O tratamento do câncer de ovário é definido de forma individualizada, levando em conta o estágio da doença, o tipo de tumor, o estado geral de saúde da paciente e, em alguns casos, os testes genéticos e biomarcadores.
No Brasil, o INCA estima cerca de 8.020 novos casos de câncer de ovário para cada ano do triênio de 2026 a 2028, com um risco estimado de 7,33 casos novos a cada 100 mil mulheres e, segundo a FEBRASGO, cerca de 65% das pacientes recebem o diagnóstico em estágio avançado.
Neste artigo, você vai entender como o tratamento é escolhido, quando cirurgia e quimioterapia são indicadas, qual é o papel da terapia-alvo, como o tratamento muda conforme o estágio e o que esperar no acompanhamento após a terapia. Também vamos abordar fertilidade, qualidade de vida e recidiva de forma acessível.
Pontos importantes
- O tratamento do câncer de ovário costuma combinar cirurgia, quimioterapia e, em casos selecionados, terapia-alvo.
- A escolha da conduta depende de fatores como estadiamento, subtipo tumoral, condições clínicas e presença de alterações, como mutações em BRCA e deficiência de recombinação homóloga (HRD).
- A cirurgia é um dos pilares centrais e pode variar de conservadora, em situações específicas, até radical, com retirada de mais estruturas.
- Em doença avançada, pode haver indicação de quimioterapia antes da cirurgia para reduzir o tumor e aumentar a chance de ressecção completa.
- O seguimento após o tratamento é essencial, especialmente nos primeiros anos, com consultas, exames e avaliação de sinais de recaída.
Como é definido o tratamento do câncer de ovário?
O tratamento do câncer de ovário não é igual para todas as pacientes. Ele é planejado com base em exames, avaliação clínica e discussão entre especialistas. O objetivo pode ser curativo, de controle prolongado da doença ou de alívio de sintomas, dependendo do caso.
De forma resumida, os principais pilares são cirurgia, quimioterapia, terapia-alvo, hormonioterapia em alguns subtipos e, menos frequentemente, radioterapia.
O que influencia a escolha do tratamento
Estágio da doença
O estadiamento mostra o quanto o tumor está localizado ou disseminado. Em geral, tumores iniciais permitem abordagens mais conservadoras, enquanto estágios avançados costumam exigir combinação de cirurgia e tratamento sistêmico.
Tipo de tumor ovariano
Nem todo câncer de ovário é igual. Os principais grupos incluem:
| Tipo de tumor | Características gerais | Tratamento mais comum |
|---|---|---|
| Epitelial | Mais frequente | Cirurgia + quimioterapia, com possível terapia-alvo |
| Células germinativas | Mais comum em mulheres jovens | Cirurgia e, em alguns casos, quimioterapia |
| Estromal | Mais raro | Cirurgia, podendo haver hormonioterapia ou quimioterapia |
| Borderline | Crescimento mais lento | Cirurgia |
Essa diferença é importante porque o tratamento do câncer de ovário muda bastante conforme o subtipo.
Estado geral de saúde da paciente
Idade, função renal, estado nutricional, presença de outras doenças e capacidade de tolerar cirurgia ou quimioterapia pesam muito na decisão.
Desejo de preservar a fertilidade
Em casos iniciais e bem selecionados, pode ser possível preservar o útero e o outro ovário. Essa decisão precisa ser discutida com equipe especializada.
Perfil molecular e genético do tumor
Alterações em BRCA1, BRCA2 e o status de HRD podem influenciar o uso de manutenção com inibidores de PARP, como olaparibe e niraparibe.
Qual é o papel da equipe multidisciplinar
O ideal é que a paciente seja acompanhada por equipe multidisciplinar, com oncologista clínico, cirurgião oncológico ou oncologista ginecológico, patologista, radiologista, enfermagem, nutrição, psicologia e, quando necessário, especialista em fertilidade e cuidados paliativos.
Essa integração melhora a tomada de decisão, ajuda no controle de efeitos colaterais e favorece um plano terapêutico mais completo.
