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Projeto Amor à Pesquisa contra o Câncer no Brasil inicia estudo intervencionista em Campo Grande

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A cada ano, são estimados mais de 704 mil novos casos de câncer no Brasil. E cada vez mais é preciso ter tratamentos e medicamentos mais eficazes e seguros que garantam qualidade de vida. Para ampliar os estudos clínicos no país, o Instituto Vencer o Câncer se orgulha de anunciar que o Projeto Amor à Pesquisa contra o Câncer no Brasil iniciará pesquisa intervencionista em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Esta iniciativa vai beneficiar pacientes oncológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) com medicamentos de ponta aos quais eles não teriam acesso. O sonho que começou há três anos como uma semente, frutifica. Este é o sentimento de oncologista clínica na clínica Prognóstica, centro de pesquisa Onconeo, Dra. Cristina Anjos Sampaio. Ela comemora seu primeiro estudo intervencionista.

Estudo é destinado a pacientes de câncer de mama em fase inicial

Nesta etapa serão selecionadas para participar deste estudo pacientes de câncer de mama em estágio inicial pré-menopausa, ou seja, que ainda menstruam e não tenham supressão do ovário. O objetivo desta pesquisa, de acordo com a coordenadora do centro, é avaliar a supressão ovariana das pacientes. Por esta razão, mulheres que passaram por tratamentos que com supressão não estão aptas a participar. 

“As pacientes vão receber uma medicação que já está no mercado, é comprovadamente benéfica porque diminui o risco de recaída da doença, porém não tem essa indicação na bula”, explica a Dra. Cristina Sampaio. Ela destaca que o interessante nesse estudo é que, apesar de o medicamento já ser o padrão ouro no Brasil, ele ainda não está disponível no sistema público de saúde.

Com a pesquisa, as pacientes que participarem terão acesso ao medicamento. Para a oncologista, será muito bom poder oferecer para pacientes do SUS, via estudo clínico, esse tratamento de hormonioterapia, comprovado cientificamente.

Para entender melhor os objetivos desta pesquisa

Dra. Cristina Anjos Sampaio ressalta que, mesmo com a comprovação científica do uso do medicamento para essa indicação, como ela não está registrada na bula, é necessário realizar estudos especificamente para este fim. “É uma medicação que já se usa ‘off label’, com base em um grande estudo americano de fase 4, mas a indicação não está nem na bula brasileira nem dos Estados Unidos”.

Sobre os objetivos da pesquisa, além de inserir esta nova indicação na bula, a oncologista esclarece que a proposta também é avaliar a indicação do uso da medicação a cada três meses e não mensalmente como é atualmente. “No estudo original a medicação era feita na dose mensal. É uma injeção dolorida e tem que fazer todo mês. Se puder ser aplicada a cada três meses, será melhor”.


Pacientes serão beneficiadas

O centro desenvolverá o estudo com pacientes da região até outubro de 2024, que deve beneficiar mais mais de 20 mulheres com a medicação. “Começamos no centro com um estudo de fase 4, tivemos pesquisa retrospectiva. Agora temos esse estudo intervencionista de braço único. Caminhamos para, em alguns anos, estar com vários estudos randomizados de mais de um braço. É muito bom ver o resultado da semente que plantamos há três anos e agora poder trazer medicamentos para as pacientes”. 

Sobre o projeto 

O projeto, idealizado pelo Instituto Vencer o Câncer, tem como objetivo estruturar novos centros de pesquisa no país e aumentar o acesso dos brasileiros a protocolos de estudos em tratamentos inovadores. Com a consultoria técnica do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG) e patrocínio da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) e Eurofarma, esta iniciativa representa um esforço conjunto de pesquisadores, associações de saúde e indústria para impulsionar estudos em Oncologia no país.Nesta primeira etapa, as instituições selecionadas pelo edital estão localizadas em Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA), João Pessoa (PB), Feira de Santana (BA) e Campo Grande (MS).

Texto: Viviane Pereira

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