O que é câncer de ovário

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Tratamento de câncer pode estar na pesquisa clínica.

Sumário

Câncer de ovário é uma doença maligna que se desenvolve nos ovários ou, em muitos casos, nas trompas de Falópio, estruturas do sistema reprodutivo feminino ligadas à produção e transporte dos óvulos. Embora não seja o tumor ginecológico mais frequente, ele é um dos que mais preocupam porque costuma causar sintomas vagos e, por isso, muitas vezes é descoberto tardiamente.

No Brasil, o INCA estima cerca de 8.020 novos casos de câncer de ovário para cada ano do triênio de 2026 a 2028, com um risco estimado de 7,33 casos novos a cada 100 mil mulheres e, segundo a FEBRASGO, cerca de 65% das pacientes recebem o diagnóstico em estágio avançado.

Neste artigo, você vai entender de forma simples onde o câncer de ovário surge, quais são os principais tipos, sintomas, fatores de risco, como funciona o diagnóstico, por que não existe rastreamento eficaz para toda a população e quais são as opções de tratamento atuais.

Pontos importantes

  • O câncer de ovário pode começar no ovário ou nas trompas de Falópio, e nem sempre causa sinais claros no início.
  • Os sintomas mais comuns incluem barriga inchada, dor pélvica, saciedade precoce e alterações urinárias ou intestinais persistentes.
  • Cerca de 95% das neoplasias ovarianas derivam de células epiteliais, segundo o INCA.
  • Ultrassom e CA-125 ajudam, mas não confirmam sozinhos o diagnóstico e também não servem como rastreamento universal.
  • O tratamento costuma envolver cirurgia e quimioterapia, com possibilidade de terapias modernas como inibidores da PARP e antiangiogênicos em casos selecionados.

O que é câncer de ovário?

Quando falamos em câncer de ovário, estamos nos referindo ao crescimento desordenado de células anormais na região dos ovários, das trompas de Falópio ou do peritônio, tecido que reveste os órgãos da cavidade abdominal. Hoje se sabe que parte importante dos tumores chamados de ovarianos pode, na verdade, ter origem inicial nas trompas.

Os ovários são duas pequenas glândulas localizadas na pelve. Eles têm funções centrais no corpo feminino, como produzir óvulos e hormônios, principalmente estrogênio e progesterona.

Localização dos ovários na pelve feminina
Localização dos ovários

Onde o câncer de ovário se desenvolve?

O nome pode dar a impressão de que a doença sempre começa dentro do ovário, mas isso nem sempre acontece. Muitos tumores de alto grau, especialmente os epiteliais serosos, parecem surgir primeiro nas trompas de Falópio e depois atingir os ovários e outras áreas da pelve.

Essa informação é importante porque ajuda a entender por que a doença pode se espalhar cedo dentro do abdômen, mesmo quando o tumor inicial parece pequeno.

Qual a função dos ovários?

Os ovários fazem parte do sistema reprodutivo feminino e têm duas funções principais:

  • produzir os óvulos
  • fabricar hormônios sexuais femininos

Esses hormônios participam do ciclo menstrual, da fertilidade e de vários processos do organismo, como saúde óssea, metabolismo e funcionamento cardiovascular.

Por que o câncer de ovário costuma ser descoberto tarde?

Essa é uma das características mais marcantes da doença. O câncer de ovário costuma ser descoberto tarde porque, no início, pode não causar sintomas ou provocar sinais muito inespecíficos, facilmente confundidos com problemas digestivos, urinários ou ginecológicos comuns.

Além disso, ainda não existe um exame de rastreamento eficaz para a população geral, ao contrário do que acontece com outros tumores. Isso faz com que a investigação geralmente comece apenas quando os sintomas persistem ou quando um exame feito por outro motivo encontra uma alteração.

Anatomia do ovário com células epiteliais, germinativas e estromais
Anatomia do ovário com visão ampliada do órgão. Note a localização das células epiteliais, as células germinativas e as células estromais (teca-granulosa), pois cada uma pode originar um tipo diferente de câncer de ovário.

Quais são os tipos de câncer de ovário?