Quando buscar segunda opinião ou centro especializado
Buscar segunda opinião é válido quando há dúvida sobre a melhor sequência entre cirurgia e quimioterapia, indicação de preservação de fertilidade, recidiva, necessidade de testes genéticos ou possibilidade de estudo clínico. Em tumores complexos, centros especializados tendem a ter mais experiência em cirurgia de alta complexidade e medicina de precisão.
Quais são os principais tratamentos para câncer de ovário?
Cirurgia
A cirurgia é um dos pilares do tratamento do câncer de ovário. Ela pode servir para confirmar o diagnóstico, definir o estágio e remover o máximo possível da doença.
Quando a cirurgia é o primeiro passo
Quando a equipe avalia que o tumor pode ser removido com boa chance de ressecção adequada, a cirurgia costuma vir antes da quimioterapia. Isso é muito comum em doença inicial e em parte dos casos avançados.
Cirurgia conservadora e preservação de fertilidade
Em situações selecionadas, principalmente em tumores iniciais e em pacientes jovens, pode ser possível retirar apenas um ovário e a tuba correspondente, preservando o útero e o ovário contralateral.
Essa estratégia não serve para todos os casos. A segurança oncológica sempre vem em primeiro lugar.
Cirurgia radical
Nos casos mais extensos, a cirurgia pode incluir retirada dos dois ovários, trompas, útero, omento e, em algumas situações, partes do peritônio, linfonodos ou segmentos de órgãos acometidos.
Laparoscopia vs. cirurgia aberta
A laparoscopia pode ser usada em casos iniciais e selecionados. Segundo a American Cancer Society, a internação após laparoscopia costuma ser de 1 a 2 dias, com retorno às atividades em cerca de 3 semanas.
Já a cirurgia aberta costuma ser preferida quando a doença é mais extensa, porque permite acesso mais amplo ao abdome.
Citorredução cirúrgica
Citorredução significa remover o máximo possível de tumor visível. A chamada ressecção completa, quando não fica doença macroscópica aparente, é um dos fatores mais importantes para melhores resultados em muitos casos de câncer ovariano avançado.
Quimioterapia
A quimioterapia para câncer de ovário é muito frequente, especialmente nos tumores epiteliais. Ela age no corpo todo e ajuda a destruir células cancerosas que possam ter ficado após a cirurgia ou que estejam disseminadas.
Quimioterapia adjuvante
É a quimioterapia feita depois da cirurgia. Em muitos casos, são indicados cerca de 6 ciclos. O esquema mais usado costuma incluir carboplatina e paclitaxel.
Quimioterapia neoadjuvante
É feita antes da cirurgia, geralmente por 3 a 4 ciclos, quando a doença está muito extensa ou quando a equipe entende que operar de início teria menor chance de remover todo o tumor com segurança.
Quimioterapia intravenosa
É a forma mais comum, aplicada na veia em ciclos com intervalos programados.
Quimioterapia intraperitoneal
Em situações específicas, a quimioterapia pode ser administrada dentro da cavidade abdominal. Não é indicada para todas as pacientes, mas pode ser considerada em alguns cenários selecionados.
Terapia-alvo
A terapia-alvo age em mecanismos específicos do tumor e ganhou espaço no tratamento do câncer de ovário.
Bevacizumabe
O bevacizumabe atua sobre a formação de vasos sanguíneos do tumor. Pode ser usado junto com quimioterapia e, em alguns casos, mantido depois como tratamento de manutenção.
Inibidores de PARP
Os inibidores de PARP são uma das principais novidades da oncologia de precisão no câncer de ovário epitelial endometrioide ou seroso de alto grau.
Olaparibe
O olaparibe é um inibidor de PARP e pode ser indicado especialmente em pacientes com mutação em BRCA, em contextos específicos de manutenção após resposta à quimioterapia.
Niraparibe
O niraparibe é um inibidor de PARP e também pode ser usado como manutenção em determinadas pacientes, inclusive em cenários definidos pela avaliação molecular e clínica.
