Linfedema no câncer: um cuidado que funciona, e ao qual poucos têm acesso

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.
Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

O inchaço que aparece depois do tratamento contra o câncer não deve ser encarado como uma consequência inevitável ou sem solução. O linfedema é uma sequela frequentes, pode surgir após cirurgias com retirada de linfonodos e radioterapia e, quando identificado precocemente, pode ser controlado e até revertido. 

O tema é abordado pela fisioterapeuta Tania Tonezzer, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, em texto publicado na coluna quinzenal do Vencer o Câncer no Pulsa, espaço de saúde do jornal O Estado de S. Paulo.

Tania destaca que a prevenção deve começar antes mesmo da cirurgia, com acompanhamento no pré e pós-operatório capaz de identificar alterações ainda na fase subclínica. Ela cita o ensaio clínico PREVENT, que mostrou que a identificação precoce por bioimpedância, associada à intervenção imediata, reduziu a progressão para o linfedema crônico de cerca de 19% para 8%. O exercício físico orientado também pode reduzir o risco da condição em cerca de 30%.

Para quem já apresenta linfedema, o tratamento deve ser individualizado e pode envolver compressão, exercícios terapêuticos, cuidados com a pele, educação do paciente e, em alguns casos, drenagem linfática manual. “A evidência mais recente, de 2025 e 2026, é consistente: abordagens combinadas superam qualquer técnica isolada, tanto no braço quanto na perna. Não é estética nem um paliativo vago: é tratamento com desfecho mensurável, redução de volume, menos infecções (erisipela), mais função e melhor qualidade de vida”, escreve.

Muitos pacientes chegam tarde à fisioterapia ou sequer são encaminhados, seja por falta de informação ou pela percepção de que o inchaço é uma consequência normal do tratamento. Para Tania, o linfedema deve ser abordado desde o início da jornada oncológica, com participação integrada de cirurgiões, radioterapeutas, oncologistas, enfermagem e fisioterapia. A fisioterapia oncológica, defende a autora, deve ser reconhecida como parte do tratamento do câncer, e não como um cuidado extra.

Clique aqui e leia o texto completo.

Publicação: 11/09/2026 | Atualização: 11/09/2026

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