneumotórax, que acontece quando entra ar entre o pulmão e a parede torácica. O risco varia conforme técnica, tamanho e posição da lesão, podendo ocorrer em cerca de 20% a 25% dos casos, embora apenas parte dos pacientes precise de drenagem. Também pode haver sangramento ou tosse com sangue.

Esses riscos não significam que o exame é inadequado. Significam apenas que a decisão deve levar em conta benefícios, alternativas e condição clínica do paciente.

Citologia do escarro e do líquido pleural

A citologia analisa células eliminadas no escarro ou presentes no líquido pleural. É um método menos invasivo, mas com rendimento variável e geralmente limitado.

Pode ser útil em situações específicas, como quando há derrame pleural ou quando o paciente não pode fazer procedimentos mais invasivos de imediato.

Toracoscopia e biópsia cirúrgica

Quando métodos menos invasivos não conseguem confirmar o diagnóstico, pode ser necessário recorrer à toracoscopia ou à biópsia cirúrgica. Esses procedimentos permitem obter amostras maiores e, em alguns casos, tratar a lesão no mesmo ato, se houver indicação.

Como a localização do tumor influencia a escolha do método

A localização da lesão é um dos fatores mais importantes na estratégia diagnóstica.

Tumores centrais

Tumores centrais ficam mais próximos dos brônquios principais. Em geral, a broncoscopia tem melhor rendimento nesses casos.

Lesões periféricas

Lesões periféricas ficam mais afastadas das vias aéreas centrais. Nelas, a biópsia percutânea guiada por tomografia costuma ser a opção mais direta.

Avaliação dos linfonodos e do mediastino

No diagnóstico do câncer de pulmão, não basta confirmar a presença do tumor. Também é preciso saber se os linfonodos mediastinais estão comprometidos.

O que significa comprometimento linfonodal

Linfonodos são estruturas do sistema linfático. Quando há células tumorais neles, isso pode indicar uma doença mais avançada e mudar completamente o tratamento.

EBUS e EUS

O EBUS é um ultrassom acoplado à broncoscopia que ajuda a localizar e puncionar linfonodos próximos das vias aéreas. Já o EUS usa ultrassom por via digestiva para acessar determinadas regiões.

Esses métodos são menos invasivos que cirurgia e se tornaram muito importantes na avaliação do mediastino.

Mediastinoscopia

A mediastinoscopia é um procedimento cirúrgico usado para examinar e biopsiar linfonodos do mediastino quando necessário. Hoje, muitas vezes ela fica reservada para situações em que EBUS ou EUS não foram conclusivos ou não estão disponíveis.

Quando esses exames são indicados

Esses exames costumam ser indicados quando a tomografia ou o PET-CT mostram linfonodos aumentados ou metabolicamente ativos, ou quando a confirmação do estágio depende dessa avaliação.

O que acontece depois da confirmação diagnóstica

Depois que a biópsia confirma câncer, o trabalho não termina. Na verdade, começa uma nova fase: definir exatamente que tipo de câncer é, qual a extensão da doença e quais características biológicas podem orientar o tratamento.

Identificação do tipo de câncer de pulmão

Os dois grandes grupos são:

Câncer de pulmão de não pequenas células

O câncer de pulmão de não pequenas células representa cerca de 85% dos casos. Ele inclui subtipos como adenocarcinoma, carcinoma escamoso e carcinoma de grandes células.

Câncer de pulmão de pequenas células

O câncer de pulmão de pequenas células corresponde a cerca de 15% dos casos. Em geral, é um tumor mais agressivo e com comportamento clínico diferente.

Estadiamento da doença

O estadiamento mostra até onde o câncer se espalhou. Ele é decisivo para definir se o tratamento será cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou uma combinação dessas estratégias.

Sistema TNM

No câncer de pulmão de células não pequenas, o sistema TNM avalia:

  • T: tamanho e extensão do tumor
  • N: acometimento de linfonodos
  • M: presença de metástases

Doença limitada e extensa

No câncer de pulmão de células pequenas, também é comum usar a classificação de doença limitada ou extensa, o que ajuda a orientar a estratégia terapêutica.