Existem diferentes tipos de câncer de ovário, definidos de acordo com a célula de origem do tumor. Essa classificação influencia prognóstico, idade mais comum de aparecimento e tratamento.

Tumores epiteliais

São os mais frequentes. Segundo o INCA, cerca de 95% das neoplasias ovarianas derivam de células epiteliais. Essas células revestem a superfície do ovário e estruturas relacionadas.

Carcinoma seroso

É um dos subtipos mais comuns, especialmente em sua forma de alto grau. Costuma ser o tipo mais associado ao diagnóstico em estágios mais avançados.

Carcinoma endometrioide

Pode estar relacionado à endometriose em alguns casos. Em geral, tem comportamento variável, dependendo do grau e do estágio.

Carcinoma mucinoso

É menos comum e pode formar tumores grandes. Exige avaliação cuidadosa porque, às vezes, tumores mucinosos no ovário podem ter origem em outro órgão.

Carcinoma de células claras

Também pode ter associação com endometriose. Em alguns casos, apresenta comportamento mais agressivo e resposta diferente ao tratamento.

Tumores germinativos

Surgem nas células que dariam origem aos óvulos. São mais raros e tendem a ocorrer em mulheres mais jovens, inclusive adolescentes e adultas jovens.

Tumores estromais ou do cordão sexual

Se originam nas células que produzem hormônios e dão suporte ao ovário. Também são menos comuns e podem causar alterações hormonais.

Tumores borderline

São tumores de comportamento intermediário. Não são considerados totalmente benignos, mas também não têm o mesmo padrão invasivo dos carcinomas clássicos. Em muitos casos, têm prognóstico melhor.

Quais são os sintomas do câncer de ovário?

Os sintomas do câncer de ovário são um dos pontos mais importantes para o diagnóstico precoce. O problema é que eles costumam ser vagos e comuns a várias doenças benignas.

Sintomas mais comuns

Os sinais que mais merecem atenção incluem:

  • distensão abdominal ou sensação de barriga inchada
  • dor abdominal ou pélvica
  • sensação de empachamento ou saciedade precoce
  • aumento do volume abdominal
  • vontade de urinar com mais frequência
  • alteração do hábito intestinal
  • fadiga
  • perda de peso sem explicação
  • sangramento anormal em alguns casos

Quando os sintomas merecem investigação?

Sintomas isolados e passageiros nem sempre indicam algo grave. O alerta aumenta quando eles se tornam frequentes, persistentes e progressivos, especialmente por várias semanas.

Em geral, vale procurar avaliação médica se a mulher percebe que a barriga está constantemente inchada, sente dor pélvica repetida, come pouco e já se sente cheia ou nota mudanças urinárias e intestinais sem causa clara.

Sintomas podem ser confundidos com outras doenças?

Sim. Esse é um dos motivos do atraso no diagnóstico. Os sintomas podem ser confundidos com gases, síndrome do intestino irritável, constipação, cistos ovarianos, endometriose, alterações hormonais ou infecção urinária.

Por isso, o mais importante não é apenas o tipo de sintoma, mas sua persistência, intensidade e associação com fatores de risco.

O que causa o câncer de ovário?

Ainda não existe uma única causa capaz de explicar todos os casos. O câncer de ovário surge por alterações genéticas acumuladas nas células, que passam a crescer de forma descontrolada.

Causas ainda não totalmente conhecidas

Em muitos casos, não é possível apontar exatamente por que a doença apareceu. Isso não significa que a paciente fez algo errado. Significa apenas que o câncer é resultado de uma combinação complexa entre predisposição genética, envelhecimento celular, ambiente e fatores hormonais.

Fatores de risco mais importantes

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver a doença.

Idade

O risco cresce com o envelhecimento, principalmente após a menopausa. A FEBRASGO destaca maior ocorrência em mulheres após a menopausa, com pico por volta dos 60 anos.

Histórico familiar

Ter familiares com câncer de ovário, mama, pâncreas ou colorretal pode indicar maior risco hereditário, especialmente quando os casos ocorreram em várias pessoas da família ou em idade jovem.

Mutações genéticas, como BRCA1 e BRCA2

Alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 aumentam o risco de câncer de ovário e de mama. Nesses casos, o aconselhamento genético pode ser fundamental para orientar prevenção e acompanhamento.

