O que é câncer de bexiga

Compartilhe:

Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

Câncer de bexiga é um tumor que se forma nas células que revestem a parte interna da bexiga, órgão responsável por armazenar a urina antes da eliminação. Na maioria dos casos, ele começa no urotélio, revestimento interno da bexiga, e o tipo mais comum é o carcinoma urotelial, que representa cerca de 90% dos casos. No Brasil, o INCA estima 13.110 novos casos anuais de câncer de bexiga para 2026-2028.

Embora possa ser silencioso no início, o principal sinal de alerta costuma ser sangue na urina, mesmo sem dor. Neste artigo, você vai entender de forma simples como o câncer de bexiga surge, quais são os tipos mais comuns, os sintomas, como é feito o diagnóstico, quais tratamentos existem e quando procurar avaliação médica.

Pontos importantes

  • O câncer de bexiga surge, em geral, no revestimento interno do órgão e o carcinoma urotelial é o tipo mais comum.
  • O sintoma mais frequente é sangue na urina, também chamado de hematúria, que pode aparecer e desaparecer.
  • A doença pode ser não músculo-invasiva, quando está mais superficial, ou músculo-invasiva, quando atinge camadas mais profundas e exige tratamento mais intenso.
  • O tabagismo é um dos principais fatores de risco e fumar aumenta de forma importante a chance de desenvolver a doença, segundo a American Cancer Society.
  • A cistoscopia é o exame principal para investigar suspeita de tumor na bexiga, e o tratamento depende do tipo, do estágio da doença e da profundidade da lesão.

O que é câncer de bexiga?

O câncer de bexiga é um crescimento anormal de células na bexiga urinária. Essas células passam a se multiplicar sem controle, podendo formar um tumor que permanece restrito à superfície interna ou invade camadas mais profundas da parede da bexiga.

A bexiga é um órgão oco, localizado na pelve, cuja função é armazenar a urina produzida pelos rins. Sua parede é formada por diferentes camadas, e isso é muito importante para entender a doença, porque o comportamento do tumor muda bastante conforme a profundidade que ele alcança.

Localização da bexiga na pelve.
Localização da bexiga.
Anatomia da bexiga e da próstata.
Anatomia da bexiga com visão anterior do órgão (A). Anatomia da próstata com visão lateral do órgão (B).

Como a bexiga funciona e onde o tumor se forma

A parte mais interna da bexiga é revestida por uma camada de células chamada urotélio. É justamente nesse tecido que a maioria dos tumores começa. Por isso, o nome mais comum desse câncer é carcinoma urotelial, também chamado de carcinoma de células transicionais.

Quando o tumor está apenas na camada mais superficial, ele tende a ser tratado de forma diferente e, em muitos casos, com maior chance de controle. Já quando invade o músculo principal da bexiga, o risco de progressão e disseminação aumenta, mas ainda com boa possibilidade de cura.

Como o câncer de bexiga se desenvolve

O desenvolvimento do câncer de bexiga costuma estar relacionado a agressões repetidas às células do urotélio. Entre essas agressões, o cigarro é a principal, porque substâncias tóxicas absorvidas pelo corpo passam pelos rins e ficam concentradas na urina, entrando em contato com a parede da bexiga. A inflamação crônica, comentada anteriormente, também é irritante ao urotélio e outro fator de risco.

Com o tempo, essas células podem sofrer alterações genéticas e deixar de obedecer aos mecanismos normais de controle do organismo. O resultado é a formação de um tumor, que pode crescer lentamente ou ter comportamento mais agressivo.

Diferença entre tumor superficial, não músculo-invasivo e músculo-invasivo

Essa é uma das distinções mais importantes para quem quer entender o que é câncer de bexiga.

Tipo de tumorOnde estáComportamento
Não músculo-invasivoRestrito ao revestimento interno ou à camada logo abaixo do principal músculo da bexiga (detrusor)Pode recidivar, mas costuma ter tratamento inicial menos agressivo
Carcinoma in situLesão plana, superficial, porém de alto riscoExige atenção especial pelo potencial de progressão
Músculo-invasivoInvade a camada muscular principal da bexiga (músculo detrusor)Tem maior risco de espalhar e geralmente precisa de tratamento mais intensivo
MetastáticoQuando as células do tumor se espalham pela circulação sanguínea ou linfática e atingem outros órgãosEm geral, nesse estágio a doença é incurável e necessita de tratamentos mais intensivos

Em linguagem simples, quanto mais fundo o tumor entra na parede da bexiga, maior tende a ser sua gravidade.

