“Muitas mulheres queriam fazer mastectomia dupla por causa da Jolie”, diz médico

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.
Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Em 2013, Angelina Jolie revelou que passou por uma mastectomia dupla de forma preventiva. Portadora de uma mutação genética no gene BRCA1 (responsável por produzir proteínas que previnem o crescimento descontrolado de células e, assim, protegem contra tumores) que está diretamente associadas a risco elevado de desenvolver câncer de mama e de ovário, a atriz tinha aproximadamente 70% de risco de desenvolver a neoplasia mamária.

Na época, a revelação causou um enorme frisson. “Durante três meses, muitas mulheres foram até meu consultório com dúvidas a respeito da cirurgia e, até mesmo, querendo ser submetidas ao procedimento”, lembra Dr. Alfredo Barros, mastologista do Hospital Sírio-Libanês.

Indicações de mastectomia dupla

Entretanto, a mastectomia dupla não é indicada para qualquer pessoa e é preciso ter cautela na hora de optar por esse procedimento, pois podem vir algumas insatisfações, principalmente estéticas. “Com o passar do tempo, as pessoas foram se informando mais a respeito da cirurgia, o burburinho foi acalmando e elas começaram a entender que não se trata de algo tão simples”.

O lado positivo é que uma figura como Angelina Jolie traz visibilidade para assuntos que muitas vezes não recebem a atenção midiática que merecem. “Por meio dessa notícia, algumas mulheres que não sabiam da existência da mastectomia dupla e, muito menos, da análise genética, vieram nos procurar e descobriram que eram portadoras de mutações genéticas”, afirma Barros.

Publicação: 01/05/2014 | Atualização: 17/07/2025

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