Fatores reprodutivos e hormonais

Menarca precoce, menopausa tardia e nunca ter engravidado podem estar associados a maior risco em alguns contextos. A hipótese é que o maior número de ovulações ao longo da vida influencie esse processo.

Obesidade, tabagismo e endometriose

Obesidade e tabagismo aparecem como fatores associados em alguns subtipos. Já a endometriose tem relação mais clara com certos tumores, como os endometrioides e de células claras.

Como é feito o diagnóstico do câncer de ovário?

O diagnóstico do câncer de ovário é feito em etapas. Nenhum exame isolado costuma bastar.

Avaliação clínica e exame ginecológico

Tudo começa com a história clínica, análise dos sintomas, antecedentes familiares e exame físico. O exame ginecológico pode sugerir aumento de volume na pelve ou outras alterações, mas não fecha o diagnóstico.

Ultrassonografia transvaginal

A ultrassonografia transvaginal é um dos exames mais usados para avaliar ovários e pelve. Ela pode mostrar cistos, massas, septações, áreas sólidas e outras características suspeitas.

Mesmo assim, o ultrassom não confirma sozinho se uma lesão é câncer. Ele ajuda a indicar o grau de suspeita.

Tomografia e ressonância magnética

A tomografia computadorizada e, em alguns casos, a ressonância magnética ajudam a avaliar extensão da doença, comprometimento de outros órgãos e planejamento terapêutico.

Esses exames são especialmente úteis quando já existe suspeita maior de tumor maligno.

Marcadores tumorais, como CA-125

O CA-125 é um marcador tumoral frequentemente solicitado. Ele pode estar elevado no câncer de ovário, mas também aumenta em situações benignas, como endometriose, inflamações e até menstruação.

Por isso, CA-125 alto não significa necessariamente câncer, e um resultado normal também não exclui a doença.

Biópsia e confirmação diagnóstica

A confirmação do câncer depende da análise histológica, ou seja, do estudo do tecido tumoral ao microscópio. Muitas vezes, essa confirmação acontece após cirurgia para retirada da lesão ou do tumor.

É essa análise que define o tipo histológico e ajuda a orientar o tratamento.

O ultrassom ou o CA-125 confirmam o diagnóstico sozinhos?

Não. Esse é um ponto essencial. Nem o ultrassom nem o CA-125 servem para confirmar sozinhos o câncer de ovário.

Eles são exames auxiliares. O diagnóstico definitivo depende da avaliação médica completa e da confirmação por anatomia patológica.

Existe rastreamento para câncer de ovário?

Por que não há exame de rastreio eficaz para a população geral?

Até o momento, não há estratégia de rastreamento com benefício comprovado para mulheres sem alto risco. Isso significa que fazer ultrassom transvaginal ou CA-125 de rotina em toda a população não demonstrou reduzir mortes de forma clara.

Por isso, a orientação atual é diferente do conceito de rastreamento universal. O foco está em reconhecer sintomas persistentes e identificar mulheres com risco hereditário aumentado.

O que fazer em casos de alto risco genético?

Mulheres com forte histórico familiar ou mutações como BRCA1 e BRCA2 devem discutir acompanhamento individualizado com especialistas. Isso pode incluir aconselhamento genético, testes específicos e, em alguns casos, cirurgia redutora de risco.

O guia para pacientes da NCCN é uma referência importante para entender essas decisões em linguagem voltada ao paciente.

Como funciona o estadiamento?

O estadiamento mostra até onde a doença se espalhou. Ele é fundamental para definir prognóstico e tratamento.

Estágio I

O tumor está limitado aos ovários. Em geral, é o cenário com maior chance de cura.

Estágio II

A doença já envolve estruturas da pelve, como útero, trompas, bexiga ou reto, mas ainda está restrita à região pélvica.

Estágio III

O câncer se espalhou para fora da pelve, atingindo peritônio abdominal e/ou linfonodos. É um estágio frequente no momento do diagnóstico.

Estágio IV

Há disseminação para órgãos mais distantes, como fígado em sua parte interna ou pulmões, por exemplo.