Quando BRCA e HRD mudam a conduta
Mutação em BRCA e presença de HRD podem aumentar a chance de benefício com inibidores de PARP. Em linguagem simples, isso significa que o tumor tem falhas em reparar danos no DNA, o que pode torná-lo mais sensível a esse tipo de tratamento.
Hormonioterapia
A hormonioterapia tem papel mais restrito, mas pode ser útil em alguns tumores estromais ou em subtipos específicos de crescimento mais lento, como os carcinomas serosos de baixo grau.
Radioterapia
A radioterapia não costuma ser o tratamento principal do câncer de ovário. Seu uso é mais limitado e geralmente reservado para situações específicas, como controle localizado de sintomas.
Cuidados paliativos e de suporte
Cuidados paliativos não significam desistir do tratamento. Eles servem para controlar dor, fadiga, náusea, falta de apetite, ansiedade e outros sintomas, podendo ser integrados desde cedo ao plano terapêutico.


Como o tratamento muda conforme o estágio do câncer de ovário?
O tratamento do câncer de ovário por estágio ajuda a entender por que duas pacientes podem receber propostas bem diferentes.
| Estágio | Situação geral | Tratamento mais comum |
|---|---|---|
| I | Doença restrita ao ovário | Cirurgia, com ou sem quimioterapia |
| II | Comprometimento pélvico | Cirurgia + quimioterapia em muitos casos |
| III | Disseminação abdominal | Cirurgia citorredutora + quimioterapia, podendo haver manutenção |
| IV | Metástase à distância | Tratamento sistêmico, cirurgia em casos selecionados e abordagem individualizada, além de terapia de manutenção. |




Tratamento nos estágios I e II
Nos estágios iniciais, a cirurgia tem papel central. Dependendo do subtipo, do grau do tumor e dos achados cirúrgicos, a quimioterapia pode ou não ser indicada depois.
Em pacientes jovens e casos muito selecionados, pode existir chance de preservação de fertilidade.


Tratamento no estágio III
No estágio III, é comum a combinação de cirurgia e quimioterapia. Em algumas pacientes, opera-se primeiro. Em outras, a equipe prefere iniciar com quimioterapia neoadjuvante para reduzir o volume tumoral e operar depois.
Após boa resposta, pode haver tratamento de manutenção com bevacizumabe ou inibidores de PARP em pacientes elegíveis.
Tratamento no estágio IV
No estágio IV, o tratamento costuma priorizar controle sistêmico da doença e qualidade de vida, sem excluir a possibilidade de cirurgia em situações selecionadas. A estratégia depende de extensão da doença, sintomas, resposta à quimioterapia e perfil molecular.
Cirurgia para câncer de ovário: como funciona?
A cirurgia para câncer de ovário pode ter objetivos diagnósticos, de estadiamento e terapêuticos. Em muitos casos, ela define boa parte do plano seguinte.
Quais órgãos podem ser removidos
Dependendo da extensão da doença, a cirurgia pode incluir:
- ovário acometido ou ambos os ovários
- trompas
- útero
- omento
- linfonodos
- áreas do peritônio
- partes de órgãos vizinhos, quando infiltrados
Quando é possível preservar o útero ou o ovário contralateral
A preservação é mais considerada em tumores iniciais, localizados e de características favoráveis. Mesmo assim, exige avaliação cuidadosa para não comprometer a segurança do tratamento.
Importância da ressecção completa
Quanto menor a quantidade de tumor residual, melhores tendem a ser os resultados em muitos cenários. Por isso, a experiência da equipe cirúrgica faz diferença.
Recuperação após a cirurgia
Tempo de internação
Após laparoscopia, a permanência hospitalar costuma ser mais curta, em geral de 1 a 2 dias. Em cirurgias abertas e extensas, esse tempo pode ser maior.