Tipos de câncer de bexiga

Os tipos de câncer de bexiga são definidos pelo tipo de célula em que o tumor começou.

Carcinoma urotelial ou de células transicionais

É o principal tipo e responde por cerca de 90% dos tumores malignos de bexiga. Ele se origina nas células do urotélio, que revestem a parte interna da bexiga e também outras áreas do trato urinário.

Por que é o tipo mais comum

O urotélio fica em contato direto com a urina, que pode carregar substâncias tóxicas eliminadas pelo organismo. Isso ajuda a explicar por que essa região é mais vulnerável a danos celulares ao longo do tempo.

Ilustração do carcinoma in situ da bexiga.
Carcinoma in situ. Note que, nessa fase da doença, as células malignas estão envoltas por uma membrana, evitando que elas invadam a mucosa da bexiga.

Baixo grau, alto grau e carcinoma in situ

Além da profundidade, o tumor também é avaliado pelo grau. Quando classificamos o grau do tumor, procuramos avaliar o quanto a célula é parecida com a célula normal, ou quanto mais anárquica ela é. Há correlação do grau com a agressividade. Tumores de baixo grau costumam crescer mais lentamente. Tumores de alto grau têm células mais alteradas e maior chance de invasão.

O carcinoma in situ da bexiga é uma forma superficial, plana e de alto grau. Mesmo sem formar uma massa evidente, ele merece atenção porque pode evoluir de forma agressiva se não for tratado.

Carcinoma de células escamosas

É menos comum e costuma estar associado à irritação crônica da bexiga. Pode ocorrer em pessoas com inflamações persistentes, infecções recorrentes ou uso prolongado de sonda em alguns contextos.

Adenocarcinoma

Também é raro. Surge em células glandulares e representa uma pequena parcela dos casos.

Tipos mais raros

Existem ainda tumores menos frequentes, com comportamento próprio e tratamento individualizado.

Carcinoma de pequenas células

É raro e geralmente mais agressivo. Costuma exigir abordagem especializada e, muitas vezes, combinação de tratamentos.

Outros tumores raros

Podem incluir sarcomas e outras neoplasias incomuns da bexiga. O diagnóstico correto depende da análise do tecido na biópsia.

Quais são os sintomas do câncer de bexiga?

Os sintomas do câncer de bexiga nem sempre aparecem logo no início. Em alguns casos, a doença é descoberta após investigação de um exame de urina alterado.

Sangue na urina: principal sinal de alerta

O sintoma mais comum é sangue na urina, chamado de hematúria. Segundo a American Cancer Society, esse é o sinal mais frequente da doença.

Hematúria visível e microscópica

A hematúria pode ser visível, quando a urina fica rosada, avermelhada ou cor de ferrugem, às vezes podendo até conter coágulos. Também pode ser microscópica, detectada apenas em exame laboratorial.

Quando o sangue aparece e desaparece

Um ponto importante é que o sangue na urina pode surgir uma vez, desaparecer e voltar depois. Isso faz muita gente adiar a investigação. Mesmo que tenha sido um episódio isolado, vale procurar avaliação médica.

Alterações urinárias comuns

Além da hematúria, outros sintomas podem aparecer, especialmente quando o tumor irrita a bexiga.

Ardor ao urinar

Pode haver dor ou queimação ao urinar, sintoma que também ocorre em infecção urinária. Por isso, não dá para concluir a causa sem investigação.

Urgência e aumento da frequência urinária

A pessoa pode sentir vontade de urinar muitas vezes ao dia ou uma urgência repentina para ir ao banheiro.

Jato fraco ou dificuldade para urinar

Em alguns casos, pode haver dificuldade para esvaziar a bexiga ou jato urinário mais fraco.

Sintomas de câncer de bexiga avançado

Quando a doença está mais avançada, os sintomas podem ir além do trato urinário.

Dor lombar, perda de peso, fraqueza e edema

Dor nas costas, perda de peso sem explicação, cansaço e inchaço nas pernas podem ocorrer em casos mais extensos.

Dor óssea e sinais de disseminação

Se houver metástases, podem surgir dor óssea, falta de ar ou outros sintomas, dependendo do órgão acometido.

Fatores de risco e epidemiologia

Não existe uma causa única para o câncer de bexiga, mas alguns fatores aumentam claramente o risco.

Tabagismo

O tabagismo é o principal fator de risco. A American Cancer Society destaca que fumantes têm risco significativamente maior de desenvolver a doença.

Exposição ocupacional a substâncias químicas

Pessoas que trabalham com corantes, borracha, couro, tintas, derivados de petróleo e algumas substâncias industriais podem ter maior risco por exposição a compostos químicos, como aminas aromáticas.