Como é feito o tratamento do câncer de ovário?

O tratamento do câncer de ovário depende do tipo de tumor, do estágio, das condições clínicas da paciente e da presença de alterações moleculares.

Cirurgia

A cirurgia é uma das bases do tratamento. O objetivo pode ser confirmar o diagnóstico, estadiar a doença e remover o máximo possível do tumor.

Em alguns casos, a cirurgia inclui retirada dos ovários, trompas, útero, linfonodos e implantes tumorais no abdômen.

Quimioterapia

A quimioterapia é muito usada, principalmente nos tumores epiteliais. Ela pode ser feita após a cirurgia ou, em situações selecionadas, antes dela para reduzir o volume da doença.

Terapias-alvo

Os avanços recentes trouxeram opções mais personalizadas para algumas pacientes.

Inibidores da PARP

São medicamentos usados especialmente em tumores com alterações relacionadas ao reparo do DNA, incluindo parte dos casos com mutação em BRCA.

Antiangiogênicos

Atuam dificultando a formação de vasos que alimentam o tumor. Podem ser usados em contextos específicos, geralmente combinados a outras estratégias.

Hormonioterapia

Pode ser considerada em alguns tumores de comportamento mais lento ou com características hormonais específicas.

Imunoterapia

Ainda não é indicada para todos os casos, mas pode ter papel em situações selecionadas, dependendo do subtipo e de características moleculares.

Anticorpos droga conjugados

São terapias mais recentes que unem um anticorpo a uma medicação antitumoral. Representam uma frente moderna de tratamento em cenários específicos.

Tratamento da recaída

A recaída do câncer de ovário é um tema relevante, principalmente em doença avançada. O tratamento depende do tempo desde a terapia anterior, do perfil do tumor e do estado geral da paciente.

Para entender melhor esse cenário, vale consultar o conteúdo sobre recaída do câncer de ovário e também as informações sobre pesquisa clínica, que pode abrir acesso a novas possibilidades terapêuticas.

Câncer de ovário tem cura?

Sim, câncer de ovário tem cura em parte dos casos, especialmente quando é diagnosticado em estágios iniciais e tratado adequadamente. O prognóstico varia muito conforme o tipo histológico, a extensão da doença e a resposta ao tratamento.

Segundo o Oncoguia, as taxas de sobrevida em 5 anos são muito melhores quando o tumor está localizado. Isso reforça a importância de investigar sintomas persistentes e não ignorar sinais do corpo.

O que influencia o prognóstico?

Os principais fatores incluem:

  • estágio no diagnóstico
  • tipo de tumor
  • volume de doença residual após cirurgia
  • resposta à quimioterapia
  • presença de mutações, como aquelas no gene BRCA
  • condição clínica geral da paciente

Chances de controle em doença avançada

Mesmo quando a cura não é possível, muitas pacientes conseguem controle da doença por períodos prolongados com tratamento adequado. O objetivo pode ser prolongar a sobrevida, reduzir sintomas e manter qualidade de vida.

Como prevenir ou reduzir o risco?

Há como prevenir totalmente?

Não. Não existe forma de prevenir totalmente o câncer de ovário. Mas algumas medidas podem reduzir o risco em determinados grupos.

Medidas que podem reduzir o risco

Anticoncepcionais orais

O uso de anticoncepcionais orais, em alguns contextos e sob orientação médica, está associado à redução do risco ao longo do tempo.

Gestação e amamentação

Gestação e amamentação também parecem ter efeito protetor em parte dos casos.

Controle do peso e estilo de vida

Manter peso adequado, não fumar e cuidar da saúde geral são medidas importantes para reduzir o risco de vários cânceres e melhorar o estado de saúde global.

Cirurgia redutora de risco em pacientes selecionadas

Mulheres com mutações hereditárias de alto risco podem se beneficiar de cirurgia preventiva, como retirada de trompas e ovários em momento apropriado, sempre após avaliação individualizada.

Aconselhamento genético

O aconselhamento genético é especialmente importante para quem tem histórico familiar forte. Ele ajuda a definir quem realmente deve fazer teste genético, como interpretar os resultados e quais medidas podem ser indicadas.