Retorno às atividades
Na laparoscopia, o retorno pode ocorrer em cerca de 3 semanas. Em cirurgias maiores, a recuperação costuma ser mais lenta.
Possíveis complicações e efeitos no pós-operatório
Podem ocorrer dor, fadiga, alterações intestinais, risco de infecção, sangramento, trombose e menopausa cirúrgica quando ambos os ovários são removidos.
Quimioterapia para câncer de ovário
Esquemas mais usados
Carboplatina + paclitaxel
Esse é um dos esquemas mais comuns no tratamento do câncer de ovário. Ele costuma ser usado após a cirurgia ou antes dela, dependendo do caso.
Outras drogas usadas em doença avançada ou recidiva
Na recidiva ou em situações específicas, outras medicações podem ser consideradas conforme a resposta prévia, o intervalo desde o último tratamento e o perfil da paciente.
Quantos ciclos podem ser necessários
Muitas pacientes fazem cerca de 6 ciclos, mas isso pode variar. O tempo total frequentemente gira em torno de alguns meses.
Efeitos colaterais mais comuns
Os efeitos mais comuns incluem:
- náusea
- queda de cabelo
- cansaço
- redução das células do sangue
- maior risco de infecções
- formigamento nas mãos e nos pés, chamado de neuropatia
O controle desses efeitos melhorou muito com medicações de suporte, ajuste de dose e acompanhamento próximo.
Medicina de precisão no câncer de ovário
A medicina de precisão ajuda a personalizar o tratamento do câncer de ovário. Em vez de olhar apenas o local do tumor, ela considera alterações genéticas e biomarcadores.
Testes genéticos e biomarcadores
BRCA1 e BRCA2
As mutações em BRCA podem estar presentes no tumor ou ser hereditárias. Além de ajudarem a entender o risco familiar, elas influenciam as decisões terapêuticas.
HRD
HRD é uma deficiência na recombinação homóloga, um mecanismo de reparo do DNA. Quando presente, pode indicar maior chance de resposta a inibidores de PARP.
Quem pode se beneficiar de tratamento de manutenção
O tratamento de manutenção é feito depois que a doença responde bem à quimioterapia, com o objetivo de prolongar o controle. Ele pode incluir bevacizumabe ou inibidores de PARP, dependendo do caso.
Como funcionam os inibidores de PARP
Esses medicamentos bloqueiam uma via de reparo do DNA. Em tumores que já têm falhas nesse reparo, como alguns com BRCA mutado ou HRD, isso pode aumentar a morte das células tumorais.
Fertilidade, menopausa e qualidade de vida após o tratamento
É possível engravidar após o tratamento?
Depende do tipo de cirurgia, da necessidade de quimioterapia e da reserva ovariana remanescente. Em casos selecionados, a fertilidade pode ser preservada, mas essa conversa deve ocorrer antes do início do tratamento.
O que acontece quando um ou ambos os ovários são retirados
Se apenas um ovário é retirado, o outro pode manter parte da função hormonal e reprodutiva. Quando ambos são removidos, ocorre menopausa cirúrgica.
Impactos hormonais e reprodutivos
A menopausa induzida pode causar ondas de calor, secura vaginal, alterações de humor, perda de libido e impacto na saúde óssea. O manejo desses sintomas deve ser individualizado.
Sexualidade, sintomas e reabilitação
Dor nas relações, cansaço, alterações na imagem corporal e medo de recaída podem afetar a vida sexual. Apoio psicológico, fisioterapia pélvica e orientação médica podem ajudar bastante.
Acompanhamento após o tratamento
O seguimento é parte do tratamento. Ele serve para monitorar recuperação, identificar efeitos tardios e reconhecer sinais de recidiva.
Consultas e exames de seguimento
A frequência varia conforme o caso, mas costuma ser maior nos primeiros anos. O médico pode solicitar exame físico, exames de imagem e marcadores tumorais quando indicados.
Papel do CA-125
O CA-125 é um marcador que pode ajudar no acompanhamento de algumas pacientes, mas não deve ser interpretado isoladamente. Ele precisa ser analisado junto com sintomas, exame clínico e imagem.
