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Mulheres e o câncer – o tumor de mama é a neoplasia mais incidente no mundo, segundo a OMS. O que vamos fazer com essa informação?

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No novo cenário global do câncer (OMS) em 2021, o tumor de mama se tornou a neoplasia mais comumente diagnosticada no mundo, segundo as estatísticas publicadas pela International Agency for Research on Cancer (IARC) no final do ano passado. Temos, assim, enormes desafios pela frente, sobretudo se pensarmos que, para reduzir esta estatística, precisamos investir significativamente em medidas de prevenção. 

Estão previstas iniciativas globais conjuntas contra o tumor de mama para o final de 2021, num esforço colaborativo entre a OMS, IARC, a Agência Internacional de Energia Atômica, entre outros parceiros. Os objetivos principais serão reduzir a mortalidade pelo câncer mamário, ações de detecção e diagnóstico precoce e promoção à saúde da mama, além de garantir o acesso a cuidados e tratamento.

Nessas últimas duas décadas, assistimos a uma grande mudança: o número de indivíduos diagnosticados com câncer quase dobrou (10 milhões em 2000/ e 19,3 milhões em 2020), assim como o número de mortes diretamente relacionadas. Praticamente uma em cada 5 pessoas no mundo desenvolverá câncer durante a vida. Hoje sabe-se que o aumento da longevidade eleva esse risco. Mas, certamente, as mudanças no estilo de vida, dietas inadequadas, atividade física insuficiente, uso de tabaco e excesso de consumo de álcool, também contribuem expressivamente para esse grande aumento na incidência global de casos de câncer. 

Outro fator bastante preocupante foi a pandemia COVID-19, que gerou uma alta significativa de casos de câncer diagnosticados mais tardiamente e falta de acesso adequado ao tratamento, especialmente em países de baixa e média renda como o Brasil. Isso reforça a necessidade de pensarmos em ações na prevenção e controle do câncer, especialmente do câncer de mama.

Os desafios são enormes! Para mudarmos esse cenário nós, profissionais de saúde, precisamos incorporar na nossa prática ações e orientações voltadas à prevenção do câncer, ou seja, reduzir os principais fatores de risco modificáveis e atuar cada vez mais em prevenção primária: mudanças do estilo de vida, alimentação mais saudável e equilibrada, reduzir o sobrepeso e a obesidade e principalmente praticar regularmente exercício físico. 

Nos últimos anos, a população em geral e, mais especialmente, as mulheres tiveram expressivas mudanças no estilo de vida, como por exemplo maior carga de trabalho, menos tempo para o lazer, gravidez cada vez mais tardia, mudanças nos hábitos alimentares com o aumento de consumo de gordura e carboidratos. Ligado a isso, é claro, tem-se notado um grande aumento de sobrepeso e obesidade. Se conseguimos mudar o estilo de vida e o hábito das mulheres, principalmente quanto a redução do sedentarismo com uma prática regular de exercícios e mudanças na dieta, podemos sim diminuir os riscos de câncer de mama, além de outras doenças como diabetes e problemas cardiovasculares. 

 

REF: Breast cancer now most common form of cancer: WHO taking action

 

Tania Tonezzer
Mestre em Ciências da reabilitação -FMUSP
Fisioterapeuta Especialista em Oncologia e Linfoterapia – Crefito128763-F
Coordenadora do serviço de fisioterapia Oncológica da ABCC
Membro Diretora da Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia- ABFO
Membro da APTA (American Physical Therapy Association)

Logotipo do Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), fundada pelos oncologistas Dr. Antonio Carlos Buzaid e Dr. Fernando Cotait Maluf, com atuação em 3 pilares: (1) Informação de excelência e educação para prevenção do câncer. (2) Implementação de centros de pesquisa clínica para a descoberta de novos medicamentos. (3) Articulação para promoção de políticas públicas em prol da melhoria e ampliação do acesso à prevenção, ao tratamento e à cura do câncer.

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