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Publicado em 29/08/2014

Revisado em 06/03/2017

Tabaco está associado a 90% dos casos de câncer de pulmão

cigarroConsiderado o mais frequente entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão apresenta um aumento de 2% ao ano na sua incidência mundial. Para os fumantes, um alerta: há cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão quando comparados aos não fumantes.

Segundo a patologista Thais Mauad, professora do Departamento de Patologia da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), além de prejudicar diversos órgãos, o tabaco está associado a 90% dos casos de câncer de pulmão nos homens e 80% nas mulheres. Ou seja: se não fosse o cigarro, o tumor mais frequente no mundo não seria esse.

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Os males não param no câncer. “Quem fuma tem maior chance de ter demência, desenvolver catarata, dentes amarelados, pele manchada e aceleração do envelhecimento da pele, com perda da elasticidade”, afirma a patologista. “Cerca de 90% das mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), enfisema e bronquite estão relacionadas ao tabagismo”, completa.

O pulmão do fumante acumula pigmentos enegrecidos, resultante da queima do cigarro. Essa espécie de carvão e as substâncias tóxicas nele agregados causam inflamação do órgão. A inflamação no longo prazo causa destruição dos sacos alveolares e estreitamento e destruição das pequenas vias aéreas. O reflexo na qualidade de vida é de alto impacto. “O paciente desenvolve a DPOC, com um quadro que se caracteriza por muita tosse, aumento de secreção, maior chance de infecção respiratória e falta de ar, muitas vezes necessitando de oxigênio suplementar. Não existe cura para essa doença”, alerta Thais.