Sinais de alerta para recaída
Alguns sinais que merecem avaliação incluem:
- aumento do abdome
- dor abdominal persistente
- alteração do hábito intestinal
- falta de apetite
- perda de peso sem explicação
- falta de ar
- elevação progressiva do CA-125, quando esse marcador é útil no caso
Recidiva do câncer de ovário: o que muda no tratamento?
A recidiva é a volta da doença após um período de resposta. Infelizmente, ela pode acontecer com frequência na doença avançada. O risco de recidiva com tratamentos tradicionais pode chegar a 60% a 70% em 3 anos para carcinomas serosos de alto grau, que são os tumores ovarianos mais comuns.
Um conceito importante é diferenciar:
- Platina sensível: recaída após 6 meses ou mais do fim da quimioterapia com platina
- Platina resistente: recaída em menos de 6 meses ou falta de resposta
Essa distinção ajuda a escolher novos esquemas, avaliar cirurgia em casos selecionados e considerar terapia-alvo, hormonioterapia, estudos clínicos ou tratamentos mais focados em controle de sintomas.
Estudos clínicos e novas possibilidades de tratamento
Os estudos clínicos podem oferecer acesso a terapias inovadoras e ajudam a avançar o conhecimento médico. Vale conversar com a equipe sobre essa possibilidade, especialmente em doença recidivada ou quando as opções padrão são limitadas.
Entre os avanços recentes, o mirvetuximabe soravtansina teve aprovação da Anvisa em 2024 para casos específicos com FRα positivo e resistência à platina, com redução de 35% no risco de progressão e 33% no risco de morte. Também há resultados promissores com outros anticorpos conjugados à droga e pesquisas em imunoterapia e novas combinações experimentais.
Perguntas frequentes sobre tratamento do câncer de ovário
Câncer de ovário tem cura?
Pode ter, especialmente quando é diagnosticado em estágio inicial e tratado adequadamente. Mesmo em casos avançados, há situações em que a doença pode ficar controlada por longos períodos.
Toda paciente precisa fazer quimioterapia para câncer de ovário?
Não. Em alguns tumores iniciais e selecionados, a cirurgia pode ser suficiente, mas muitas pacientes precisam de quimioterapia como parte do tratamento.
O tratamento do câncer de ovário sempre começa com cirurgia?
Não necessariamente. Em doença mais extensa, a equipe pode indicar quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia para reduzir o tumor.
A radioterapia é usada no tratamento do câncer de ovário?
Ela não costuma ser o tratamento principal. Seu papel é mais restrito e geralmente voltado a situações específicas.
Quem pode usar olaparibe ou niraparibe no câncer de ovário?
Esses medicamentos são considerados principalmente em contextos de manutenção e em pacientes selecionadas por critérios clínicos e moleculares, como BRCA mutado e HRD positivo.
O que significa ter mutação em BRCA no câncer de ovário?
Significa que há uma alteração genética que pode influenciar o risco familiar e também a escolha do tratamento. Em muitos casos, essa informação ajuda a indicar terapia-alvo.
O que é HRD no câncer de ovário?
HRD é uma falha no mecanismo de reparo do DNA do tumor. Esse biomarcador pode aumentar a chance de benefício com inibidores de PARP.
Quanto tempo dura a quimioterapia para câncer de ovário?
Em muitos casos, o tratamento dura alguns meses, frequentemente em cerca de 6 ciclos. O tempo exato varia conforme o esquema e a resposta.
É possível preservar a fertilidade no tratamento do câncer de ovário?
Sim, mas apenas em casos selecionados, geralmente iniciais. A decisão depende do tipo de tumor, do estágio e da avaliação especializada.
O que fazer se o câncer de ovário voltar?
É importante reavaliar o caso com a equipe médica. O tratamento da recidiva depende do tempo desde a última quimioterapia, do perfil molecular, da extensão da doença e das condições clínicas da paciente.