Como o estadiamento orienta o tratamento

Doença localizada pode permitir cirurgia com intenção curativa. Já o acometimento linfonodal ou metastático pode indicar tratamentos sistêmicos e radioterapia, por exemplo.

Por isso, o diagnóstico do câncer de pulmão não termina na palavra “câncer”. Ele só fica realmente completo quando o tipo e o estágio são definidos.

Diagnóstico precoce e rastreamento do câncer de pulmão

É importante separar três conceitos:

  • rastreamento: procurar doença antes dos sintomas, em pessoas de risco
  • diagnóstico: confirmar se a lesão é câncer
  • estadiamento: descobrir a extensão da doença

Quem pode se beneficiar do rastreamento

O rastreamento é voltado a pessoas com maior risco, especialmente fumantes ou ex-fumantes com carga tabágica significativa.

Tomografia de baixa dose

A tomografia de baixa dose é o exame recomendado para rastreamento. No estudo NLST, ela reduziu em 20% a mortalidade por câncer de pulmão em comparação com radiografia de tórax.

Critérios atuais para rastreamento

A recomendação da USPSTF inclui pessoas de 50 a 80 anos, com 20 maços-ano ou mais, fumantes atuais ou que pararam há menos de 15 anos.

Limitações e importância da decisão compartilhada

O rastreamento não é indicado para toda a população. Ele pode gerar achados benignos, ansiedade e exames adicionais. Por isso, a decisão deve ser compartilhada entre paciente e equipe médica.

Testes moleculares e medicina personalizada

Hoje, para diagnosticar o câncer de pulmão, não basta apenas analisar a biópsia para identificar o seu subtipo. Em muitos casos, também é necessário estudar características mais profundas do tumor, chamadas alterações moleculares, que ajudam a entender melhor como ele se comporta.

Quando esses testes são importantes

Esses exames são especialmente úteis no câncer de pulmão  de células não pequenas, principalmente quando a doença está em estágio mais avançado. Eles permitem identificar características específicas do tumor e ajudam o médico a escolher um tratamento mais adequado para cada pessoa, tornando o cuidado mais personalizado.

O que esses testes procuram

Os testes investigam algumas alterações no tumor que podem orientar o tratamento. Entre as principais estão o EGFR, que, quando alterado, pode indicar boa resposta a certos medicamentos; o ALK, que também direciona para terapias específicas; o ROS1, que é mais raro, mas importante quando presente; além de BRAF, RET, MET, HER-2, KRAS, NRG-1, NTRK, PD-L1, entre outros. Estudos mostram que uma boa parte dos tumores apresenta alterações que podem ser tratadas com terapias direcionadas, o que reforça a importância desses exames.

O que é PD-L1

O PD-L1 não é uma mutação, mas sim um marcador que ajuda a prever se o paciente pode responder melhor a um tipo de tratamento chamado imunoterapia.

Por que isso faz diferença

Esses testes podem mudar a escolha do tratamento desde o início e até a sequência das terapias ao longo do tempo. Por isso, é importante que o material coletado na biópsia seja suficiente não apenas para confirmar o diagnóstico, mas também para permitir essas análises mais detalhadas.

Cuidados importantes durante a investigação

A fase de investigação costuma gerar ansiedade. Algumas atitudes ajudam a tornar o processo mais organizado.

O que levar para a consulta

Leve:

  • exames anteriores em imagem e laudos
  • lista de medicamentos em uso
  • histórico de tabagismo
  • doenças prévias
  • dúvidas anotadas

Quando buscar segunda opinião

Buscar uma segunda opinião pode ser útil quando há dúvida sobre a melhor forma de biópsia, quando o resultado não fecha diagnóstico, ou quando o caso é complexo e envolve cirurgia ou tratamento multimodal.