Idade, sexo e raça/etnia

O câncer de bexiga é mais comum em pessoas mais velhas. Também ocorre mais em homens, aproximadamente 3,5 homens para cada mulher. Pico de incidência entre 60 e 70 anos e maior frequência após os 55 anos.

Irritação crônica da bexiga e infecções urinárias recorrentes

Inflamações persistentes, cálculos, infecções de repetição e outras condições que irritam a bexiga podem contribuir em alguns casos.

Histórico familiar e predisposição genética

Ter familiares com a doença não significa que a pessoa terá câncer de bexiga, mas pode haver predisposição em situações específicas. Existem síndromes genéticas familiares conhecidas que aumentam o risco de câncer de bexiga, e a principal é a síndrome de Lynch.

Medicamentos, radioterapia e outras exposições

Algumas exposições menos lembradas também entram na lista de risco.

Pioglitazona

Há discussão científica sobre possível associação em alguns contextos clínicos, por isso o histórico medicamentoso deve ser avaliado pelo médico.

Ácido aristolóquico

Essa substância, presente em algumas plantas e produtos de uso inadequado, já foi relacionada a tumores do trato urinário.

Quimioterapia e radioterapia prévias

Tratamentos prévios na região pélvica podem aumentar o risco em alguns pacientes.

Como é feito o diagnóstico do câncer de bexiga?

O diagnóstico do câncer de bexiga costuma seguir uma sequência lógica: suspeita clínica, exames iniciais, visualização da bexiga e confirmação por biópsia.

Avaliação clínica e exame de urina

O médico avalia sintomas, fatores de risco e histórico de saúde. O exame de urina pode mostrar sangue microscópico ou outras alterações.

Citologia urinária

A citologia urinária analisa células eliminadas na urina. Ela pode ajudar, principalmente em tumores de alto grau, mas não substitui a investigação completa.

Exames de imagem

Os exames de imagem ajudam a avaliar a bexiga e outras estruturas do trato urinário.

Tomografia computadorizada

Pode mostrar tumores, espessamento da parede e sinais de disseminação. Também avalia o trato urinário completo (da pelve renal, ureter e até a bexiga).

Ressonância magnética

É útil para avaliar extensão local e planejamento terapêutico, sendo o melhor exame para esta finalidade.

Ultrassom ou ecografia

Pode identificar alterações na bexiga, embora não substitua o exame direto quando há suspeita. É a principal abordagem inicial juntamente com avaliação clínica e exame de urina tipo 1.

Cistoscopia: exame principal

A cistoscopia é considerada o exame-chave para investigar câncer de bexiga.

Como funciona

O médico introduz um aparelho fino com câmera pela uretra para visualizar a parte interna da bexiga. Assim, é possível ver lesões suspeitas diretamente. Em alguns casos utiliza-se a cistoscopia com fluorescência, uma técnica que contribui no diagnóstico do carcinoma in situ e de pequenas lesões.

Quando há necessidade de biópsia

Se houver uma área anormal, pode ser feita biópsia ou ressecção da lesão para análise no microscópio. É essa avaliação que confirma o diagnóstico e define o tipo e grau do tumor.

Estadiamento e classificação da doença

Depois do diagnóstico, o próximo passo é entender a extensão do tumor.

O que significa estadiar o câncer de bexiga

Estadiar é descobrir o quanto a doença avançou. Isso inclui profundidade da invasão, comprometimento de linfonodos e presença ou não de metástases.

Classificação TNM

O sistema TNM avalia:

  • T: tamanho e profundidade do tumor
  • N: presença de linfonodos comprometidos
  • M: presença de metástases

Essa classificação é amplamente usada na prática oncológica e ajuda a definir o melhor tratamento.

Carcinoma in situ, doença localizada e doença metastática

De forma simplificada, o câncer pode estar:

  • superficial ou não músculo-invasivo;
  • localizado, mas invadindo o músculo principal da bexiga;
  • disseminado para linfonodos ou outros órgãos.

Como o estadiamento orienta o tratamento

Tumores superficiais costumam ser tratados de forma mais conservadora. Já tumores músculo-invasivos ou metastáticos exigem abordagem mais complexa, com cirurgia maior, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, anticorpos droga-conjugados e terapia-alvo.

Como o câncer de bexiga pode se espalhar?

Quando o tumor cresce, ele pode ultrapassar a mucosa e atingir estruturas vizinhas.

Crescimento local do câncer de bexiga.
Crescimento local do câncer de bexiga. Note que o câncer, ao crescer, passa a invadir a mucosa, o músculo, até chegar à gordura que envolve a bexiga.

