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O jornal O Globo publicou na edição de 13 janeiro a reportagem “O câncer em dez anos: oncologistas apontam os 6 tipos com as maiores expectativas de cura e com as piores previsões”. Os jornalistas ouviram especialistas que destacaram que “os tumores de mama, pulmão e os hematológicos terão grandes avanços com tratamentos e os de pâncreas, cérebro e fígado ainda representam um grande desafio”.

Os fundadores do Instituto Vencer o Câncer, Antônio Buzaid e Fernando Maluf, foram ouvidos na matéria sobre prevenção, o impacto dos hábitos de vida para o aumento de casos e as possibilidades de tratamento dos tumores.

Buzaid destacou como importante inovação a técnica do Car-T Cell, terapia celular em que “os linfócitos T (células de defesa) são retirados do paciente e alterados geneticamente em laboratório para reconhecerem os antígenos do tumor específico daquele indivíduo. Em seguida, são reintroduzidos e passam a combater o câncer”.

“— É outra área que vai se destacar muito. É como se eu pegasse o soldado, o modificasse para ele reconhecer melhor o bandido. Por enquanto, está aprovado apenas para câncer hematológico, mas existem diversos estudos com terapias semelhantes em andamento para os tumores sólidos” — afirmou o oncologista Antonio Carlos Buzaid, na reportagem.

O Globo solicitou aos especialistas uma opinião sobre os tipos de câncer com melhor perspectiva (e com pior). O oncologista Fernando Maluf citou o câncer de mama como um dos que apresentam uma perspectiva promissora.

“— O prognóstico tem aumentado de modo significativo com as drogas anti-HER2, um tipo de tumor que representa 30% do total. Várias vezes, quando a doença é local ou regional, vemos uma resposta completa antes da cirurgia. Em alguns casos, observa-se até erradicação da doença metastática. Claramente o câncer de mama é um dos tumores no qual tanto para doença localmente avançada quanto metastática, os resultados vão melhorando dia a dia”, disse.

Antonio Buzaid também citou que um dos tipos de câncer com mais divisões genéticas identificadas e que, por isso, torna-se mais suscetível a terapias-alvo é o de pulmão. 

Os médicos, no entanto, explicam que tumores como pâncreas e fígado ainda representam um desafio para o avanço em tratamentos.

A reportagem completa está disponível, para assinantes do jornal, clique aqui!

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Categorias: CâncerDestaque