Importância de centros especializados e equipe multidisciplinar

Centros especializados costumam reunir pneumologista, oncologista, cirurgião torácico, radiologista, patologista e radioterapeuta. Isso melhora a integração entre diagnóstico, estadiamento e tratamento.

Também é importante lembrar que a investigação deve ser proporcional ao benefício esperado. Em pacientes muito frágeis, com muitas comorbidades, a equipe pode discutir limites da investigação invasiva e priorizar segurança, conforto e objetivos reais do cuidado.

Perguntas frequentes sobre diagnóstico do câncer de pulmão

Como é feito o diagnóstico do câncer de pulmão?

O diagnóstico do câncer de pulmão geralmente começa com sintomas ou exames de imagem suspeitos. A confirmação costuma depender de biópsia, seguida de estadiamento e, em muitos casos, testes moleculares.

Quais exames detectam câncer de pulmão?

Os principais exames para detectar uma lesão suspeita são radiografia de tórax, tomografia de tórax e PET-CT em situações selecionadas. Para confirmar câncer, normalmente é necessária uma biópsia.

Tomografia detecta câncer de pulmão?

A tomografia detecta alterações suspeitas e é um dos exames mais importantes da investigação. Porém, ela não confirma sozinha se a lesão é câncer.

Radiografia mostra câncer de pulmão?

A radiografia pode mostrar sinais sugestivos, como massa ou opacidade pulmonar. Mesmo assim, ela tem limitações e geralmente precisa ser complementada por tomografia.

Toda mancha no pulmão é câncer?

Não. Mancha no pulmão pode representar infecção, inflamação, cicatriz, nódulo benigno ou outras condições. O contexto clínico e os exames complementares é que definem a necessidade de investigação.

Nódulo pulmonar significa câncer?

Nem sempre. Muitos nódulos pulmonares são benignos, e alguns só precisam de acompanhamento com novas imagens. O risco depende do tamanho, formato, crescimento e perfil do paciente.

A broncoscopia dói?

A broncoscopia costuma ser feita com sedação e anestesia local, então o desconforto geralmente é controlado. Após o exame, pode haver irritação na garganta ou tosse leve por curto período.

A biópsia pode espalhar o câncer?

Essa é uma dúvida comum, mas a biópsia é considerada procedimento padrão e necessário para confirmação. O risco de “espalhar” o câncer por causa da biópsia é extremamente baixo e não costuma impedir sua indicação.

Quanto tempo demora para fechar o diagnóstico do câncer de pulmão?

O tempo varia conforme disponibilidade de exames, tipo de biópsia e necessidade de testes adicionais. Em geral, o processo pode levar de alguns dias a algumas semanas.

Quando o médico pede PET-CT no câncer de pulmão?

O PET-CT costuma ser pedido quando é preciso avaliar melhor a atividade da lesão, investigar linfonodos ou procurar metástases. Ele é especialmente útil no estadiamento, não como exame isolado de confirmação.

Exame de sangue detecta câncer de pulmão?

Não de forma definitiva. Exames de sangue ajudam a avaliar o estado geral do paciente, mas não substituem imagem e biópsia no diagnóstico do câncer de pulmão.

Quem deve fazer rastreamento do câncer de pulmão?

Pessoas com alto risco, especialmente entre 50 e 80 anos, com histórico de 20 maços-ano ou mais e tabagismo atual ou cessado há menos de 15 anos, podem se beneficiar de tomografia de baixa dose, conforme avaliação médica.

 

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 21/04/2025 | Atualização: 17/05/2026

Pesquisa Clínica

Novos tratamentos e medicamentos, com segurança e eficácia, de forma gratuita. Conheça.

Artigos relacionados

Acesse outros artigos sobre o Câncer.

Busque novas possibilidades de tratamento

Se você busca novas opções de tratamento para si ou para alguém próximo, encontre aqui estudos clínicos com recrutamento aberto. Participar é uma forma de acessar novos tratamentos e contribuir com a evolução da medicina.

Lei nº 14.874/24: Apoiamos avanços para fortalecer a pesquisa clínica no Brasil.