Invasão local

O câncer pode invadir a camada muscular principal da bexiga e depois alcançar tecidos próximos.

Crescimento à distância do câncer de bexiga.
Crescimento à distância do câncer de bexiga. Note que o câncer pode comprometer, entre os órgãos mais comuns, os linfonodos da pelve e abdômen, pulmão, fígado e ossos.

Disseminação para linfonodos

As células tumorais podem migrar para linfonodos da pelve, o que muda o estágio da doença.

Metástases mais comuns

Em fases avançadas, o tumor pode se espalhar para outros órgãos.

Fígado

O fígado é um dos locais possíveis de metástase.

Pulmões

Pulmões também podem ser acometidos em doença avançada.

Ossos

Metástases ósseas podem causar dor e fragilidade.

Risco de novos tumores no trato urinário

Como o urotélio reveste outras partes do sistema urinário, alguns pacientes podem desenvolver novos tumores em outras áreas, o que reforça a importância do acompanhamento.

Tratamento do câncer de bexiga

O tratamento do câncer de bexiga depende do tipo de tumor, do grau e do estágio.

Tratamento dos tumores superficiais

Nos tumores não músculo-invasivos, o objetivo é remover a lesão e reduzir o risco de volta da doença.

Ressecção transuretral

A ressecção transuretral da bexiga é feita pela uretra, sem corte externo, para retirar o tumor visível.

Quimioterapia intravesical

Em alguns casos, medicamentos são aplicados diretamente na bexiga para diminuir o risco de recidiva.

Imunoterapia intravesical com BCG

O BCG intravesical estimula a resposta imune local e é muito usado em tumores superficiais de maior risco, como carcinoma in situ.

Imunoterapia sistêmica com ou sem BCG

O uso de imunoterapia sistêmica pode ser realizado em alguns casos de doença não músculo-invasiva persistente mesmo com uso de BCG, ou em doença inicial combinado com BCG.

Tratamento da doença músculo-invasiva

Quando o tumor invade o músculo, o tratamento costuma ser mais intenso.

Cistectomia radical

A cistectomia radical é a cirurgia de retirada da bexiga. Em muitos casos, é uma das principais opções terapêuticas.

Cistectomia parcial

A cistectomia parcial é a cirurgia de retirada de parte da bexiga. É realizada em casos bastante selecionados, pois no geral o resultado oncológico não é o mesmo da cistectomia radical.

Linfadenectomia

Geralmente, os linfonodos da região também são retirados para avaliação e controle da doença.

Quimioterapia neoadjuvante e adjuvante com ou sem imunoterapia

A quimioterapia pode ser feita antes da cirurgia, chamada de neoadjuvante, ou depois, chamada de adjuvante. Segundo material da Urology Care Foundation, a quimioterapia antes da cirurgia melhora os resultados em casos músculo-invasivos. A adição de imunoterapia de maneira perioperatória (feita tanto antes quanto depois da cirurgia) ou após a cirurgia melhorou os resultados quando comparado ao uso de quimioterapia isolada.

Radioterapia

Pode ser usada em situações selecionadas, às vezes em combinação com quimioterapia, inclusive em estratégias de preservação da bexiga para alguns pacientes.

Imunoterapia e novas possibilidades terapêuticas

A imunoterapia sistêmica tem ampliado as opções em doença localizada e avançada e em contextos específicos de doença não músculo-invasiva. O plano terapêutico depende de características do tumor, condições clínicas e avaliação da equipe especializada.

Cirurgia aberta, laparoscópica e robótica

A via cirúrgica pode variar conforme o caso, a experiência da equipe e a estrutura disponível.

Reconstrução urinária após retirada da bexiga

Após a retirada da bexiga, é necessário criar uma nova forma de armazenar ou eliminar a urina.

Neobexiga

A neobexiga usa um segmento do intestino para formar um novo reservatório interno.

Derivação continente

Cria-se um reservatório interno esvaziado por cateterismo em horários programados.

Derivação incontinente

A urina passa a sair continuamente para uma bolsa coletora externa por um estoma no abdome.

O câncer de bexiga tem cura?

Muita gente pesquisa se câncer de bexiga tem cura, e a resposta é: em muitos casos, sim, especialmente quando descoberto cedo.

Chances de cura em fases iniciais

Tumores superficiais diagnosticados precocemente podem ser tratados com boas chances de controle e cura.

Prognóstico conforme estágio

Quanto mais avançado o estágio, mais complexo o tratamento e menor tende a ser a chance de cura. Por isso, investigar cedo faz diferença.