Cisto no ovário, endometriose e câncer: qual a diferença?

Muitas mulheres chegam à consulta com essa dúvida. Nem todo cisto é câncer, e a maioria dos cistos ovarianos é benigna.

SituaçãoO que éPode causar sintomas?Relação com câncer
Cisto ovarianoBolsa com conteúdo líquido ou misto no ovárioSim, às vezesNa maioria das vezes é benigno
EndometrioseCrescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do úteroSim, frequentementePode estar associada a alguns subtipos, mas não significa câncer
Câncer de ovárioCrescimento maligno de células anormaisSim, mas muitas vezes com sintomas vagosExige diagnóstico e tratamento oncológico

Dúvidas frequentes sobre câncer de ovário

O que é câncer de ovário e onde ele começa?

É um tumor maligno que pode surgir nos ovários, nas trompas de Falópio ou em tecidos próximos. Em muitos casos, a origem inicial parece estar nas trompas.

Quais são os primeiros sintomas do câncer de ovário?

Os sintomas iniciais mais comuns são barriga inchada, dor pélvica, saciedade precoce e alterações urinárias ou intestinais. O mais importante é observar se eles persistem por semanas.

Ultrassom detecta câncer de ovário?

O ultrassom pode identificar alterações suspeitas, mas não confirma sozinho o diagnóstico. Ele é um exame importante da investigação, não a palavra final.

CA-125 alto é câncer de ovário?

Não necessariamente. O CA-125 pode subir em doenças benignas e até em situações inflamatórias. Ele deve ser interpretado junto com sintomas, exame físico e exames de imagem.

Cisto no ovário pode virar câncer?

Na maioria das vezes, não. A maior parte dos cistos ovarianos é benigna, mas alguns achados precisam de avaliação especializada para diferenciar lesões comuns de tumores suspeitos.

Existe exame preventivo para câncer de ovário?

Não existe rastreamento eficaz recomendado para toda a população. Em mulheres com alto risco genético, a abordagem é individualizada e, em geral, pode envolver cirurgia redutora de risco com retirada de tubas e ovários em idade oportuna.

Quem deve fazer teste genético para câncer de ovário?

Mulheres com histórico familiar importante de câncer de ovário, mama, pâncreas ou colorretal, ou com casos em idade jovem na família, devem conversar com o médico sobre aconselhamento genético. Vale lembrar que hoje é recomendado o teste genético para toda paciente com câncer epitelial de ovário, e, se encontrarmos uma paciente com teste positivo para alguma mutação que aumente o risco de câncer de ovário, suas familiares são levadas para rastreamento genético também.

Câncer de ovário tem cura?

Sim, especialmente quando descoberto cedo. Mesmo em casos avançados, há tratamentos que podem controlar a doença por bastante tempo.

Câncer de ovário acontece só em mulheres mais velhas?

É mais comum após a menopausa, mas pode ocorrer em mulheres jovens, principalmente em alguns tipos mais raros, como tumores germinativos.

Quando procurar um ginecologista ou oncologista?

Procure avaliação se houver sintomas persistentes, aumento do abdômen, dor pélvica recorrente, perda de peso sem explicação ou histórico familiar forte. Quanto antes a investigação começar, melhor.

Foto de Dr. Antonio Carlos Buzaid

Dr. Antonio Carlos Buzaid

Destacado oncologista clínico, graduado pela Universidade de São Paulo, com experiência internacional nos EUA, onde foi diretor de centros especializados em melanoma e câncer de pulmão, além de professor na Universidade de Yale. No Brasil, foi membro do comitê gestor do Centro de Oncologia do Einstein e dirigiu centros de oncologia nos hospitais Sírio Libanês e BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis. CRM 45.405

Foto de Dr. Fernando Cotait Maluf

Dr. Fernando Cotait Maluf

Renomado oncologista clínico, graduado pela Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Urologia pela FMUSP. Ele foi chefe do Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês e atualmente é diretor associado do Centro de Oncologia do hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, além de membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein e professor livre-docente na Santa Casa de São Paulo. CRM: 81.930

Publicação: 21/04/2025 | Atualização: 14/07/2026

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