Sobrevida e risco de recidiva

Mesmo quando o tratamento inicial funciona bem, existe risco de recidiva do câncer de bexiga. Isso é particularmente importante nos tumores músculo-invasivos, que podem voltar ao longo do tempo.

Acompanhamento após o tratamento

O seguimento é parte essencial do cuidado.

Por que o seguimento é essencial

O câncer de bexiga tem comportamento conhecido de recidiva em parte dos pacientes. Além disso, pode surgir novo tumor no trato urinário.

Cistoscopia periódica e outros exames

Após o tratamento, o médico pode indicar cistoscopias regulares, exames de urina, citologia e exames de imagem, conforme o risco de cada caso.

Recidiva e segundo tumor primário

Recidiva significa retorno da doença. Já segundo tumor primário é um novo câncer surgindo em outra área do trato urinário. Ambos justificam vigilância prolongada.

Como prevenir o câncer de bexiga?

Nem todo caso pode ser evitado, mas algumas medidas ajudam a reduzir o risco.

Parar de fumar

Essa é a principal ação preventiva. Se você fuma, buscar ajuda para cessar o tabagismo pode reduzir o risco de câncer de bexiga e de várias outras doenças.

Reduzir exposição ocupacional

Usar equipamentos de proteção e seguir normas de segurança no trabalho é importante para quem lida com produtos químicos.

Hidratação e hábitos saudáveis

Manter hábitos saudáveis e boa hidratação faz parte do cuidado geral com a saúde urinária, embora isso não substitua o controle dos principais fatores de risco.

Quando procurar avaliação médica

Procure um urologista ou clínico se notar:

  • sangue na urina, mesmo uma única vez;
  • ardor para urinar persistente;
  • urgência urinária sem causa clara;
  • aumento da frequência urinária;
  • dor lombar associada a alterações urinárias.

Perguntas frequentes sobre câncer de bexiga

O que é câncer de bexiga, em termos simples?

É um tumor que começa nas células da parede interna da bexiga, geralmente no urotélio. Ele pode ficar superficial ou invadir camadas mais profundas do órgão.

Sangue na urina sempre é câncer de bexiga?

Não. Sangue na urina também pode ocorrer em infecção urinária, cálculo renal, aumento da próstata e outras condições. Mesmo assim, esse sinal precisa ser investigado.

Sangue na urina sem dor pode ser câncer de bexiga?

Pode, sim. A hematúria sem dor é um dos sinais mais clássicos do câncer de bexiga, especialmente nas fases iniciais.

Infecção urinária pode parecer câncer de bexiga?

Pode. Ardor ao urinar, urgência e aumento da frequência urinária podem aparecer nas duas situações. A diferença só pode ser definida com avaliação médica e exames.

Cistoscopia detecta câncer de bexiga?

A cistoscopia é o principal exame para visualizar lesões suspeitas dentro da bexiga. Quando necessário, ela permite colher material para biópsia e confirmar o diagnóstico.

Quem tem mais risco de desenvolver câncer de bexiga?

Fumantes, pessoas mais velhas, homens e trabalhadores expostos a certos produtos químicos têm risco aumentado. Histórico de irritação crônica da bexiga também pode influenciar.

Todo tumor de bexiga precisa retirar a bexiga?

Não. Muitos tumores superficiais são tratados com ressecção transuretral e terapias intravesicais. A retirada da bexiga costuma ser considerada em casos músculo-invasivos ou de maior risco.

Câncer de bexiga tem cura?

Tem, principalmente quando diagnosticado cedo. O prognóstico depende do estágio, do tipo de tumor e da resposta ao tratamento.

Câncer de bexiga pode voltar depois do tratamento?

Sim. A recidiva do câncer de bexiga é possível, por isso nos casos de maior risco tratamentos complementares são fundamentais, assim como o acompanhamento com cistoscopia e outros exames é tão importante.

O que acontece depois da retirada da bexiga?

Após a cistectomia, é feita uma reconstrução do caminho da urina. Isso pode incluir neobexiga, derivação continente ou derivação incontinente, conforme o caso.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 30/01/2025 | Atualização: 14/07/2026

Pesquisa Clínica

Novos tratamentos e medicamentos, com segurança e eficácia, de forma gratuita. Conheça.

Artigos relacionados

Acesse outros artigos sobre o Câncer.

Busque novas possibilidades de tratamento

Se você busca novas opções de tratamento para si ou para alguém próximo, encontre aqui estudos clínicos com recrutamento aberto. Participar é uma forma de acessar novos tratamentos e contribuir com a evolução da medicina.